<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433</id><updated>2012-02-08T16:36:40.581-08:00</updated><title type='text'>Esquerda Possível</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>77</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-2786255693843355644</id><published>2012-02-08T16:12:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T16:36:40.592-08:00</updated><title type='text'>Neste País, não há lugar para...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-arfmdGW3dOk/TzMUBHYMbkI/AAAAAAAAARA/TV0g2bPu3QM/s1600/pieguice.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 138px; height: 212px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706927162201501250" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-arfmdGW3dOk/TzMUBHYMbkI/AAAAAAAAARA/TV0g2bPu3QM/s320/pieguice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Este País não é para "piegas". Passos Coelho disse...; com uma imensa autoridade que lhe vem donde ?&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Passos Coelho esteve com Viriato, nos Montes Hermínios, combatendo, durante 3 décadas, o  magnífico exercito do Imperio Romano ? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esteve em Covadonga e nas Asturias, no seculo 12, contra os recem chegados árabes ? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esteve em 1383/1385, na "arraia miúda", em Lisboa, Atoleiros e Aljubarrota, a garantir..., como o seu sangue num exercito de voluntários, um Rei escolhido pelo Povo ? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esteve, em 1640, em Avis,  Ameixial ou Elvas, a defender esse mesmo desígnio? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esteve, nos anos trinta do seculo XIX, junto dos progressista, no "Cerco do Porto", no combate de 24 de Agosto, no desembarque do Mindelo ? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esteve, em 1914/1918, na mais cruel guerra do seculo XX (a dita 1ª Grande Guerra), onde milhares de portugueses foram massacrados sem sequer saber ao que iam, tal como na hedionda guerra colonial ? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Poucos se podem orgulhar de lá estarem; contudo, sabe-se lá porquê, estiveram. "Piegas" não eram...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Podemos ser acomodados, suspiciosos, pouco participativos, mas , quando chamados a agir nos momentos das grandes decisões, do "dar a vida", de "piegas" pouco temos (basta pensar nos Bombeiros Voluntários). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vamos lá de corpo inteiro. Somos  tendencialmente heróis, nunca "piegas". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Somos Portugueses. Com quase sete séculos de História, coisa rara na Europa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passos Coelho é que não nos merece. Mas temos de aturar cretinos !&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-2786255693843355644?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/2786255693843355644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2012/02/neste-pais-nao-ha-lugar-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2786255693843355644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2786255693843355644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2012/02/neste-pais-nao-ha-lugar-para.html' title='Neste País, não há lugar para...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-arfmdGW3dOk/TzMUBHYMbkI/AAAAAAAAARA/TV0g2bPu3QM/s72-c/pieguice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-8792948385241073877</id><published>2012-01-26T04:12:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T09:11:45.040-08:00</updated><title type='text'>A Associação de Estudantes da Universidade de Évora, 35 anos depois</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-AH_8jxu61uk/TyFLEu064CI/AAAAAAAAAQ0/rDDhuscrvBY/s1600/%25C3%2589vora.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; width: 203px; height: 248px; text-align: center; display: block; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5701921147889311778" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-AH_8jxu61uk/TyFLEu064CI/AAAAAAAAAQ0/rDDhuscrvBY/s320/%25C3%2589vora.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um  amável convite para a tomada de posse dos orgãos sociais da Academia que ajudei a fundar, em 1978, fez-me interromper este silêncio "bloguista".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a causa é justa, e após um noite académica, onde pude explicar a alunos e categorizados docentes coisas "singelas", como ver nascer o sol por detrás da Igreja de S. Francisco, em Évora, comer uma bifana no Mercado, ou ver as Ruas de Évora (e a Cidade) a amanhecer, sem gente, mas a cheirar a lavado, deixo-vos com a entrevista que dei ao Jornal UEONLINE, como fundador da dita Associação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para memória futura de alguem que não se arrepende dos caminhos que faz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E paga as consequências...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"PERGUNTAS&lt;br /&gt;1)      Em que ano entrou para a Universidade ?&lt;br /&gt;O então Instituto Universitário de Évora (IUE) havia sido criado em 1973, mas, de facto, a actividade lectiva só se iniciaria em 1976/77. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, eu e os cerca de 30 alunos que formaram as turmas de Economia e Sociologia, nesse ano lectivo, tinham transitado da Escola Superior de Estudos Económicos e Sociais “Bento de Jesus Caraça”, que existia  em Évora, desde 1974, mas cujos alunos foram, após anunciada a sua progressiva extinção, integrados no então IUE, no 2º ano dos citados cursos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, entrei para o Ensino Superior em 1975 (Setembro), mas tornei-me aluno da hoje Universidade, em Dezembro de 1976, ingressando, com mais 12 alunos, na Licenciatura em Sociologia, 2º ano, curso diurno.&lt;br /&gt;2)      Como era a Universidade desses tempos ?&lt;br /&gt; Em Outubro de 1976, o então IUE tinha dois edifícios (a “Mitra” e um “corredor no Colégio do Espírito Santo – o restante edifício ainda era do Liceu de Évora). Teria , nesse seu início de vida lectiva, cerca de 50 alunos, dos quais mais de metade eram os tais “transferidos” da tal Escola Bento Caraça. “Economia” e “Sociologia” eram os dominantes com turmas diurnas e noturnas.&lt;br /&gt;Não havia residências universitárias, muito menos  refeitório (só aconteceu em 1979, julgo) e havia um minúsculo bar, aberto, esse sim, logo em início de 1977. Os nossos “luxos” eram a Reprografia e a Biblioteca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Havia mais docentes e investigadores do que alunos. Não podemos esquecer que o então IUE acolheu inúmeros professores das Universidades de Angola e Moçambique, que entretanto se tinham tornado países independentes, assim como alguns (seleccionados…) professores da tal Escola Bento Caraça, mormente os ligados á Companhia de Jesus (jesuítas).&lt;br /&gt;3)      Como surgiu a ideia de criar a Associação de Estudantes ?&lt;br /&gt;É uma história “épica”, que recordo com orgulho e emoção. Vivíamos tempo de afirmação do regime democrático (o “25 de Abril” tinha sido há menos de 4 anos…) e, a par das clivagens naturais (mais ideológicas que partidárias), havia m grande desejo de participar e confrontar ideias. Recordo, as clivagens eram sobretudo deológicas, ou seja, de visão do Mundo e da Vida.&lt;br /&gt;Os alunos da Universidade de etão, tinham, de acordo com o regulamento da mesma, uma forma de participação a vida académica, através dos Delegados e Turma e de Curso,  eleitos pelos alunos respectivos, que articipavam nas Comissões Pedagógicas de Curso, órgãos consultivos onde também inham assento os docentes.&lt;br /&gt;Numa Escola Superior onde faltava aquilo que hoje é básico (refeitório, residências, apoio social em geral), sses temas foram, por diversas vezes, debatidos pelos ditos Delegados de Turma ou Curso. Muitos de nós (apesar de repito, haver poucos alunos), não nos conhecíamos e foi nesse ambiente de “Delegados” que foram surgindo “conversas” sobre a necessidade de termos uma Associação de Estudantes. Estaríamos em Outubro de 1977, se bem me recordo.&lt;br /&gt;Foram feitas algumas iniciativas de “sensibilização”, como uma famosa “açorda”, servida por nós nos corredores do Colégio do Espírito Santo.&lt;br /&gt;Num tempo de aprendizagem da Democracia, e ainda bem, tínhamos grandes preocupações em que as ideias saíssem das bases, ou seja, dos alunos. Aí os tais Delegados, até porque eleitos pelos alunos, sentiam-se com legitimidade para avançar na criação da Associação. Eu era um desses Delegados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, numa reunião para a qual foram convidados todos os Delegados, os presentes decidem convocar uma Reunião Geral de Alunos que, ao que me recordo, teve sessão inicial em Novembro de 1977. A ordem de trabalho era simples e concisa : analisar a situação social e académica dos alunos e decidir sobre como se organizarem. Eu, o João Pires, o Telmo Morna  e a Olívia Ramos(julgo não estar a errar), fomos eleitos para ser a Mesa da RGA e eu para presidir aos trabalhos. A RGA foi longa, tendo várias sessões em vários dias.&lt;br /&gt;4- Como foi o processo de implementação ?&lt;br /&gt;Foi rápido e participado. Da dita RGA saiu uma decisão histórica : criar uma Associação de Estudantes. Mas,  se havia que definir os objectivos, a missão e a vocação da futura Associação, os alunos deveriam, se bem o entendessem, apresentar projectos de estatutos, a serem votados em escrutínio secreto, e o projecto de estatutos vencedor seria aquele que seria objecto da escritura de constituição. Feita a escritura, então convocar-se-iam eleições para os corpos&lt;br /&gt;sociais.&lt;br /&gt;Eu, como moderador da dita Mesa da RGA “permanente”, fiquei encarregado de conduzir o processo.&lt;br /&gt;Foram apresentados dois projectos de estatutos. A clivagem era evidente : um deles, em cuja redacção participei, era defendido por um abrangente leque de gente de “esquerda”, desde os próximos do PS até á então UDP, passando por pessoas como eu, da esquerda ligada aos meios católicos. Aqui “reinavam” os alunos de Sociologia e Economia. Apesar de ideologicamente conotados, só 2 tinham filiação partidária.  O outro projecto era classificado, por nós, como o dos “conservadores”, que reunia claras simpatias junto da Reitoria, por ser tido como mais “moderado”.&lt;br /&gt;O projecto vencedor foi o tido como o da “esquerda”, numa votação extremamente participada, precedida de vários e acesos debates, no seio da tal RGA “permanente”.&lt;br /&gt;Fizemos a escritura em 23 de Maio de 1978. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho orgulho de constar como um dos outorgantes.&lt;br /&gt;5 – A Reitoria da altura apadrinhou e apoiou ?&lt;br /&gt;Eram tempos diferentes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; O Reitor Ário Lobo de Azevedo encarou a derrota do projecto de estatutos defendido pelos ditos “conservadores” quase como uma ofensa pessoal. Quando, logo após a escritura, são feitas as primeiras eleições para os corpos sociais, esse grupo nem se candidata.&lt;br /&gt;O “incómodo” da Reitoria era evidente e caricato : nos documentos oficiais da Universidade (Notas de Imprensa, etc), as nossas iniciativas eram difundidas como sendo de “um grupo de Alunos” e, nunca, da Associação de Estudantes. Chegou-se ao ponto de nos ter sido cedida uma Casa, na Rua de Machede (que foi a primeira Sede da associação), pela Reitoria, e no documento de cedência constavam os nomes de cada um de nós, como os “comodatários” e não o da Associação…&lt;br /&gt;“Last but not de least”, os serviços jurídicos da Universidade  solicitaram, ao Ministério Público, a extinção da Associação, por inconstitucionalidade dos estatutos! Por isso, em 29 de Janeiro de 1979, tivemos de fazer nova escritura, corrigindo a versão inicial dos Estatutos. Só a partir daí deixámos de ser um “grupo de alunos”.&lt;br /&gt;Portanto, as relações foram sendo sempre tensas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Éramos tolerados, mas activos e criativos.&lt;br /&gt;7. Como Presidente da Associação, quais foram os primeiros projectos ?&lt;br /&gt;Eu presidi á tal Mesa de RGA de onde saiu a criação da Associação.&lt;br /&gt;Optámos, logo que foram eleitos os corpos sociais, por manter um funcionamento quase que em “plenário de órgãos sociais” : não havia um Presidente, mas uma direcção colectiva mas com responsabilidades divididas; havia um “Núcleo duro”, do qual eu participava, que tinha sempre 3 pessoas, no mínimo, que garantia as funções que estatutariamente cabiam ao Presidente, Vice-Presidente e Tesoureiro : era o António Brito e eu, cujas assinaturas obrigavam juridicamente a Associação, e conforme os assuntos e temas, juntava-se a Margarida Fortio, o Gazimba Simão, o João Barradas, o Mira Nunes, o Xico Sabino, entre outros que me recordo. Enfim, havia uma espécie de “troika” permanente, de composição variada, mas onde eu e o Brito tínhamos de estar, sempre.&lt;br /&gt;Atendendo a que eu tinha fama de conciliador e era tido como pessoa moderada, no seio da Universidade, tornou-se hábito ser eu a ter as relações institucionais e representativas, internas e externas, mais “delicadas”.  Daí, quer eu quer o Brito, termos fama de ter sido Presidentes, nome que, como era norma “progressista” da época, nunca nenhum de nós  usou. A não ser por obrigação jurídica. Fui, por isso, digamos, um Presidente só por obrigação jurídica e estatutária, no 1º mandato.&lt;br /&gt;Retomando a resposta, os nossos projectos iniciais, no primeiro mandato em que participei, o da fundação, tinham a ver com dar dignidade aos alunos e ao ensino. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Significou dar vida á Universidade, aproximá-la da Cidade, através de iniciativas culturais abrangentes; significou, numa Universidade sem refeitório e com um bar diminuto, termos, na nossa Sede, um Bar, onde até refeições chegaram a ser confeccionadas; chegamos a ter uma livraria e papelaria a funcionar na sede; depois, bater-nos pela qualidade  do ensino, num tempo onde alguns cursos mais pareciam um “asilo” de docentes a aguardar a reforma…; sobretudo, como dizíamos, tornar a Universidade “habitável”, ou seja, promover espaços de convívio, encontro, reflexão, para que os alunos sentissem que a Universidade era sua.&lt;br /&gt;Recordo coisas concretas como a Revista “Semente”, os Ciclos de Conferências sobre os temas quentes da época, os torneios desportivos, as recepções aos novos alunos, mas, sobretudo, o ambiente da Sede, verdadeiro refúgio e aconchego para todos nós, numa Universidade que tardava a perceber que os alunos eram a sua razão de existir.&lt;br /&gt;8 – Quanto tempo esteve na Associação de Estudantes ?&lt;br /&gt;Fiz dois mandatos, ou seja, desde a sua criação (Maio de 1978) até que, em Julho de 1980, me licenciei e, logo, deixei de poder ser eleito e ser sócio.&lt;br /&gt;9 – Qual a maior recordação que guarda desses tempo de dirigente associativo ?&lt;br /&gt;Guardo o prazer de ter aprendido como funciona a democracia participada e ter-me tornado adepto dela : eu era um católico (hoje já não sou) de esquerda (hoje ainda sou), sem filiação partidária, mas que se teve de habituar a conviver  com todas as “tribos progressistas”  da época, desde a esquerda mais radical, á mais social-democrata; aprendi a ser mediador, a construir consensos, mas a ser radical nas causas e convicções. Aprendi a respeitar a diferença, sem prescindir da minha maneira de estar. Aprendi que, no campo das convicções, é bom dormir com a consciência tranquila, mesmo se acordamos sabendo que perdemos algo (ou tudo).&lt;br /&gt;Se tivesse de destacar um facto, recordaria que essa minha faceta conciliadora me fez ser sempre “indigitado”para escrever (e dizer) os discursos para os atos públicos onde íamos e, sobretudo, um episódio onde ,  numa sessão solene comemorativa do aniversário da Universidade, interpelei o Presidente da República, Ramalho Eanes, sobre porque estava a pactuar com uma cerimónia onde os representantes dos alunos não tinham lugar na mesa….&lt;br /&gt;É evidente que paguei vários preços por tudo isso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Toda a gente me augurava uma carreira brilhante na Universidade de Évora (fui um dos 3 primerios licenciados do meu Curso e o melhor aluno…), mas quem tinha o poder nunca me “perdoou” que eu, que até era “bom rapaz”, agisse como um “perigoso esquerdista”. E, sobretudo, que não mostrasse o mínimo de arrependimento…&lt;br /&gt;A AE foi uma escola para muitos.&lt;br /&gt;Recordo que desses tempos da Associação, saíram pessoas como o Pinto Sá (hoje Presidente da Câmara de Montemor), o Zé Carlos Zorrinho (que tem tido vários cargos governativos), entre outros.&lt;br /&gt; 9 – Que diferenças no Ensino Superior da altura e o atual ?&lt;br /&gt;Hoje o ensino superior tem uma estrutura organizativa, científica e pedagógica totalmente diversa.&lt;br /&gt;Eu tive 5 anos de licenciatura e só 6 anos depois fiz um Mestrado…; sou adepto do chamado “processo de Bolonha”.  Desde que não se fique só pela forma, mas que se entenda a sua filosofia.&lt;br /&gt;Na altura, encontrar saídas profissionais, não sendo fácil, era a consequência imediata de se ser “Dr” ou “Engenheiro”, que mais não fosse a dar aulas no ensino básico e secundário, Esta visão da Universidade como um sítio onde se encontrava a “enxada”, tende a ser substituída com o encarar da Escola Superior como um local de produção e difusão de conhecimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que me agrada, embora tenha deixado a carreira docente á quase 10 anos.&lt;br /&gt;O movimento associativo também espelha o tempo actual, de mudanças. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma Associação de Estudantes deixou de ser, em exclusivo, o “sindicato dos estudantes”  , para ser um parceiro natural de todos os actores da comunidade académica, nas discussões e acções.&lt;br /&gt;10- Lembra-se da primeira Queima das Fitas ?&lt;br /&gt;Começo por uma “declaração de interesses” : sou contra as praxes e critico vários aspectos das  chamadas tradições académicas vigentes.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contudo, vejo as atuais “Queimas das Fitas” como uma semana de festa, perfeitamente compreensível , defensável e, até, saudável (pesem as “tradicionais e imponentes bebedeiras”, que , no meu tempo, também se apanhavam, mesmo sem “Queima”).&lt;br /&gt;Combati, activamente, julgo que em Junho de 1980, uma tentativa de se fazer a primeira “bênção das pastas” e “queima das fitas”, na Universidade, patrocinada pela Reitoria e por um  (aí sim !)“grupo de alunos”, que então nos contestavam. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fui um daqueles que, para contrastar com aqueles que vestiam a  “farda de estudante”, fui á cerimónia envolto num lençol branco.  Isto porque era um tempo onde o ressuscitar da dita tradição tinha um cunho claramente conservador e revanchista.&lt;br /&gt;Portanto, não participei, de forma “politicamente correcta” na primeira “Queima das Fitas”, a não ser desse modo contestatário.&lt;br /&gt;Hoje, ainda não me arrependi.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Termino saudando  os Corpos Sociais da Academia que ajudei a fundar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o maior orgulho da minha vida tê-lo feito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há quase 35 anos…&lt;br /&gt;Honra aos fundadores que já cá não estão : o Brito e o Pires, e outros, talvez"&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-8792948385241073877?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/8792948385241073877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2012/01/associacao-de-estudantes-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/8792948385241073877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/8792948385241073877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2012/01/associacao-de-estudantes-da.html' title='A Associação de Estudantes da Universidade de Évora, 35 anos depois'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-AH_8jxu61uk/TyFLEu064CI/AAAAAAAAAQ0/rDDhuscrvBY/s72-c/%25C3%2589vora.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-2118921385675263681</id><published>2011-11-03T17:31:00.000-07:00</published><updated>2011-11-03T17:41:37.405-07:00</updated><title type='text'>Porque somos presença necessária, participação indispensável</title><content type='html'>Encontrei este magnífico poema de Sofia Mello Breyner Andersen, que me confortou hoje e que aconselho a todos os que, num momento, sentem vontade de desistir de resistir :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Porque os outros se mascaram mas tu não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os outros usam a virtude&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comprar o que não tem perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os outros têm medo mas tu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os outros são os túmulos caiados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde germina calada a podridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os outros se calam mas tu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os outros se compram e se vendem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os seus gestos dão sempre dividendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os outros são hábeis mas tu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os outros vão à sombra dos abrigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tu vais de mãos dadas com os perigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os outros calculam mas tu não.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou continuar viver assim, prometo !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-2118921385675263681?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/2118921385675263681/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/11/porque-somos-presenca-necessaria.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2118921385675263681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2118921385675263681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/11/porque-somos-presenca-necessaria.html' title='Porque somos presença necessária, participação indispensável'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-5402188813482166242</id><published>2011-10-27T14:45:00.000-07:00</published><updated>2011-10-27T15:33:35.361-07:00</updated><title type='text'>Crónica universal : TINTIN VOLTOU</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-d40iezKYVSs/Tqnbts1zPHI/AAAAAAAAAQU/4TVgq8LdrLI/s1600/Tintin.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 194px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-d40iezKYVSs/Tqnbts1zPHI/AAAAAAAAAQU/4TVgq8LdrLI/s320/Tintin.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5668303184199892082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li, em francês, as aventuras de Tintim, em álbuns que algum dos meus irmãos terá a seu cargo, comprados pelo meu Pai, naquele esforço humanístico, continuado com o "Axterix", de aprendermos francês.&lt;br /&gt;Comprei, numa das minhas idas a Bruxelas, o famoso primeiro álbum, até em versão portuguesa, "TinTim no país dos sovietes". Tremendamente reaccionário, claro.&lt;br /&gt;Já conhecia, da infância, a "Ilha Negra", "Tintin no Tibete", "O Segredo da Licorne", "Tintin no Congo", "TinTIn na América"etc, foram obras da minha infância.&lt;br /&gt;Daí que, na vida actual, encontre muitos "Dupont e Dupont", muitas Castafiore, muitos magníficos Capitão Haddock. E outros, que cada aventura revelava sempre com a assinatura de Hergé (ou melhor, RG).&lt;br /&gt;TinTim voltou, com Spielberg, em 3D.&lt;br /&gt;Vi os velhos filmes dos anos 60, no Cinema, ou a velha série que o Canal 2 foi passando, recentemente, a preto e branco. Tal como fez com o mais difícil Corto Maltese.&lt;br /&gt;Ver (E VOU VER) TinTim de novo, no Cinema e em 3 D significa que, no mundo, ainda há lugar para um jovem repórter que acredita que o Mundo se muda; acolitado por tudo o que é mais desaconselhável, ou seja, pelo ébrio Capitão Haddock, pelos detectives falhados Dupond e Dupond, pelo cientista louco louco Professor Tornesol, pela balsaquiana diva e "sex symbol" frustrada, Castafiore.&lt;br /&gt;É que, afnal, é com todos esses "vencidos da vida", que o novo Mundo surge. Desde que haja um TinTim que os anime e congregue.&lt;br /&gt;Felizmente, começou a chover aqui onde vivo. E, por isso, vesti a minha gabardina tipo TinTim,; coloquei a minha boina, velha de 27 anos, como ele usava nos primeiros álbuns. Calças de golfe é que não uso e também não me faço acompanhar por canídeos. E para o penteado, já não há cabelo...; a minha luta é como a do TinTim, com os deserdados da vida a meu lado.&lt;br /&gt;Ainda há Heróis, não violentos, que nos fazem acreditar na bondade do Mundo, construído com estes.&lt;br /&gt;Eu preciso disso, hoje.&lt;br /&gt;Por isso, logo que possa lá irei ver o TinTim. No Cinema e em 3D!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-5402188813482166242?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/5402188813482166242/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/10/cronica-universal-tintin-voltou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/5402188813482166242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/5402188813482166242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/10/cronica-universal-tintin-voltou.html' title='Crónica universal : TINTIN VOLTOU'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-d40iezKYVSs/Tqnbts1zPHI/AAAAAAAAAQU/4TVgq8LdrLI/s72-c/Tintin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-6684856789876203539</id><published>2011-10-25T09:38:00.000-07:00</published><updated>2011-10-26T09:38:42.854-07:00</updated><title type='text'>Crónica de Avis (VI) : Quando temos a morte na Alma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-4DlyBX9gMgk/Tqb0OHfdbhI/AAAAAAAAAQE/i6GI1cwk5lE/s1600/solidariedade.bmp"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 249px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667485704458694162" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-4DlyBX9gMgk/Tqb0OHfdbhI/AAAAAAAAAQE/i6GI1cwk5lE/s320/solidariedade.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem, "fui ao tapete".&lt;br /&gt;Curiosamente, não porque bebi demasiado. Quem me dera !&lt;br /&gt;Senti, sim, o poder do "mando" de quem diz que não e se refugia em argumentos vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqueles que se esquecem de quem, com eles negociou algo.&lt;br /&gt;De coisas que, em Janeiro de 2012, finais do mês, lhes servirá e permitirá um ganho "limpo" (ou seja, uma imputação/ um financiamento) de mais de 22 mil euros de salários, e agora dizem que que por as mesmas razões financeiras, não vão buscar financiamentos iguais, para os anos seguintes. Coisas de "amanuenses" a quem deram poder, que o encaram como nos "tempos sociais" do Estado Novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste : estou a falar de uma poderossíma IPSS de âmbito Diocesano. De raiz cristã.&lt;br /&gt;Aqui entram outras histórias muito antigas como :&lt;br /&gt;- De quem ia a colóquios, congressos e seminários , esperando saber como obter financiamento para um simples fogão, mas que agora já vê um pouco mais alem;&lt;br /&gt;- De quem devia ter orgulho de em 2010/2011, ter dado formação a mais e 350 pessoas ( algumas de IPSS); que hoje se esqueceu disso e que diz que, por razoes financeiras, não o torna a fazer, mas nunca, de facto, teve orgulho no fazer DISSO.&lt;br /&gt;- Tenho de esclarecer : estamos perante uma Entidade que garantiu mais de 11 115 horas de formação, perante públicos altamente desfavorecidos e com sucesso, por exemplo, num Concelho, como Avis, onde algumas coisas tinham de acontecer (e, por via da formação, aí vem um Banco de Voluntariado e uma Universidade Sénior).&lt;br /&gt;Estamos perante uma entidade que, actuou no Alentejo ( Distritos de Évora e Portalegre), em sítios onde NINGUÉM ia fazer formação para a cidadania e vida comunitária, ou seja, os meios mais recônditos (Ciborro, Boa-Fé, Giesteira, Azaruja, Avis, Ervedal, Fronteira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que aceitou o "namoro" de uma grande entidade formadora que depois, "roeu a corda".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sobreviveu. Aí teve coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje faltou-lhe isso, mesmo com "cadastro limpo"&lt;br /&gt;E por isso , dizem que não se candidatam a mais a co-financiamentos para formação. Ou seja, a intervenção capacitadora para uma presença cidadã ou para uma acção social com mais qualidade, EMBORA COM FINANCIAMENTOS DISPONÍVEIS, não vai acontecer porque o "amanuense" que tem o "mando" disse que não quer. Isso mesmo, não se candidatam a mais. Podendo fazê-lo e, assim, servir as populações, mormente os últimos dos últimos, aqueles que ninguém "forma". Passos Coelho, afinal, tem seguidores, na saloia sanha contra a despesa...&lt;br /&gt;Mas afinal, tudo isso pode morrer. Por decisão que quem faz contas ao "Clips", ao "papo seco", ao "cu" limpo ao idoso, mas não percebe que existe algo mais : fazer das gentes pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a "caridadezinha". Consentânea com o Governo "pacóvio" que temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, eu pago o preço de ter sido protagonista da aventura onde quis dizer o contrário. E parecia que estavam a gostar. Até que veio o MEDO !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dita Instituição acha, como disse, que não quer continuar. Fica na mesma, não arrisca. Logo, não precisa de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa, "orfãos" formandos em Ciborro, Boa-Fé, Giesteira, Azaruja, Fronteira, Avis, Ervedal, que, de tão habituados a ter as nossas sessões quase quotidianas, vão estranhar ela já não acontecer.&lt;br /&gt;Deixa a falar sozinhos os promotores da Universidade Senior de Avis ou do seu Banco de Voluntariado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mostra estar á altura de quem governa o País: TEM MEDO DE ACREDITAR QUE HÁ MAIS VIDA, PARA ALEM DO ORÇAMENTO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, essa Instituição (ou o "amanuense" feito decisor), não quer mais.&lt;br /&gt;Percebo. Ele não percebe de tal.que eu percebo o seu MEDO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem o PS conseguiu criar um sistema credível de financiamento para a ECONOMIA SOCIAL, por oposição dos actuais governantes. Não seria eu a confessos "amanuenses"&lt;br /&gt;Resta saber o que sobra do Estado Social, perante acto destes, Pior, o que restará de um discurso dominante "caritativo" sobre o mesmo. Que, neste exemplo, saiu vitorioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como aquele que eu hoje vivi, na minha pele: "Foste bom, vai-te embora e cura-te" (mas isto disse Stº Agostinho há quase mil anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico por aqui, pois a dor é muita. Estou farto de ir embora e "curar-me".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, sinto que estou a perder a última grande aposta da minha vida. Por culpa de "gente com medo", não com "responsabilidade".&lt;br /&gt;Por isso, fiz a escolha definitiva de, enquanto tiver alma e vontade de lutar e enquanto sentir que aquela população me estima, continuarei o trabalho social em Avis. Mesmo que só como voluntário.&lt;br /&gt;Nenhum iluminado "amanuense" feito "mandador" mata este trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-6684856789876203539?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/6684856789876203539/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/10/cronica-de-avis-vi-quando-temos-morte.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/6684856789876203539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/6684856789876203539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/10/cronica-de-avis-vi-quando-temos-morte.html' title='Crónica de Avis (VI) : Quando temos a morte na Alma'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4DlyBX9gMgk/Tqb0OHfdbhI/AAAAAAAAAQE/i6GI1cwk5lE/s72-c/solidariedade.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-5631788823472562794</id><published>2011-09-30T03:24:00.000-07:00</published><updated>2011-09-30T04:20:31.967-07:00</updated><title type='text'>Crónica, de várias áreas geográficas, sobre a centenária República</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8HAybnGL_UI/ToWhYimBWXI/AAAAAAAAAP4/EDQ4CBXG5O8/s1600/Arriaga.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 192px; DISPLAY: block; HEIGHT: 262px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658105949836106098" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-8HAybnGL_UI/ToWhYimBWXI/AAAAAAAAAP4/EDQ4CBXG5O8/s320/Arriaga.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha alma é demasiado parva.&lt;br /&gt;Ainda me admiro com muitas coisas.&lt;br /&gt;Ouvi, a 20 de Setembro, num sítio sério (um Tribunal), um autarca (a letra pequena não é erro, é opinião) Presidente de Câmara, que está no seu terceiro mandato (após um onde não foi eleito), dizer, nesse sítio respeitável, onde a Lei Fundamental e as dela emanadas valem, que, de facto, existem duas situações distintas, antes e após eleições autárquicas : até ao anúncio dos resultados, os candidatos "foram lá" por Partidos, Coligações ou Listas de Independentes. Depois, passam a ser eleitos do Município, logo, podem, esquecer os Programas pelos quais se candidataram e foram votados, e qual Estado Novo revisitado, mandar para "as urtigas" o Programa que subscreveram. E, por si mesmos, "casar" com outro Programa, "á beira do altar" !&lt;br /&gt;Fiquei, nesse dia 20 de Setembro, admirado. Atónito. Estava a ouvir um Presidente de Câmara, no seu 3º mandato.&lt;br /&gt;Mas logo perdi a dúvida.&lt;br /&gt;Alberto João Jardim (eleito há 36 anos, sem interupções) declara, em 28 de Setembro, que "O seu Partido é a Madeira e o PSD é um seu instrumento." Repito, um seu instrumento ! Não há Programas, projectos políticos, mas, sim, um poder pessoal. Se o intrumento não fosse o PSD, seria outro ! Há, sim, um projecto de poder pessoal que, por razões "instrumentais", precisa de um Partido, o PSD.&lt;br /&gt;Não gosto de Alberto João, mas ele, pelo menos, é sincero.&lt;br /&gt;O Autarca, que, em 20 de Setembro, disse, perante um Tribunal da nossa República, a enormidade que disse, se o foi, só demonstrou o mesmo, numa versão menos corajosa : estar num registo constitucional que ainda não existe.&lt;br /&gt;Não tem a coragem do madeirense : não diz que sempre viu na lei eleitoral um "instrumento".&lt;br /&gt;Mas, tal como o madeirense, ganha eleições e tem os eleitores que merece e que o merecem.&lt;br /&gt;Manuel de Arriaga, o Açoriano que presdiu ao primeiro governo republicano, bem disse, quando se desiludiu com o novo regime: "Vamos ter uma República sem republicanos, mas com beatos, sacristãos, bons chefes de família bem pecadores, habituais dos lupanares, das sociedades secretas, das mais soturnas sacristias, mas de uma seriedade impoluta. Logo que, quando nasce o Sol, vão dizer que são eles a República na sua pureza!".&lt;br /&gt;100 anos depois, apesar disto tudo, sou Republicano, Socialista e amante (mas só dela, como ideia) da Cidadania.&lt;br /&gt;E, infelizmente, estou a pagar por isso, á mão dos estúlticos que Arriaga enumerou...&lt;br /&gt;E com muita honra.&lt;br /&gt;Porque vivi na "terra" de Manuel de Arriaga, durante váios anos, transcrevo um exemplo da sua desilusão, relatado pelo escritor Augusto de Castro :&lt;br /&gt;Augusto de Castro relata uma conversa com o ex-presidente Manuel de Arriaga pouco antes de este morrer, em 1917: &lt;em&gt;"O velho, de admirável cabeleira de tribuno, de porte aristocrático e olhar romântico, que fora outrora um dos mais lindos rapazes do seu tempo, transformara-se em meia dúzia de meses, num velhinho curvado e triste (...) Arriaga contou-me os únicos prazeres do seu exílio - as flores, as suas telas, os seus poetas (...) Naquela tarde, sentado nessa saletazita que um raio de sol aquecia, contei ao pobre velho as minhas fáceis previsões. A política não fora feita para os idealistas e para os poetas, como ele - acrescentei. Arriaga escutou-me em silêncio, forçando um sorriso de comprazimento. Uma névoa de lágrimas velou-lhe o olhar. E como falando para si desenhando com a bengala no tapete pequenos traços trémulos, disse-me, com uma ironia em que procurou pôr altivez, mas em que apenas havia o fel de uma mágoa intraduzível: "Sou um criminoso político, meu amigo..." Quis consolá-lo e, para o fazer, lembrei-me de lisonjear o sentimento de popularidade e de justiça, que eu sabia ser a nota mais viva da sua velha alma de tribuno. "O povo que o estimou, continua, a despeito de tudo a amá-lo. Esteja certo disso. Ainda há pouco num teatro, o público, ao vê-lo caricaturado em cena, aliás sem o menor intuito desprimoroso, se levantou, numa manifestação de protesto e simpatia ao seu nome." E Augusto de Castro termina contando que, à saída de casa do primeiro Presidente da primeira República portuguesa, depois de comprar o jornal e ler que alguém se referia a Arriaga como "renegado e traidor", pensou: "Nunca, como nessa tarde, a política me pareceu uma tão cruel e sinistra coisa" (citado por João Medina, "História Contemporânea de Portugal", p. 257 e 258).&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com este tipo de Homem que a Rpública tem de ser feita. Não com os outros exemplos de pessoas que dei...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-5631788823472562794?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/5631788823472562794/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/09/cronica-de-varias-areas-geograficas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/5631788823472562794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/5631788823472562794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/09/cronica-de-varias-areas-geograficas.html' title='Crónica, de várias áreas geográficas, sobre a centenária República'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8HAybnGL_UI/ToWhYimBWXI/AAAAAAAAAP4/EDQ4CBXG5O8/s72-c/Arriaga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-3670670494315220049</id><published>2011-09-28T01:51:00.000-07:00</published><updated>2011-09-28T02:39:32.190-07:00</updated><title type='text'>Requiem pelo "Magalhães" e outras notas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-UyOY6WtXV44/ToLqUP3NOBI/AAAAAAAAAPw/sSDQvFoSkT8/s1600/magalhaes.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 290px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657341715507132434" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-UyOY6WtXV44/ToLqUP3NOBI/AAAAAAAAAPw/sSDQvFoSkT8/s320/magalhaes.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um Governo que, no ridículo das suas posições, faz apetecer gritar "Volta, Santana Lopes, eras um Santo !", voltou a tomar uma das sua "estruturantes medidas", afectando, claro, os mais desprovidos do acesso a determinados bens, hoje essenciais á inclusão social.&lt;br /&gt;Falo do computador "Magalhães".&lt;br /&gt;Para começar, vai ser extinta a Fundação Magalhães, precisamente vocacionada para a universalização do acesso ás TIC. O programa "@escolas e @escolinhas vais ser reavaliado, tal como está a acontecer ao "Novas oportunidades".&lt;br /&gt;A sanha de destruir tudo o que ficou dos governos anteriores é indignante.&lt;br /&gt;Um emigrante, desconhecedor da vida real em Portugal, muito qualificado, o Ministro da Economia, na 2ª feira, na RTP, anunciava uma medida verdadeiramente "estruturante" de combate ao desemprego : colocar os desempregados de longa duração, em formação, nas empresas, em troca de um IAS por mês, durante 9 meses (ou seja, menos de 500 € por mês); o emigrante Ministro deve pensar que ainda está nos "States" ou Canadá, onde há alguma seriedade nestas medidas, por parte dos empresários: então se as empresas NEM DÃO ACESSO, AOS SEUS TRABALHADORES, ás horas que a actual Lei fixa como obrigatórias, para sua formação, vão fazê-lo com outros? Só quem não conhece Portugal e o nosso sentido empresarial "manhoso", não vê que isso vai significar 9 meses de mão-de-obra barata, com "zero horas" reais de formação ou seja, o aumento da vergonha da formação fictícia e o continuar do descrédito da formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas volto ao "Magalhães".&lt;br /&gt;Sempre foi odiado, talvez por ser interclassista. Foi ridicularizado. Talvez porque fazia chegar, a todos, aquilo que, em muitas escolas, fazia a diferença : ter um computador; e isso devia, talvez, numa visão muito liberal, ser exclusivo só de quem podia comprar. Afinal, é um critério de selecção dentro da sagrada competitividade : ter dinheiro para, ter acesso fácil a, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retenho, do "Magalhães", 3 imagens que demonstram o seu valor social :&lt;br /&gt;- em 2009, primeiro ano do "Magalhães", estava eu, num banco de uma Praça, em Portimão, a escrever no meu Magalhães; passou uma criança, com a Mãe, e diz, para esta : "Mãe, aquele senhor tem um computador igual ao meu! Mas ele também é para velhos ?"; sem comentários...&lt;br /&gt;- numa rua de Avis, durante o Verão deste ano, uma criança, talvez de 8 anos, acompanha os Pais, que se ocupam da limpeza urbana; a escola fechou, o ATL também, e ele lá anda com os pais; mas de "Magalhães" a tiracolo, parando, de vez em quando, em Cafés onde, simpáticamente, o deixam carregar um pouco a bateria ou permanecer;&lt;br /&gt;- neste ano de 2011, há dias, numa acção de formação de informática básica, para pessoas iletradas informáticas e com problemas de acesso, por tal, ao mercado de emprego, realizada no Alentejo, em Avis, para alem dos computadores existentes, na Sala, demos possibilidade aos formandos trazerem, se tivessem, computadores ; formandos com mais de 40 anos, seguramente, apareceram com os "Magalhães"; disseram que os tinham pedido emprestados aos filhos ou netos. Ou seja, naquelas casas havia um computador, o "amaldiçoado" Magalhães. Mas se o Magalhães não existisse, não tivesse sido disponibilizado como foi, não haveria nenhum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exacto. De facto, o "Magalhães" não serviu para nada !!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em definitivo, este País deixa, a "Passos" largos, de ter lugar para políticas sociais. Para os filhos das crises, restará o assistencialismo; e aí não existe espaço para coisas "igualitárias", tipo Magalhães! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-3670670494315220049?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/3670670494315220049/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/09/requiem-pelo-magalhaes-e-outras-notas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3670670494315220049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3670670494315220049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/09/requiem-pelo-magalhaes-e-outras-notas.html' title='Requiem pelo &quot;Magalhães&quot; e outras notas'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-UyOY6WtXV44/ToLqUP3NOBI/AAAAAAAAAPw/sSDQvFoSkT8/s72-c/magalhaes.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-1452523970271084241</id><published>2011-09-23T02:33:00.000-07:00</published><updated>2011-09-23T02:53:29.472-07:00</updated><title type='text'>Dejá vu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qx5X-OeSuVU/TnxWGWrMheI/AAAAAAAAAPg/z5OSiKnFf_U/s1600/Pilares%2Bda%2BTerra.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 181px; DISPLAY: block; HEIGHT: 278px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655489899236460002" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-qx5X-OeSuVU/TnxWGWrMheI/AAAAAAAAAPg/z5OSiKnFf_U/s320/Pilares%2Bda%2BTerra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há pouco tempo, vi, na TV, uma série explendida, chamada "Os Pilares da Terra"; li, depois, o livro que, como quase sempre, acaba por ser mais rico que a sua versão em imagem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordei-me, há dias, da parte da obra onde se descreve a condenação de um suposto "bruxo", em Tribunal, presidido por o representante máximo da Igreja naquele território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Senhor daquelas terras, também ele clérigo, era o denunciante dos supostos actos de bruxaria do acusado. Apresentou várias testemunhas, que confirmaram tudo o que o Senhor dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sinal, todas as testemunhas eram servos desse Senhor, explorando, em regime feudal, as terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num acesso de fúria, a mulher do condenado dirige-se a vários deles, acusando-os de estarem a mentir, embora tivessem, perante Deus, jurado dizer a verdade. Eles limitaram-se a replicar-lhe uma coisa do género "O que querias que fizéssemos ? Que ficassemos sem as nossas terras ?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que me esqueça : isto passou-se no século XII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-1452523970271084241?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/1452523970271084241/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/09/deja-vu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1452523970271084241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1452523970271084241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/09/deja-vu.html' title='Dejá vu'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qx5X-OeSuVU/TnxWGWrMheI/AAAAAAAAAPg/z5OSiKnFf_U/s72-c/Pilares%2Bda%2BTerra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-525886396099975349</id><published>2011-09-12T07:41:00.000-07:00</published><updated>2011-09-13T02:02:56.631-07:00</updated><title type='text'>O "meu" Partido Socialista (1)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-iIzMYqsvyzE/Tm4nXgHZh0I/AAAAAAAAAOw/YN4PqfP4_yE/s1600/PS.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 269px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651497867107993410" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-iIzMYqsvyzE/Tm4nXgHZh0I/AAAAAAAAAOw/YN4PqfP4_yE/s320/PS.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confesso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estive, no Congresso de Espinho, em 2009.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Congresso de Matosinhos, em 2011.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Congresso de Braga, neste fim de semana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estive, sempre, como militante, e, por razões da minha (de)formação académica, pude ver o Partido em movimento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aprendi muito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, conscientizei (como dizia Paulo Freire), muito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aprendi que estou no Partido certo que corresponde aquilo que eu defini como a Esquerda Possível. Precisamente, aquela que pode propor alternativas VIÁVEIS ao que a "esquerda museológica" ou a "esquerda caviar" propõem (e, reparem, eu militei nas duas, sei do que falo).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Descobri, em Braga, que o "meu PS" é o daqueles que percebem e se revêem nesta minha "esquerda possível" e que encontrei, lá, sem os procurar : o Dionísio Mendes, Presidente da Câmara de Coruche, meu colega de liceu, que saiu do PCP e abraçou o PS como esquerda possível; o António Marcelino, velho Amigo, de Arruda dos Vinhos, que me viu ser técnico da Câmara de Arruda e, depois, Autarca, com Pelouros, da CDU, num Município onde ele estava, na Assembleia Municipal, pelo PS; o Casimiro Ramos, também, nesse tempo, de 1993/1996, opositor político, mas, como o Marcelino, colaborador nos Grupos Municipais que fizeram o Regulamento de Apoio ao Associativismo, as Jornadas de Desenvolvimento do Concelho, o Grupo de trabalho dos Fundos Comunitários. Finalmente, o meu "inimigo íntimo", o então Presidente da CM de Arruda dos Vinhos, Mário Henrique Carvalho, (pelo PS) ,que, nesse tempo entre 1993/1997, me "aturou como Vereador da Oposição CDU, perante a sua maioria PS. Recordo, findo o meu mandato, que o Mário foi ao meu segundo casamento, em Beja, em 1997; ser adversário não é ser inimigo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Mário Henrique Carvalho é alguém, porque o ataquei, combati, porque ele me atacou e combateu, com uma imensa lealdade, perante quem, fico, como aconteceu em Braga, sem palavras. É foi um exemplo de Autarca e, ainda é, de Cidadão.Homem simples (embora, como estudante-trabalhador, e já em idade madura, se tenha licenciado em auditoria financeira), nunca o vi querer ser tratado por Doutor. Mas de um imenso sentido de justiça. Um dia tratámos-nos mal, na nossa vereação comum; acabada a Sessão de Câmara onde tal aconteceu, eu fui beber um copo, sozinho, como sempre fazia, ao "Nicol", um café do Centro de Arruda; bebi e saí. A sair da Câmara, vinha o Presidente Mário e disse, do alto da sua sabedoria humana : "Abel, ambos excedemos-nos"; eu reconheci e nem foi preciso pedir desculpas. Acabámos a comer "Frango à passarinho", no famoso "FUSO", logo ali em frente, junto com o Vereador Zé Maria, de Arranho, e o hoje Presidente, o então Vereador Carlos Lourenço, do PSD.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É este o "meu" Partido Socialista, que revejo nestes Camaradas, contra quem combati, mas que hoje , neste tempo onde a Esquerda é a possível, gosto de sentir, como um "aconchego" de uma vida longa de combates, onde, finalmente nos encontramos. Num território político comum, determinante para o País.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abracei o Mário Henrique, no Congresso de Braga (não lhe o disse por pudor), como quem agradece a quem de algum modo, como a todos os outros que referi, sem o saber, contribuiram para, de forma determinante, pelo exemplo, de militância, mas, sobretudo de cidadania, me trazerem a este "meu" PS de hoje : o da ESQUERDA POSSÍVEL.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-525886396099975349?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/525886396099975349/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/09/o-meu-partido-socialista-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/525886396099975349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/525886396099975349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/09/o-meu-partido-socialista-1.html' title='O &quot;meu&quot; Partido Socialista (1)'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-iIzMYqsvyzE/Tm4nXgHZh0I/AAAAAAAAAOw/YN4PqfP4_yE/s72-c/PS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-3785622803201695380</id><published>2011-09-03T03:45:00.000-07:00</published><updated>2011-09-03T06:57:53.551-07:00</updated><title type='text'>Crónica do Marco(V) e, ao mesmo tempo, Crónica de Avis (VI): maneiras diferentes de estar no trabalho social...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VsPPlr-UuzM/TmIwgPFmnAI/AAAAAAAAAOo/J7sFCafBZWY/s1600/cidadania2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 319px; DISPLAY: block; HEIGHT: 158px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5648130213040004098" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-VsPPlr-UuzM/TmIwgPFmnAI/AAAAAAAAAOo/J7sFCafBZWY/s320/cidadania2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntei duas crónicas num só texto, pois a questão é transversal.&lt;br /&gt;Recordo o carácter quase de"Diário pessoal" que este blog tem. Que contudo partilho com quem quer ler. E desabafo aqui.&lt;br /&gt;Adiante.&lt;br /&gt;Ontem fui a um dos confins da Diocese de Évora, a Fronteira, pequeno Concelho do Distrito de Portalegre. Porque a divisão administrativa não coincide com a eclesiástica, Fronteira, tal como Avis, estão na alçada daqueles para quem trabalho : a Cáritas de Évora e uma Fundação, canonicamente erecta (este termo é curioso), com sede em Avis.&lt;br /&gt;Fui reunir com a Misericórdia local, para organizarmos formação para os seus profissionais e voluntários, como temos vindo a fazer, um pouco por toda a Diocese. Com uma particularidade: privilegiamos fazê-la em locais ou gente que, sistematicamente, por serem demasiado do interior, escapam ao interesse das grandes empresas de formação. Nomes como Boa-Fé, Giesteira, Ciborro, Azaruja, Ervedal, Fronteira, Galveias, Aldeia Velha, Alcôrrego, nada têm a ver com grandes centros, atrativos para quem tem os "pronto a vestir" da formação.&lt;br /&gt;Mais uma vez, os dirigentes dessa Misericórdia, após acordarmos o tipo de formação a realizar, fizeram a clássica pergunta : "E a Cáritas e a Fundação, em troca querem o quê ? ". Tive de responder, como sempre, "Nada, só que nos abram a porta e nos ajudem a fazer o trabalho que esperam".&lt;br /&gt;Voltei a Avis, ao meu "ermitério", como lhe chamo, e tive, uma vez mais, aquele doce sabor de estar, como dizia S. Paulo, a "combater o bom combate" e a contribuir, parafraseando Abrunhosa, para "fazer aquilo que ainda não foi feito".&lt;br /&gt;Não se pense, contudo que as instituições que me enquadram neste trabalho comungam, totalmente, daquilo que faço. Nem sempre. Mas, depois, até ficam felizes e satisfeitos..; vantagens de ser "free lancer"...; mas não trabalho sozinho, há um mérito colectivo: existe uma relação próxima, familiar, dos formadores com os formandos mais persistentes que, permite, um trabalho conjunto de programação e um ambiente de partilha que, em quase 35 anos de ensino, nunca vivi. E não pedimos aos formadores que nos dêem uma percentagem dos seus honorários, como "donativo forçado"...&lt;br /&gt;Hoje, de manhã, fiz, em Avis, o balanço da preparação de um outro projecto, saído e dirigido, no terreno, precisamente, por um grupo de formandos : criar um Universidade Sénior. O desafio foi feito a todas as forças vivas locais e, em 21 de Maio, quem quis participou numa reunião de reflexão, onde a Câmara participou, de onde saiu um compromisso da Autarquia com a Cáritas/Fundação e um plano imediato de trabalho. Concluí, hoje, que, numa área geográfica com pouco menos de 8 mil almas, há 87 inscrições na Universidade Sénior...; curiosamente, uma das disciplinas, que não constava da ficha de inscrição, mas foi sugerida por várias pessoas, será (o nome já é nosso) "Animação e guarda de crianças". Percebe-se : a instituição "avozinha" ainda funciona e essas avós, desocupadas mas que guardam os netos, querem aprender como o fazer melhor. Confesso a minha emoção quando fiz esta constatação e fiquei feliz por isso : as pessoas acolheram o ideia da Universidade Sénior e não de um modo meramente lúdico, pois querem, até, adquirir conhecimentos para essa nobre "ocupação" de guarda netos, sobrinhos, etc.&lt;br /&gt;Bom, quem me lê dirá : mas isto é em Avis e o que é que tem a ver com o Marco ou a sua região do Tâmega ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito.&lt;br /&gt;Explico:&lt;br /&gt;Há cerca de 2 anos, uma das maiores empresas de formação da zona do Grande Porto, com sede em Rio Tinto, disse publicamente que iria mudar a sua sede para Baião e o cerimonial de assinatura do protocolo que consagra, com a CM de Baião, tal, teve honras de comunicação social.A intenção era melhor servir o Tâmega. Na mesma área opera, na formação, uma Cooperativa de desenvolvimento. Com a mesma intenção. Essa empresa e essa Cooperativa, embora com natureza e fins diferentes, são o rosto de uma mesma atitude perante a formação e agem como tal : pegam no catálogo do "pronto a vestir" da formação já formatada e lá se vende o "fato feito" a instituições ou pessoas, que em troca de poucas centenas de euros, lá aceitam "receber" a formação. Pergunto eu: Com que envolvimento, com que participação, dessas pessoas e instituições, nas decisões de gestão e organização? Com que diagnóstico de necessidades ? Com que preocupação com a inclusão social e cidadã de quem é formado ou das instituições que colaboram ? E será que nas recônditas aldeias, naquelas onde estão os "últimos dos últimos", aqueles que não têm condições pessoais e sociais para ser objecto da formação "profissional", mas, tão somente, da formação "para a vida" ou "para a cidadania", estas duas faces do mesmo "império" fazem alguma coisa ou dão alguma resposta formativa ? Não, formação para a inlusão, apesar de financiada, tem de ser feita à "medida"; dá trabalho e parece não haver "alfaiates", pois é preciso construir planos de estudo próprios, abertos, flexíveis, é os tais "últimos dos últimos são muito trabalhosos !É isso: dá trabalho.&lt;br /&gt;E de pedir a tal percentagem dos honorários como donativos forçados, nem falo !&lt;br /&gt;Enfim, filosofias e metodologias diferentes de trabalhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando de assunto, no Marco, o Presidente Manuel Moreira diz que quer fazer uma Universidade Sénior. Até já tem instalações, as que eram do antigo Núcleo de Árbitros do Tâmega, por detrás do "Pingo Doce". Não sei com que suporte, se de uma Associação a criar,uma vez mais saída do seu Gabinete e por si tutelada, ou se será uma iniciativa municipal do inenarrável Gabinete Social da Autarquia, ou mais uma tarefa a distribuir, uma vez mais, a alguma IPSS fiel do "regime" local.&lt;br /&gt;Uma coisa é certa : mais uma vez parece algo construído a partir do "telhado" e sem ter por detrás nenhuma preocupação de participação dos destinatários na sua definição.&lt;br /&gt;Enfim, outra vez, metodologias diferentes de trabalhar...&lt;br /&gt;Para bom entendedor, fico por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só uma nota final: onde ando a trabalhar, hoje, o Poder Local sabe que eu não sou da sua cor política e que não me revejo em muitas das suas atitudes. Aqueles com tenho uma relação laboral, são de raiz católica e sabem que eu não sou, hoje, dessa família religiosa. Mas há espaço, porque se valorizam as competências e poderes de cada um, para respeitar estas diferenças e construir projectos comuns, precisamente porque as diferenças enriquecem.&lt;br /&gt;Isso chama-se concertar objectivos. É difícil, por vezes doloroso, significa dar murros na mesa, ás vezes bater, sózinho, nas paredes, falar e dizer, aos outros, olhos nos olhos, coisas complicadas . Noites sem dormir, também, a fazer contas ao pouco que se ganha e ao pouco que se tem para fazer tudo isto.&lt;br /&gt;Nem tudo são rosas. Mas vale a pena !&lt;br /&gt;Porque tentamos (nem todos nem sempre, mas tentamos) estar centrados na causa de servir as populações e quem mais precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é diferente de autismo técnico e político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-3785622803201695380?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/3785622803201695380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/09/cronica-do-marcov-e-ao-mesmo-tempo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3785622803201695380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3785622803201695380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/09/cronica-do-marcov-e-ao-mesmo-tempo.html' title='Crónica do Marco(V) e, ao mesmo tempo, Crónica de Avis (VI): maneiras diferentes de estar no trabalho social...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-VsPPlr-UuzM/TmIwgPFmnAI/AAAAAAAAAOo/J7sFCafBZWY/s72-c/cidadania2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-3335655299895592611</id><published>2011-07-26T04:58:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T08:07:45.964-07:00</updated><title type='text'>Crónicas do Marco (IV) - Mais uma modernice de Manuel Moreira : convocar para reuniões através de notificação pela GNR !</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-d6xK9tMmuMA/Ti7XlbXA0iI/AAAAAAAAAOY/wQbinR4Q4E8/s1600/inquisi%25C3%25A7%25C3%25A3o2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 290px; DISPLAY: block; HEIGHT: 174px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633677221886480930" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-d6xK9tMmuMA/Ti7XlbXA0iI/AAAAAAAAAOY/wQbinR4Q4E8/s320/inquisi%25C3%25A7%25C3%25A3o2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Que se cuidem os Vereadores, Deputados Municipais, Autarcas de Freguesia, representantes locais de serviços da Administração Central !&lt;br /&gt;A Câmara de Manel Moreira inaugurou uma nova prática, a convocatória para reuniões, através de notificação pessoal, no respectivo serviço ou residência, mas entregue pela GNR (isso mesmo, a Guarda Nacional Republicana) !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seria anedótico se não fosse gravíssimo!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A história, repito, revoltante e lamentável, aconteceu ente 6ª feira e 2ª feira; omito os nomes dos envolvidos e dos serviços em causa; não porque tenha medo : irei, em breve, responder em Tribunal por algo que escrevi neste blog. Mas quero poupar outros a tais trabalhos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Então foi assim:&lt;br /&gt;Uma das "seguidoras de Manuel Moreira", com suposta responsabilidades de chefia de serviços, na Câmara do Marco, também coordenadora de um dos muito úteis foruns inter-institucionais (que serviriam para resolver problemas sociais, se não fossem "altares" para as "missas" ou loas a M. Moreira), convoca, uma técnica de um serviço da Administração Central, no Marco, para uma reunião. Esta técnica, convocada sobre a hora (recebe a convocatória de manhã para uma reunião á tarde) informou, por escrito(a dita "seguidora" parece que não recebe telefonemas, pois deve ter "categoria" a mais para tal), não estar disponível, pois tinha atendimentos marcados para utentes do seu serviço, que já não podia desmarcar.&lt;br /&gt;A "seguidora de Manuel Moreira" não faz a coisa por menos : no dia útil seguinte, o piquete da GNR apresenta-se nesse serviço da Administração Central, no Marco, para, por ordem dessa "seguidora (logo, por lógica hierárquica, de Manuel Moreira, senão tal terá sido um abuso, a punir disciplinarmente), notificar a técnica desse serviço para comparecer em nova reunião !&lt;br /&gt;Pasme-se : é verdade documentada !!! E em documento timbrado ! Uma pessoa é convocada para uma reunião, repito, UMA REUNIÃO, através de notificação, no seu serviço, pela GNR!!!&lt;br /&gt;A douta "seguidora de Manuel Moreira" desconhece que existe um forma, talvez arqueológica, chamada "carta registada com aviso de recepção"! Ou outra, talvez tecnicamente demasiado evoluída, chamada "mail com prova de leitura" !&lt;br /&gt;Mais: no uso ou abuso das suas funções, a dita "seguidora de Manuel Moreira" tem a ousadia (e quiçá o abuso) de pedir, por escrito, ao dirigente regional desse serviço da Administração Central que apure e comprove as razões da ausência dessa técnica na reunião ! &lt;/p&gt;&lt;strong&gt;Inagurou-se uma prática que nem Ferreira Torres se tinha atrevido a (ab)usar : convocar para reuniões através da GNR.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Comentei o facto com responsáveis, noutras Câmaras, do mesmo forum a que a "seguidora de Manuel Moreira" parece presidir, no nosso Concelho : riram-se, como é lógico...; até me disseram para informar os orgãos de comunicação nacionais. Mas fico por este post. Não será por mim que o País saberá que o Marco continua a ser exemplo deste tipo de dislates.&lt;br /&gt;É este o governo local que temos : fomentador de incompetência (veja-se esta "seguidora", já com muitos anos de casa, que preside e coordena tudo o que existe na área social, com os não resultados existentes), prepotente, abusador, desrespeitador da dignidade das pessoas. Repare-se, o piquete da GNR irrompe num serviço para notificar uma técnica; a técnica estava a fazer atendimento numa freguesia, logo não estava lá. Perpassa a dúvida em quem assistiu: vinha ser notificada de quê ???&lt;br /&gt;Mas este modo de governar, localmente, tem um rosto : Manuel Moreira.&lt;br /&gt;Isto porque permite estes dislates e abusos, em papel timbrado ou provenientes de endereços electrónicos de serviços municipais ou aos quais o município preside.&lt;br /&gt;Manuel Moreira está em queda livre e "parte" tudo onde vai batendo, na sua queda.&lt;br /&gt;A não ser que, em definitivo, se demarque deste tipo de actos e tome medidas disciplinares necessárias. E, já agora, peça, no mínimo, desculpa aos abusados.&lt;br /&gt;Guerra Junqueiro escrevia, no século XIX : "É fartar a vilanagem ! Ó Zé [Povinho], pega no lodão e corre com eles á bordoada!".&lt;br /&gt;Hoje há um "lodão" chamado voto.&lt;br /&gt;Que vou usar nas próximas autárquicas, para correr com este tipo de gestão municipal e a sua incompetente e, agora vi, abusadora "entourage".&lt;br /&gt;Senão, com o ódio que existe para com quem pensa, tem ideias, interpela, com legitimidade pessoal e institucional, os "sacros" poderes de Manuel Moreira e seus "seguidores"(como é o caso da técnica agora vilipendidada com esta novel forma de convocatória) , só falta ressuscitar a Inquisição...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-3335655299895592611?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/3335655299895592611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/07/cronicas-do-marco-iv-mais-uma-modernice.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3335655299895592611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3335655299895592611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/07/cronicas-do-marco-iv-mais-uma-modernice.html' title='Crónicas do Marco (IV) - Mais uma modernice de Manuel Moreira : convocar para reuniões através de notificação pela GNR !'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-d6xK9tMmuMA/Ti7XlbXA0iI/AAAAAAAAAOY/wQbinR4Q4E8/s72-c/inquisi%25C3%25A7%25C3%25A3o2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-3429628690091205806</id><published>2011-07-20T01:29:00.000-07:00</published><updated>2011-07-20T03:48:32.389-07:00</updated><title type='text'>Crónicas do Marco (III) - Um eterno, mas sublime, desencanto</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-f_UZWnqj9J0/TiawAsDNEQI/AAAAAAAAAOQ/Q7mh6xjCu90/s1600/cidadania1.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 162px; DISPLAY: block; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631381909944471810" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-f_UZWnqj9J0/TiawAsDNEQI/AAAAAAAAAOQ/Q7mh6xjCu90/s320/cidadania1.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na minha actual "comissão de serviço" no Alentejo, mormente em Avis, tenho, muitas vezes, saudades do Marco. Porque é lá que continuo a viver, onde tenho a minha casa e muitos afectos, alguns construídos desde que comecei a lá ir, em Novembro de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que me faltem causas, valores, objectivos que me preencham, no meu "ermitério" profissinal actual, de Avis: cerca de 70 pessoas, de várias idades e condições, encontraram, em actividades que vulgarmnte têm o substantivo "formação", um novo alento para serem, sobretudo, socialmente activos.&lt;br /&gt;E são ! Vão nascendo, fruto da tal "formação", uma Universidade Sénior, um Banco de Voluntariado, um grupo de teatro amador (com 2 encenações, uma com fantoches, que fará história, aqui), um serviço de guarda de crianças...&lt;br /&gt;E começou-se em Março. Numa instituição de raiz católica que, desde sempre, sabe que eu não posso ser católico. É claro, com uma Câmara que "permite" que isto aconteça, num Município gerido por uma maioria que sabe que eu nem comungo da sua cor política, mas que acolhe, apoia e deixa que façamos o nosso trabalho, que aprecia e, até, elogia.&lt;br /&gt;"I love this game", como era lema da NBA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo a minha chegada ao Marco; a sobranceria e desprezo com que a Câmara de Manuel Moreira acolheu uma iniciativa de divulgação,em primeira mão, em Novembro de 2007, do QREN e dos seus apoios á acção social : após a sessão de abertura, Manuel Moreira e as suas "seguidoras", talvez por tudo saberem já sobre o tema, foram embora, não assintindo ás comunicações...; detesto quem julga que já sabe tudo , para esconder a sua incompetência !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuei a gostar do Marco, por isso lá continuo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo Manuel Moreira, teve a ousadia de, na minha ausência, fazer insinuações sobre a minha pessoa, em plenário da Rede Social, em Maio de 2008, e convidado a colocá-las em acta, não o fez...; detesto a arrogância dos cobardes !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuei a gostar do Marco, por isso lá continuo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo Manuel Moreira Moreira teve a pouca vergonha de comentar, junto de pessoas com quem colabarei, em dislate muito recente, que "ainda bem que ele se foi embora"...;detesto xenófobos, mesmo que educados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuei a gostar do Marco, por isso lá continuo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Regão do Tâmega vivi, também, algo que nunca, com a minha vida e curriculum, alguém me tinha feito : oferecer os meus serviços a uma poderosa associação de desenvolvimento e não ter tido qualquer resposta, nem sequer ter sido convidado para uma entrevista. Perdão! Tive...; mandaram-me um "recado", por terceira pessoa, dizendo que eu tinha competências a mais, que "aquilo" não era bem á minha medida, mas, sobretudo, que eu era muito polémico e Manuel Moreira fazia parte dos Orgãos Sociais...; detesto estatutos de servidão, por mais qualificada que ela seja!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuei a gostar do Marco, por isso lá continuo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Marco, já militante do PS, porque disse o que pensava, fui segundo suplente na lista para a Assembleia Municipal, nas últimas Autárquicas, nas listas do PS, porque, ao que dizem, sabe-se lá porquê, se eu fosse em lugar elegível, outros recusariam integrar as mesmas listas. Enfim, uma "lepra social" de que serei portador....; acontece que disputo eleições desde 1991, sempre em lugares elegíveis. Detesto democracias servis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas continuei a gostar do Marco, por isso lá continuo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto, pois, do Marco : do café "Jocar" do Senhor Felix, do café Central do Senhor Alberto, do café "Pé de Vento" no Edifício Sonae; no mesmo edifício, do "7 ás 7" do Senhor Camilo;do Estádio e do piso sintético onde jogam as camadas jovens; do clube de patinagem; das salas de cinema, mesmo se vazias; dos taxistas em geral; da Alameda e dos seus cafés; de ver ruas com gente, de ver gente no Modelo, nos "Gémeos Ferreira", de ouvir uma rádio deplorável e de ler um jornal sem linha editorial; sobretudo, gosto do Marco porque é um Concelho pelo qual vale a pena combater pela mudança. E porque escolhi esse combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso no Marco continuarei.&lt;br /&gt;Mesmo se sinto um enorme desencanto, mas que, próprio de quem ama algo, se sublima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-3429628690091205806?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/3429628690091205806/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/07/cronicas-do-marco-iii-um-eterno-mas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3429628690091205806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3429628690091205806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/07/cronicas-do-marco-iii-um-eterno-mas.html' title='Crónicas do Marco (III) - Um eterno, mas sublime, desencanto'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-f_UZWnqj9J0/TiawAsDNEQI/AAAAAAAAAOQ/Q7mh6xjCu90/s72-c/cidadania1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-1181851572292648438</id><published>2011-07-19T07:14:00.000-07:00</published><updated>2011-07-19T08:03:56.466-07:00</updated><title type='text'>Crónicas de Avis (V) - A minha capa de toureiro, com 4 anos de idade</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-S-4-npS18t8/TiWaRjt-48I/AAAAAAAAAOI/RaOzlSxPGFk/s1600/capote%2Bde%2Bmatador.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 233px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631076535533233090" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-S-4-npS18t8/TiWaRjt-48I/AAAAAAAAAOI/RaOzlSxPGFk/s320/capote%2Bde%2Bmatador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quem me conhece ficará admirado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Teria eu 4 anos (em 1961)e queria ser toureiro. Isto fruto de uma "garraiada, então, em Mourão, terra do meu Pai. Vi os matadores (vá lá, da 3ª divisão tauromáquica de Espanha) nas festas do Concelho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A minha Avó Juliana, mãe do meu Pai, fez-me, logo, nesse longínquo ano de 1961, duas capas (ou capotes) tauromáquicos, com o tamanho da minha idade. Muito pequenos (á medida do meu tamanho de então), contudo, muito vermelhos, prenunciando um qualquer futuro...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dessas Festas de Mourão lembro-me de brincar, precisamente, ás Touradas, com o meu irmão mais velho e com um primo que hoje não sei quem era, no jardim de Mourão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ontem, o meu irmão referido, surpreendeu-me com a oferta da minha "capa tauromáquica" desse tempo, 50 anos depois; afinal não estava perdida, estava no vasto armazem de quem tudo guarda, como a minha Mãe fazia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"À las 5 en puento de la tarde" de ontem, 18 de Julho, recebi, das mãos do meu "mais velho", de novo, a minha capa de aspirante a "matador", que julgava perdida...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje não gosto, por ideologia e coerência, de touradas; mas confesso, que as vejo, sobretudo as que me chegam nos cafés onde a minha itinerância me leva, em canais espanhóis, com "matadores" a sério e touros devidamente maltratados. Sempre me lembro do "capote" que a minha Avó me fez aos meus 4 anos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vi, salvo erro, 4ª feira passada, uma das tais Touradas espanholas, na televisão, enquanto jantava, em Évora. Detive-me na poses teatrais dos matadores (bonitas e conseguidas), nas várias técnicas de lidar com o touro (estéticamente relevantes), na exacrável e bárbara acção dos "picadores". Lá me lembrei da minha "capa", de novo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É bom voltar a ter esta "capa" de então e futuro e nunca concretizado "matador".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porque não vou esconder esse "terrível erro" de infância : quando todos queriam ser coisas nobres como "bombeiros", eu queria, imagine-se, ser "toureiro/matador"...; hoje, continuo a querer ser aquilo que, por norma, não é correcto querer ser: cidadão com convicções e activo nas sua defesa, vivendo com a dignidade possível, "toureando" as desgraças do meu quotidiano...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Agora, com um "reforço" : o "capote" feito pela Avó Juliana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sabe-se lá porquê...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-1181851572292648438?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/1181851572292648438/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/07/cronicas-de-avis-v-minha-capa-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1181851572292648438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1181851572292648438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/07/cronicas-de-avis-v-minha-capa-de.html' title='Crónicas de Avis (V) - A minha capa de toureiro, com 4 anos de idade'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-S-4-npS18t8/TiWaRjt-48I/AAAAAAAAAOI/RaOzlSxPGFk/s72-c/capote%2Bde%2Bmatador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-1355087592632838532</id><published>2011-07-13T13:07:00.000-07:00</published><updated>2011-07-15T01:34:59.540-07:00</updated><title type='text'>Crónicas do Marco (II) : Afinal tenho ancestrais marcoenses...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ms7R2e-kWq8/Th4Bc0THVOI/AAAAAAAAAOA/QMkuEvY8qNs/s1600/marco2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 233px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628938178846479586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-ms7R2e-kWq8/Th4Bc0THVOI/AAAAAAAAAOA/QMkuEvY8qNs/s320/marco2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-krWkYFjZuoA/Th4BUeSVddI/AAAAAAAAAN4/TEXCkmGaJBo/s1600/Marco1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 231px; DISPLAY: block; HEIGHT: 282px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628938035498677714" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-krWkYFjZuoA/Th4BUeSVddI/AAAAAAAAAN4/TEXCkmGaJBo/s320/Marco1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fiz do local de nascimento ou das raízes familiares um sinónimo de legitimidade na "pertença" a um local.&lt;br /&gt;A minha vida pessoal e profissional sempre me fez chamar "minha" á terra onde, naquele momento, vivo ou que, pela via da acção cidadã, adopto..&lt;br /&gt;Assim tem acontecido com Marco de Canaveses, desde 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava, contudo, longe de saber que tinha uma tia-avó marcoense !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, já no fim da sua vida, a minha falecida Mãe dizia-me : "Então está no Marco...; olha que tivémos lá família!". Confesso que atribuia esta afirmação a alguma confusão geográfica, fruto de alguma fragilidade mental derivada do seu estado de saúde. Sabia, contudo, que família do meu Avô materno, mormente os irmãos e irmãs, se tinham espalhado, na sua vida comercial, pelo Norte e Centro do País; o meu Avô chegou, na década de 20 do passado século, a residir no Porto, na Rua de S. Nicolau, tendo, mais tarde, ido para Évora, onde se fixou, em definiivo, como ourives e relojoeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o falecimento de minha Mãe, em Novembro de 2009, ao arrumarmos os seus muitos documentos epistolares, descubro, com espanto, o blilhete postal de Natal, que reproduzo acima, datado de 10 de Dezembro de 1941, com um carimbo dos Correios de Marco de Canavezes.&lt;br /&gt;A remetente chamava-se Ilda Simões e indica, como morada "Vila Boa do Bispo, Marco de Canavezes"; as Boas Festas são enviadas à minha Avó materna, Francisca Dias Simões (residente em Évora), que era casada com um irmão da dita Ilda, o meu Avô Vitorino Simões.&lt;br /&gt;Apurei que a essa minha Tia-Avó Ilda casou com um marcoense de Vila Boa do Bispo (cujo nome desconheço, mas de apelido Teixeira)e que emigraram, depois, para o Brasil, onde ainda vivem os seus descendentes; soube, ainda, que a minha Tia-Avó acabou por regressar sózinha ao Concelho do Marco, separada do marido, onde faleceu nos finais dos anos 60 do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito: saber que tenho ancestrais marcoenses em nada acresce o sentir-me, desde que fiz a escolha de o ser, marcoense por opção.&lt;br /&gt;Mas sempre me dá algum conforto, até por ser uma coincidência feliz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-1355087592632838532?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/1355087592632838532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/07/afinal-tenho-ancestrais-marcoenses.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1355087592632838532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1355087592632838532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/07/afinal-tenho-ancestrais-marcoenses.html' title='Crónicas do Marco (II) : Afinal tenho ancestrais marcoenses...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ms7R2e-kWq8/Th4Bc0THVOI/AAAAAAAAAOA/QMkuEvY8qNs/s72-c/marco2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-3090310582553780291</id><published>2011-07-05T07:45:00.000-07:00</published><updated>2011-07-05T08:03:12.524-07:00</updated><title type='text'>Não basta querer ser "Nobre"...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-V5-0bzcupiE/ThMmRSDjnRI/AAAAAAAAANw/vo0FW2i0Qhs/s1600/nobre.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 232px; DISPLAY: block; HEIGHT: 153px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625882437862268178" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-V5-0bzcupiE/ThMmRSDjnRI/AAAAAAAAANw/vo0FW2i0Qhs/s320/nobre.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não me move simpatia especial pelo cidadão Fernando Nobre; sei que faz excelente trabalho na promoção dos cuidados de saúde, junto de quem no Mundo dos pobres, não os tem, e o faz bem.&lt;br /&gt;Fernando Nobre, infelizmente para ele e para a ONG que fundou, foi vítima de uma "atracção fatal" pelo Poder, mesmo se com "boas intensões", talvez, ou seja, pensando que poderia trazer, ao mundo da política nacional, o voluntarismo do trabalho (sublinho) supostamente benévolo.&lt;br /&gt;Não só tomou as atitudes erradas nos tempos ainda mais errados, como permtiu que algumas situações,mesmo que teórica e técnicamente defensáveis, como ter inúmeros familiares com cargos na AMI, lançassem a suspeição sobre o carácter meramente "benévolo" dessa entidade. Que, logo, "et pour cause", se desacreditou.&lt;br /&gt;Partilho das críticas ao um desastrado Nobre, que se "pôs a geito" para ser, em definitivo, políticamente neutralizado. Talvez fosse isso que alguns pretendessem...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Contudo, reconheço-lhe a coragem de ter ido á luta. No hipócrita e servilista Mundo das denominadas IPSS, geralmente, como faz o amigo de Manuel Moreira (Presidente da Câmara do Marco), o Padre Maia, Presidente da CNIS, fica-se pela "pedinchisse", pela "chapelada" aos governantes, pelo tráfico de favores com Autarcas, pelo querer ter lucros dizendo-se que não os tem, pelo ser voluntário, mas ter principescos "benefícios "em espécie" (veja-se, também, o Padre Melícias, com voto de pobreza, enquanto franciscano, mas que nunca recusou os previlégio de Administrador do Montepio). Ou seja, andar no "champanhe, caviar, croquete e rissol", fazendo um enfastiado e falso esgar de sacrifício e murmurando inúmeros falsos actos de contrição...&lt;br /&gt;Estes não têm, como dizem os alentejanos, "túbaros" para ir a votos na vida política nacional.&lt;br /&gt;Pelo menos Nobre foi, desastradamente, sem geito, de forma menos digna. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas foi.&lt;br /&gt;Correu-lhe mal... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-3090310582553780291?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/3090310582553780291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/07/nao-basta-querer-ser-nobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3090310582553780291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3090310582553780291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/07/nao-basta-querer-ser-nobre.html' title='Não basta querer ser &quot;Nobre&quot;...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-V5-0bzcupiE/ThMmRSDjnRI/AAAAAAAAANw/vo0FW2i0Qhs/s72-c/nobre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-2961960271646791507</id><published>2011-06-24T04:03:00.000-07:00</published><updated>2011-06-24T04:12:20.587-07:00</updated><title type='text'>Porque apoio FRANCISCO ASSIS para Secretário Geral do PS...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-O-oRBVOmdKs/TgRwMxJf1AI/AAAAAAAAANo/viRvLfJ96RA/s1600/francisco-assisps.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621741599519134722" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-O-oRBVOmdKs/TgRwMxJf1AI/AAAAAAAAANo/viRvLfJ96RA/s320/francisco-assisps.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está em jogo, na futura eleição do Secretário Geral do PS, é a união de uma família, os Socialistas democráticos, não em torno de nomes ou de oportunidades de ocupar um lugar na ribalta política.&lt;br /&gt;Sim, o que está em jogo é perdemos a vergonha e afirmarmos que somos de Esquerda, mas da Esquerda que não só pensa, mas faz e faz, sem “prostituir” o possível. Parafraseando o Camarada Manuel Alegre, o PS é a “Esquerda Possível”. A necessária.&lt;br /&gt;Possível, porquê?&lt;br /&gt;Porque ser de Esquerda, hoje, continua a ser acreditar que só com relações sociais baseadas na fraternidade, na igualdade, liberdade, e no trabalho, raiz de toda a vida económica, existirá um Mundo Novo.&lt;br /&gt;Contudo não basta apregoar estes valores em tertúlias ou grupos de amigos bem pensantes, é necessário concretizá-los em politicas sociais palpáveis.&lt;br /&gt;Por isso, no PS, estão os defensores conhecidos do Estado Social, onde se integra um Serviço Nacional de Saúde tendencialmente gratuito e universal, a Escola Pública (grande sonho da nossa centenária República), a protecção social a quem está em risco de exclusão, mormente por via da qualificação pessoal, social e profissional. Definimos isso, e de forma tão perfeita, em 2000, na chamada Estratégia de Lisboa : uma Europa cada vez mais qualificada, cada vez mais tecnologicamente avançada, e, por tal, cada vez mais inclusiva.&lt;br /&gt;No PS, estão alguns dos primeiros a falar dessas ideias e das medidas concretas. Tornaram-se a nossa bandeira e imagem de marca. Repito, com as medidas concretas. Mas essas ideias e medidas tiveram nomes e esses nomes são, para mim referências porque ligados a políticas avançadas que, para sempre estarão associadas ao PS: falar de Ferro Rodrigues, Paulo Pedroso, Vieira da Silva, Edmundo Martinho, António Guterres, Franscico George, António Arnaut, Carlos Zorrinho, entre outros, é mostrar a nossa diferença : este nomes está associados a ideias e a medidas, a políticas concretas e de coragem que ACONTECERAM. Não são vazios, gente a quem não se conhecem ideias, mas, sim, ambições.&lt;br /&gt;Mas, AGORA, na eleição do Secretário Geral do PS, a esta ideia de uma Esquerda Possível TEM de se juntar a de uma Esquerda de Coragem. O PS perdeu as eleições legislativas, recordo !&lt;br /&gt;Sabemos o evidente: a crise é internacional e é de um modelo de sociedade. É o fim do neo-liberalismo. Contudo, também, aqui, o PS soube ser diferente. Enquanto os medíocres, sedentos de poder o permitiram, lutou pelo Estado Social; fez cedências, é certo, mas manteve a luta essencial : não impediu ninguém de ir a clínicas privadas ou de ter o filhos em colégios luxuosos, mas foi claro na opção pelo reforço da rede pública de saúde e educação .&lt;br /&gt;Numa onda de pessimismo nunca vista e numa espiral de insulto fulanizado, tudo se esqueceu e só a desgraça foi noticiada. Sobretudo, atacava-se, apoucava-se e até se humilhava o rosto desta Esquerda Possivel e de Coragem : o nosso Camarada José Sócrates.&lt;br /&gt;O PS deve eleger, pois, um Secretário Geral, também ele, proveniente da “Esquerda Possível” e, ao mesmo tempo, da “Esquerda de Coragem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém que alie a um percurso de coerência ideológica e de prática pessoal e social, o “dar a cara” nos momentos difíceis (levar “porrada” em Felgueiras, por exemplo…).&lt;br /&gt;Senão, em tempo de ser oposição, restará ao PS ser um “museu de ideias” ou um grupo de “tertulianos intelectuais”, definidos em florentinas descidas de elevador em dias de derrota eleitoral, para nada dizer, com omissões de solidariedade em momentos difíceis, enfim, com todo o perfil agradável a quem vê, na vida política, um jogo de “aparelho” partidário, e não um serviço cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, NÃO APOIO ANTÓNIO JOSÉ SEGURO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR ISSO, APOIO FRANCISCO ASSIS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-2961960271646791507?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/2961960271646791507/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/06/porque-apoio-francisco-assis-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2961960271646791507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2961960271646791507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/06/porque-apoio-francisco-assis-para.html' title='Porque apoio FRANCISCO ASSIS para Secretário Geral do PS...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-O-oRBVOmdKs/TgRwMxJf1AI/AAAAAAAAANo/viRvLfJ96RA/s72-c/francisco-assisps.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-6293698057150621771</id><published>2011-06-24T03:02:00.000-07:00</published><updated>2011-06-24T03:34:15.995-07:00</updated><title type='text'>Crónicas de Avis (IV) - Um dia com Faísca Mcqueen</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qwlL2LfCstw/TgRnU754d9I/AAAAAAAAANg/c_g0pgNv134/s1600/faisca%2Bmcquen.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 251px; DISPLAY: block; HEIGHT: 201px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621731844240734162" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-qwlL2LfCstw/TgRnU754d9I/AAAAAAAAANg/c_g0pgNv134/s320/faisca%2Bmcquen.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem foi feriado.&lt;br /&gt;Fiquei em Avis, como costume, por razões profissionais.&lt;br /&gt;Acordei cedo; como hábito, dei a minha volta pela Vila, li os Jornais no "café".&lt;br /&gt;Acho sempre que tenho trabalho a fazer, logo, não me detive muito, na rua.&lt;br /&gt;Voltei ao meu "ermitério" e vi que, na SIC, decorria o dia "D", de Disney. Falo da produtora, pois o falecido (de muito dúbia personalidade), que criou figuras que acompanharam a minha infância (Donald e os seus assexuados sobrinhos, Pateta, o inenarrável Zé Carioca, Mickey, etc), há muito é só um nome e, quanto muito, um estilo de produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, vi dois filmes de um novo herói, que desconhecia no seu conteúdo, o "carro" Faísca Mcqueen !&lt;br /&gt;Um incontornável fosso de idades faz com que o meu conhecimento de tão ilustre viatura se limitasse á sua figura, por via da minha sobrinha Sara e da minha filha Raquel, esta por causa dos seus "meninos" da Creche onde é Educadora.&lt;br /&gt;Ontem, portanto, "tirei o dia" para conhecer o tal carro "Faísca Mcqueen", cujos filmes nunca havia visto.&lt;br /&gt;No mesmo dia, na mesma SIC, também passaram outros heróis (Sininho, HAna Montana), mas fixo-me no "Faísca".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei de ver, nos dois filmes, um personagem "carro" que foi solidário ao ponto de perder uma competição para apoiar um adversário danificado, que se apaixonou por outra viatura e a namorou com muita intensidade, que apoiou uma outra "viatura" (velha referência de corridas antigas), aceitando a sua liderança, que mantinha amizade profunda com máquinas agrícolas, logo, menos "qualificadas", que o apoiam no seu sucesso, etc.&lt;br /&gt;No fundo, tudo valores civilizacionais positivos e "aprendíveis" nos filmes indicados, que, assim, aparentemente, passariam ás crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, parece-me que o exagero está na "deriva mercantil" que se faz desses personagens, &lt;strong&gt;promovendo a sua figura, mas não os valores que incorporam&lt;/strong&gt;. Para as crianças, é importante, se calhar, ter o "Faísca" (como brinquedo), como bem "de posse". Porque, depois, ninguem faz a criança associar, ao "boneco", os valores que ele corporiza nos filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi bom passar um dia com o "Faísca Mcqueen"; confesso que o horário dos filmes regulou o meu dia, as minhas idas ao café, os meus momentos de trabalho, mesmo se era feriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me da velha frase final das histórias da minha infância : "A moralidade que se tira desta história é que..."....&lt;br /&gt;Não sei se foi essa a intenção dos produtores, mas o "Faísca Mcqueen" mostrou-me, á sua maneira, como um Mundo Novo é possível, através da solidariedade, do exercício dos afectos, da valorização do outro, como igual, independentemente da sua "cilindrada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora, para o póximo Natal, alguem me ofereça um "Faísca Mcqueen"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-6293698057150621771?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/6293698057150621771/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/06/cronicas-de-avis-iv-um-dia-com-faisca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/6293698057150621771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/6293698057150621771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/06/cronicas-de-avis-iv-um-dia-com-faisca.html' title='Crónicas de Avis (IV) - Um dia com Faísca Mcqueen'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-qwlL2LfCstw/TgRnU754d9I/AAAAAAAAANg/c_g0pgNv134/s72-c/faisca%2Bmcquen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-571997115517939337</id><published>2011-06-13T03:25:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T03:36:06.907-07:00</updated><title type='text'>Crónicas do Marco (I)- Era uma vez um Concelho...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rsBZnTzJBjk/TfXnylevGjI/AAAAAAAAANY/aRavGBTdSaU/s1600/feudalismo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 219px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617650966455065138" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-rsBZnTzJBjk/TfXnylevGjI/AAAAAAAAANY/aRavGBTdSaU/s320/feudalismo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Transcrevo uma citação magnífica, de Eduardo Prado Coelho, feita no blog "marcoensecomonos.blogspot.com" :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"O problema está em nós. Nós como povo.&lt;br /&gt;Nós como matéria prima de um país.&lt;br /&gt;Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.&lt;br /&gt;Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.&lt;br /&gt;Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.&lt;br /&gt;Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.&lt;br /&gt;Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.&lt;br /&gt;Pertenço a um país:&lt;br /&gt;-Onde a falta de pontualidade é um hábito;&lt;br /&gt;-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano;&lt;br /&gt;-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois reclamam do governo por não limpar os esgotos;&lt;br /&gt;-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros;&lt;br /&gt;-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica;&lt;br /&gt;-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.&lt;br /&gt;Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.&lt;br /&gt;-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar;&lt;br /&gt;-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão;&lt;br /&gt;-Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, deixem-me ser imaginativo e inventar uma história, infelizmente real:&lt;br /&gt;Era uma vez uma sede de um Concelho, grande mas rural, chamada Terras da Servidão; por facilidade, chamavam-lhe, só, Servidão, tal como a Terras do Bouro, no Minho, chamam, simplesmente, Bouro.&lt;br /&gt;Assim, em Servidão, por razões perdidas na história recente e futura, viviam pessoas marcadas, por aquilo que Prado Coelho dizia, mas há muitas gerações : a vigarice, o clientelismo, o oportunismo, o tráfico de influências. Tudo isto era tão comum, tão habitual, que era considrado quase legítimo, quase indispensável, enfim, quase legal, um sinónimo de sucesso. Terras de Servidão tinha, assim, um estatuto próprio, há muito, a que poderíamos chamar, usando o nome da terra, o "Estatuto de Servidão".&lt;br /&gt;Esse "estatuto" foi, pela sua prática, ainda mais vulgarizado e disseminado por um anterior (e quase eterno) Presidente de Câmara, que especializou quem vivia com esse "Estatuto de servidão" a pensar que, nas Terras de Servidão, não havia lei, a não ser as ordens do Senhor Presidente, neste caso, gestor do tal informal "Estatuto de Servidão".&lt;br /&gt;Sucedeu-lhe um outro Presidente, este mais educado, mais polido mais culto, mas igualmente respeitador do "Estatuto" referido : nenhuma vigarice, mas muito, imenso, clientelismo, oportunismo quanto baste, tráfico de influências suficiente ; ele foi Chefes de Departamento de áreas onde nunca trabalharam, consultores que nunca dão consultas, "girls" arrogantes a quem não se conhece qualquer mérito, nas áreas em que trabalham, mas, sobretudo, uma maquiavélica relação com as instituições locais, que o Presidente criava ou destruía, conforme eram ou não fiéis ao informal "Estatuto de Servidão".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terras de Servidão aparentemente prosperava, porque o "estatuto" funcionava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois apareceram aqueles que contestam o tal informal "estatuto de Servidão"; cedo os poderes de Terras de Servidão, os isolam e tentam que eles se desmotivem e, de preferência, desapareçam. É que, mesmo os agentes locais ou nacionais, mesmo não concordando com o informal "estatuto de Servidão", conseguem, aravés dos seus representantes, fazer esse trabalho neutralizador.&lt;br /&gt;Terras de Servidão recebe bem, não é xenófoba, mas ai de que desrespeite o tal informal "estatuto de Servidão", visível nas ruas, no jornal e na rádio locais, nas conversas de café, nos diálogos de rua.&lt;br /&gt;Em Terras de Servidão, reina o tal estatuto.&lt;br /&gt;As crianças e jovens cresceram com ele, os idosos garantem a sua eficácia, as instituições edificam-se sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como rasgar o tal "estatuto de Servidão" ?&lt;br /&gt;Só tendo a coragem de não o cumprir e de expôr, publicamente, os "criminosos" que, á custa dele, têm vivido, durante gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que isso dure tantas outras gerações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem onde fica Terras de Servidão ? Algures em muitos locais. Mas eu conheço um, onde vivo oficialmente e por afeição (passo lá pouco tempo, precisamente por obra do dito "Estatuto"), onde um afluente encontra um grande rio, numa paisagem que, em tudo, convida á glória e á liberdade, e nunca á servidão: Marco de Canaveses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-571997115517939337?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/571997115517939337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/06/cronicas-do-marco-i-era-uma-vez-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/571997115517939337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/571997115517939337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/06/cronicas-do-marco-i-era-uma-vez-um.html' title='Crónicas do Marco (I)- Era uma vez um Concelho...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-rsBZnTzJBjk/TfXnylevGjI/AAAAAAAAANY/aRavGBTdSaU/s72-c/feudalismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-3497326150509149564</id><published>2011-05-17T09:51:00.000-07:00</published><updated>2011-05-20T01:43:32.824-07:00</updated><title type='text'>Crónicas de Avis (III) - Vivi 3 dias numa povoação medieval</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-x_S8zX6vJ9Q/TdLqo8ANTQI/AAAAAAAAAM0/lm8_2TnRB4A/s1600/fmedi.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 264px; DISPLAY: block; HEIGHT: 323px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5607802475052354818" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-x_S8zX6vJ9Q/TdLqo8ANTQI/AAAAAAAAAM0/lm8_2TnRB4A/s320/fmedi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-rxkUsXHUV7M/TdKxNBFAkVI/AAAAAAAAAMs/FerWFbGMpWY/s1600/fmedi.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Qk8HwjM_VUI/TdKxITJNjMI/AAAAAAAAAMk/jaTJ__q90zY/s1600/fmedieval.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já escrevi que Avis seria um ermo, sem pessoas nas ruas, com 4 ou 5 cafés com gente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enfim, impressões de quem chega, e, como sempre faço, venho para trabalhar para a comunidade, quero, por isso, viver nela. Daí passar, lá, dias, noites, fins de semana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o meu modo de vida, de ser profissional do trabalho social.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O "ermo" acabou este fim de semana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vivi, entre 13, 14 e 15 de Maio, dentro de uma vila medieval, com os comerciantes de pontos distantes, com os infanções, cavaleiros, plebeus, escravos, mouros e hereges, nobre e clérigos, numa inesquecível "Feira Medieval".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por sorte, o sítio onde pernoito e trabalho era mesmo no coração da Feira e bastava sair da porta para entrar nesse mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vivi, durante 3 noites, num largo do Castelo cheio de gente e com muitas instituições locais (escolas, Associações, comerciantes), verdadeiramente envolvidas na sua animação. E que demonstravam gostar do que estavam a fazer, mesmo se significava algum sacrifício.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Encantei-me. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porque a identidade, a cidadania e a participação me encantam e conduzem a minha vida, em qualquer local. Logo, no momento, em Avis. E entendi, penso, o que esta passagem, que acontece em episódios anuais, do "ermo" á vida intensa, significa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E deixei-me ir no encanto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aceitei ter uma serpente ao pescoço, colocada pela sua adestradora, ver reconstituições de eventos medievos como justas, liças, espectáculos de malabaristas e (muito) comer e beber coisas de hoje "travestidas", com gosto, de algo daquele tempo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Concelhos assim, cuja importância é anterior á nacionalidade, não têm de inventar um lugar na História de Portugal ou dar-se ao trabalho de "puxar os galões". Aqui o desafio é descobrir e rentabilizar o percurso feito, ao longo de &lt;strong&gt;toda &lt;/strong&gt;a História e dele tirar as lições que, em cada época histórica, foram de identidade e pertença cidadã.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele existe. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A identidade pode estar adormecida, episódios políticos destes 40 anos podem ter levado do entusiasmo á desilusão, da extrema participação á desmobilização cidadã e cívica. Só quem viveu esse tempo o compreende.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Percebi que a identidade tem lugar(es) e vivi isso com muita emoção e entusiasmo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desta vez, em Avis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-3497326150509149564?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/3497326150509149564/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/05/cronicas-de-avis-iii-vivi-3-dias-numa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3497326150509149564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3497326150509149564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/05/cronicas-de-avis-iii-vivi-3-dias-numa.html' title='Crónicas de Avis (III) - Vivi 3 dias numa povoação medieval'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-x_S8zX6vJ9Q/TdLqo8ANTQI/AAAAAAAAAM0/lm8_2TnRB4A/s72-c/fmedi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-8573542814424929532</id><published>2011-05-02T14:31:00.000-07:00</published><updated>2011-05-02T15:25:23.666-07:00</updated><title type='text'>Crónicas de Avis (II) - Estética e Mudança</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PDIvgwLAI40/Tb8rpYnymHI/AAAAAAAAAMc/w5cKBUePttg/s1600/Samuel%2BAvis.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 283px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602244451456161906" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-PDIvgwLAI40/Tb8rpYnymHI/AAAAAAAAAMc/w5cKBUePttg/s320/Samuel%2BAvis.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A minha vida em Avis, quando lá estou, o que começa a ser, tendencialmente, todos os dias e alguns fins de semana, sendo de uma produtiva, mas solitária, azáfama profissional (exceptuando os bem vindos formadores e formandos e colaboradores da Cáritas, que frequentam o meu "ermitério"), proporciona, ainda, uma solitária reflexão sobre a Vida e, mesmo, a "minha" vida".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Homem de vícios públicos e virtudes privadas (exacto, não me enganei na formulação...), não escondo, nunca, o que sinto e aquilo porque opto, quando de modelos de mundo e de vida se trata.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia 1 de Maio, a Câmara de Avis organizou um excelente concerto, de homenagem ao poeta Ary dos Santos, que foi um belíssimo fim de tarde de poesia, música e, para mim, reflexão. Quer dizer que fui lá. Ouvir Samuel, acompanhado por excelentes convidadas e por um naipe de instrumentistas de excepção. Numa sala que teria, talvez, 5 dezenas de pessoas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem me lê, ao que sei, conhece-me. Sou cidadão de Esquerda, membro activo da Igreja Católica até aos 32 anos, simpatizante e militante do PCP entre 1991 e 2000 , militante do Bloco de Esquerda entre 2001 e 2007, militante do PS desde 2009. Ou seja, sempre soube do lado em que estou : o da cidadania participada, inclusiva e solidária, mas igualitária. E sempre me "inscrevi", ou seja, "dei o nome", "vesti a camisola", tive "cartão". E essas adesões tiveram cargas enormes de afecto e muito pouco de razão estratégica (por isso foram tantas)....&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem, sentei-me para ouvir poemas, ditos e cantados, de um Poeta que ouço desde os meus 16 anos. Propûs a mim mesmo fazer uma coisa : ouvir bem as palavras de cada letra ou poema, para perceber porque razão sempre me emocionaram ou empolgaram, a mim, que, nem a tal, por militância, estava obrigado...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Concluí o seguinte : a poseia de Ary dos Santos, mais do que a de muitos seus contemporâneos, dá uma imensa dimensão estética aos afectos, sejam eles por pessoas, coisas ou causas; usa metáforas e outras imagens de beleza extrema para os descrever : "Minha laranja amarga e doce, meu poema ...", "De linho me vesti, de nardos me enfeitei(...)mas nunca te encontrei, nas estradas do que fiz", não serão os melhores eexemplos dessa estética dos afectos, mas lembrei-me dessas frases.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas em 1970 e seguintes anos, não era comum falar assumidamente de afectos, muito menos dar-lhes dimensão estética explícita. Percebi que muito do encanto que existiu na poesia de Ary dos Santos terá sido esse : afirmar a importância dos afectos e do assumir a beleza dos mesmos, nos processos de "mudança" ou "revolução" social . Falar deles, sejam, repito, por pessoas, coisas ou causas, como algo que dá vida e beleza àquilo a que muitos só vêm como um combate frio e duro por ideias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois, Ary dos Santos também escreveu sobre os afectos pelas lutas aparentemente dele mais desprovidas : (Re)ouvi "As portas que Abril abriu", a "Sonata do trabalhador".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ouvi, aqueles temas "pacíficos", mas carregados de um simbolismo afectuoso a roçar o "proibido" , por isso a chocar para que houvesse mudanças : "Desfolhada" e "Menina".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Descobri, também, que me emociono e sinto, coisa rara, uma coisas que correm cara abaixo e se chamam lágrimas. Senti-o ontem, naquele concerto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não eram lágriamas de nostalgia do tempo em que ouvia aquelas canções ou dos companheiros e companheiras que as trauteavam comigo. Eram de emoção e orgulho por ter tido a sorte de ter crescido num tempo tão rico, onde até havia gente que conseguia fazer da estética (e) dos afectos um instrumento de mudança social.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Posso viver a contar os cêntimos, a correr atrás do trabalho, estar, por vezes, mal com a vida, "pisar o risco", mas nesta nossa afectuosa geração, também sabemos, como dizia o poeta em causa "pegar o touro pelos cornos da desgraça e fazer da tristeza graça".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por isso, repetindo o poeta, "Porque somos a diferença, que faz de todos iguais, é que não há quem nos vença, cada vez seremos mais."&lt;br /&gt;A isto, não há crise que resista...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ojDw1yw44I4/Tb8jdbxQ-hI/AAAAAAAAAMM/RSNjIG1D7E4/s1600/Samuel%2BAvis.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-8573542814424929532?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/8573542814424929532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/05/cronicas-de-avis-ii-estetica-e-mudanca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/8573542814424929532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/8573542814424929532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/05/cronicas-de-avis-ii-estetica-e-mudanca.html' title='Crónicas de Avis (II) - Estética e Mudança'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PDIvgwLAI40/Tb8rpYnymHI/AAAAAAAAAMc/w5cKBUePttg/s72-c/Samuel%2BAvis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-7141271492261322345</id><published>2011-04-11T12:50:00.000-07:00</published><updated>2011-04-11T13:44:15.117-07:00</updated><title type='text'>Crónicas de Avis (I) - Deus e a História a escreverem..</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ckWgk9i1bCw/TaNmo92lPiI/AAAAAAAAAME/A24MTqqePWg/s1600/imagesCA9PHNTC.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 183px; height: 275px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ckWgk9i1bCw/TaNmo92lPiI/AAAAAAAAAME/A24MTqqePWg/s320/imagesCA9PHNTC.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5594428016108584482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É curioso começar estes textos "Crónicas de Avis", num local onde passei em 1980 e hoje, 31 anos depois, tenho algumas responsabilidades numa instituição (imagine-se !) ligada Igreja Católica.&lt;br /&gt;Cruzamento, casual, de duas visões organizacionais semelhantes: o centralismo, mas democrático e participado, ou,  pelo menos, encenado.&lt;br /&gt;Em 1980, talvez em Setembro, enquanto aguardava a discussão da tese de licenciatura  em Sociologia, fiz, com outros colegas, de  inquiridor numa sondagem sobre as eleições presidenciais que se adivinhavam para, julgo, Dezembro.&lt;br /&gt;Da nossa "amostra" fazia parte o Concelho de Avis e um determinado número de pessoas escolhidas num sistema, para a época, seguramente aleatório : "na rua tal, fazes o inquérito a 2 casas pares e uma ímpar, depois, corta á direita e invertes o critério e assim sucessivamente" ; e isto servia para qualquer local, até recolhidas as entrevistas "amostradas". A empresa de sondagens ainda existe,  é respeitável e de referência e, por tal, omito o seu nome.&lt;br /&gt;Da Vila de Avis, desse Verão de 1980, recordo uma população muito envolvida na luta pela manutenção da "Reforma Agrária", então fortemente posta em causa pelo "bloco central" e com medidas drásticas para que terminasse.&lt;br /&gt;Tive a honra de visitar, a convite, eu e os meus Colegas de "sondagem", várias propriedades que faziam parte da Cooperativa 1º de Maio, liderada pelo Camarada (do PCP) José Luís, hoje já falecido, mas que se manteve fiel, para variar, prejudicando-se a si e aos seus, até ao fim , ao que defendia : a terra a quem a trabalha. Hoje sei que foi um convite honroso e, do que vimos, guardo memórias vivas daquilo que foi uma utopia em construção, que, afinal, quem a montou acabou por a deixar cair, com os seus, sem ter feito disso um combate de princípio (e havia tantas armas espalhadas por tantas mãos...)&lt;br /&gt;No Sábado, 9 de Abril de 2011, saí, no Expresso de Avis, para Matosinhos, via Lisboa (eu que oficialmente moro a 40 km do local) para o Congresso do PS, de que sou militante desde 2008.&lt;br /&gt;Eram 7h 30m  e vi o que, a todo o momento, constato em Avis : ruas desertas, sem ninguem, a não ser alguns nos poucos cafés abertos, a ler o jornal e beber o seu "copo".&lt;br /&gt;Recordei 1980 e o actual largo da Câmara, então cheio de tractores e atrelados; e os celeiros comuns logo em frente. E a vida que fervilhava.&lt;br /&gt;Hoje, edifícios, felizmente em reconstrução, vão permitir defender essa e outras memórias, sobretudo a mais antiga, a da Ordem de Avis, mais velha que a nacionalidade.&lt;br /&gt;Num Concelho onde o PCP/CDU tudo ganh em qualquer eleição, desde 1974, acho imensamente curioso que seja uma Fundação, instituída por herança doada a estruturas da Igreja Católica (precisamente a partir de terras ocupadas e depois devolvidas) a chamar a si a rsponsabilidade de qualificar, activamente, com uma postura de proximidade cidadã, os habitantes deste Concelho.&lt;br /&gt;Terá passado, nesta comunidade, à boa maneira dos Judeus, o "grande perdão", ou seja, "partir para outra". Por alguma rzão, em Avis, a Judiaria e Mouraria são dentro dos muros da cidade e não lá fora ...; a inclusão também é património histórico e de identidade.&lt;br /&gt;Deus (e a História) escrevem direito por linhas tortas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-7141271492261322345?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/7141271492261322345/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/04/cronicas-de-avis-i-deus-e-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/7141271492261322345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/7141271492261322345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/04/cronicas-de-avis-i-deus-e-historia.html' title='Crónicas de Avis (I) - Deus e a História a escreverem..'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ckWgk9i1bCw/TaNmo92lPiI/AAAAAAAAAME/A24MTqqePWg/s72-c/imagesCA9PHNTC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-1918371220295761251</id><published>2011-03-09T14:46:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T16:00:57.692-08:00</updated><title type='text'>Sobre a "Geração à Rasca"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Kca4nboVdoE/TXgS9himrCI/AAAAAAAAAL8/R4u6MB061Xg/s1600/geracao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 231px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Kca4nboVdoE/TXgS9himrCI/AAAAAAAAAL8/R4u6MB061Xg/s320/geracao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582232586310560802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo este "post" com algum receio.&lt;br /&gt;É que vou tocar no "Estado Novo" nascente, onde criticar a onda dominante dá direito a anátemas...&lt;br /&gt;Isto porque quero ser bem compreendido, como cidadão de Esquerda, que sou, e que entende tal como acreditar numa sociedade cada vez mais cidadã, participada e igualitária, em todos os níveis da vida, mormente no usufruto dos bens e riquezas.&lt;br /&gt;Faço um "ponto de ordem " : tenho filhos dessa geração, uma com 26 anos e outro com 19; vivo, de perto, porque partilhar afectos é isso mesmo, a vida de outros, alguns mais novos, a quem estas questões, também, se colocam.&lt;br /&gt;Faço um segundo "ponto de ordem" : também me sinto "á rasca" e já tenho 54 anos !!!&lt;br /&gt;Por isso, compreendo a geração dos falsos recibos verdes (que eu emito desde 1997) e da precariedade (na qual eu vivo desde 2002)...&lt;br /&gt;Mas gostaria de centrar a questão precisamente aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens da intitulada "Geração á rasca" vão fazer manifestações em várias cidades de Portugal e, também, noutras capitais europeias, em frente ás Embaixadas portuguesas, de acordo com o JN de hoje; repito, em frente ás Embaixadas de Portugal, logo, como se o problema fosse, só, português.&lt;br /&gt;Isto merece-me uma reflexão, daquelas que posso exprimir, sem que, amanhã, me chamem "nomes feios".&lt;br /&gt;Sabe a "Geração á rasca" que foi o modelo capitalista neo-liberal, existente desde 1980,que criou o modelo de fugaz prospreridade no qual cresceram, com um ensino que não qualificava, com o estimulo ao consumo, com um paradigma de sucesso baseado na competição quase fraticida, que criou esta estado de coisas ?&lt;br /&gt;Sabe a "Geração á rasca" que as Associações Patronais, os Sindicatos, os "fazedores de opiniões" os  continuam a enganar, incentivando-os a exigir aquilo que o tal sistema, onde as gerações anteriores viveram e os privilegidos prosperaram, já não pode dar : o emprego e trabalho para toda a vida ?&lt;br /&gt;Sim, a precariedade é a regra, não a execepção; o trabalho dependente tenderá a ser substituído por cada vez mais prestações de serviços. Mas isso é o fruto do sistema que permitiu que os pais (como eu...) da dita "geração rasca", comprassem casas, carros, se endividassem e lhes transmitisem essa "pesada herança" cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da "Geração á rasca" retenho imagens concretas e claras, porque corporizadas em coisas e pessoas que vi :&lt;br /&gt;- Um jovem, num "workshop", em Évora, em Junho, sobre empreendorismo, que, ao ouvir falar de sistemas de incentivo para a criação do próprio emprego, dizia "Mas eu não quero ser empresário, quero é saber QUEM VAI RESOLVER o meu problema de emprego"...&lt;br /&gt;- Um jovem a quem os pais compraram um carro (como símbolo de alguma coisa...), que, morando em Vila Franca de Xira, dizia que tinha de ir na sua própria viatura para Lisboa, trabalhar ou estudar (não sei...), pois não tinha transporte públicos que o servissem (isto num local onde, de 20 em 20 minutos, há comboios urbanos para 3 linhas de acesso a Lisboa...)&lt;br /&gt;- Um jovem tardio, já com 30 e poucos anos, morando na área metropolitana do Porto, em cuja cidade estudou e onde, hoje, é gerente de uma empresa, que confessa que NUNCA, na sua vida, andou de transportes públicos (por sinal, na zona de Portugal que há mais de 10 anos tem a melhor rede de transportes urnanos do País, que chega a 40 Km do centro do Porto...)&lt;br /&gt;- Uma jovem, ainda hoje, que, no Expresso que me trouxe do Porto ao Sul do País, dizia que estava num estágio profissional e tem aproveitado os escassos meses de salário para comprar um carro e "meter-se" (entenda-se comprar, não arrendar...) uma casa, isto embora não soubesse onde se iria desenrorrolar a sua vida profissional futura.&lt;br /&gt;Corro o risco de ser considerado "reaccionário", mas o que coloca, verdadeiramente, esta geração "á rasca" é o facto dos pais, dos professores, dos dirigentes sindicais, dos dirigentes patronais, dos lideres de opinião, enfim dos fazedores de opinião, lhes continuarem a dizer que existe o que há muito já acabou : o emprego dependente, fixo e permanente e todos os paradigmas e mitos culturais anexos.&lt;br /&gt;Tenho 54 anos, vivi  a adolescência e juventude vendo e admirando outros "rascas" ; os "hippies", que propunham um outro mundo, sem regras ou com outras novas, baseadas no amor livre e em fazer amor, não guerra (logo, em coisa e ideias diferentes das antigas); daqueles que eram presos, torturados, perdiam empregos e famílias, para lutarem por uma  OUTRA ordem económica e social diferente e, por isso, eram realistas pedindo coisas impossíveis, mas estruturalmente diferentes das existentes.&lt;br /&gt;Hoje, doi-me que a "geração á rasca" queira o refúgio do passado, peça aquilo que  que o capitalismo neo-liberal já destruiu e, embora seja a geração mais qualificada de sempre, não tenha a capacidade de reivindicar SOLUÇÕES NOVAS, uma nova ordem económica e social, mas queira, sim, salvaguardar a aparentemente cómoda ordem moribunda, aquela onde os seus pais enganadoramente viveram, exigindo aquilo que o sistema já matou (o tal trabalho para a vida toda, certo e permanente).&lt;br /&gt;Doi-me, a mim que ainda hoje luto, no dia a dia, pela dignidade do meu trabalho, ver que esta geração está a gastar energia, que podia ser criativa, centrando-se na manutenção de modelos que o sistema (que os icentiva), já "assassinou". Porque não propôr outros ?&lt;br /&gt;Confesso : aplaudiria manifestações que, junto aos edifícios que representam em Lisboa, Bruxelas, Estrasburgo, etc, o sistemna que usou e descartou este modelo de sociedade, exprimissem o seu descontentamento e apresentaassem propostas para o futuro (os radicais do Maio de 68 , em Paris, fizeram isso, tal como os de Tianamem tal como os da Líbia, Egipto e Tunísia de hoje).&lt;br /&gt;É que a crise não é portuguesa e parece que anda tudo distraído, quando o "novo mundo" parece renascer no Magreb, bem aqui ao lado, onde quem vive bem pior do que nós tem coragem de arriscar a "vida estável" em nome de soluções futuras e não na manutenção de respostas do passado, bem mais cómodas .&lt;br /&gt;Tudo o que não seja isso, parece-me um exercício estéril, mediático ou, talvez, bem manipulado, pelos "suspeitosdo costume..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-1918371220295761251?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/1918371220295761251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/03/sobre-geracao-rasca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1918371220295761251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1918371220295761251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/03/sobre-geracao-rasca.html' title='Sobre a &quot;Geração à Rasca&quot;'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Kca4nboVdoE/TXgS9himrCI/AAAAAAAAAL8/R4u6MB061Xg/s72-c/geracao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-3571115933755036459</id><published>2011-02-08T15:22:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T16:26:32.967-08:00</updated><title type='text'>Porque há coisas que valem a pena</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TVHeYIDERTI/AAAAAAAAAL0/nVnVhNMjKck/s1600/formacao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 262px; height: 192px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TVHeYIDERTI/AAAAAAAAAL0/nVnVhNMjKck/s320/formacao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571478720092587314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do Marco de Canavezes, hoje, ás 7h 20m da manhã. Num autocarro que me deixou, nos Aliados, eram 8h 25m. Subi a 31 de Janeiro, passei a Praça da Batalha e comprei, na deplorável Gare que serve os Expressos que partem ou demandam a segunda Cidade do País, um bilhete para Évora (com desconto de passageiro  frequente, custou-me cerca de 17 euros), destino  entre outros,  como um de tantos, onde a minha vida profissional,  como a de todos, afinal, aqueles que buscam trabalho pago pelo preço que sabem merecer, demandam.&lt;br /&gt;Cheguei a Évora eram 14h 45 m, logo, mais de 7 horas depois de sair do Marco, verdadeira versão mais curta desta viagem que, tantas vezes, repito.&lt;br /&gt;Depois, constacto que, agora, sendo 23h 30m da noite, não me sentei no meu "poiso" de consultor, noutro edifício que não este onde escrevo. Isto porque fui reunindo com a minha equipa de formadores desde as 15h 30m até ás 19 h, porque tive de gerir os recursos audio-visuais de uma entidade promotora que, neste momento, tem cerca de 150 formandos, mas que não tem uma estrutura que me garanta que se tiram fotocópias agrafadas e coleccionadas, por exemplo.E isso tenho eu de o fazer, entre tantas outras coisas....Porque, no sector privado e solidário,  também tudo encerra, administrativamente,  ás 18 h...  Bom, isto espalhado por 2 Concelhos e 7 Freguesias, em formação pós-laboral, onde o formando só recebe subsídio de refeição e de deslocação. Mas a procura é imensa e isso demonstra a validade de propostas formativas feitas "à medida" da população e não num "pronto a vestir" de uma qualquer empresa de formação.&lt;br /&gt;Mas funciona. Talvez porque vamos, militantememte, procurar parcerias com instituições locais. Talvez porque deixamos ás pessoas considerarem os melhores meses, semanas e dias para terem formação e, perante isso e só após isso, fazemos "turmas". Talvez porque não teremos os "excelentes" formadores, mas aqueles a quem desafiámos e aceitaram o repto.&lt;br /&gt;Talvez porque, por isso, em Freguesias do Concelho de Évora onde, tirando a "chulice" do "pronto a vestir" dos CEF, EFA e quejandos, apresentados pelas empresas de formação, nunca se fez formação "á medida", chegar lá e, em vez de pedir, oferecer, faz toda a diferença.&lt;br /&gt;Recebi, há pouco, eram 22h, um "data-show" que amanhã tem de circular, para outro local. E faço-o quotidianamente.  Antes, cerca das 21h 30m, tinha encerrado uma sala de formação. Pouco antes, em duas Freguesias rurais, cerca de 25 profissionais activas de apoio a idosos tinham recebido mais uma sessão de formação.&lt;br /&gt;Depois, ouso pedir aos formadores "em transito", alguns morando a uma hora daqui, que reunam comigo e façamos um "ponto de situação", ás 23 horas ! E isso acontece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso, agora, ás 23h 45m, ir dormir.&lt;br /&gt;Hoje, a Caritas Diocesana de Évora(a entidade de que vos venho falando)deu formação a cerca de 70 pessoas, com uma estrutura minimalista. No dia em que houve um maior "pico" de formação, tivemos, em simultâneo, 135 formandos (em Novembro),todos pessoas que trabalham com publicos de risco e, mesmo,  com as próprias pessoas em risco.&lt;br /&gt;Baseada no espírito de Missão, com  formadores que, na sua maioria, nem são católicos, mas se reconhecem neste "modo de estar", é uma experiência que me enche a alma, porque tem um conteúdo "ideológico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, com as "dores" de estar fora de Casa, de viver migrando, todos os fins de semana, com a limitação que significa, tantas vezes, "deitar vinho novo em odres velhos", consigo ganhar alento para viver com entusiamo, aos 54 anos e em "precariedade".&lt;br /&gt;Infelizmente, a 400 Km de casa e gañhando metade daquilo que auferia há 3 anos...&lt;br /&gt;A minha gratidão aos "meus" actuais formadores Andresa Oliveira, Carlos Mestre, Isabel Leocádio, Ana Borrego, Helena Esteves, Susana Gimenez, João Leitão, Marta Raimundo, heróis desta aventura.&lt;br /&gt;Outros desafios vos (nos) esperam...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-3571115933755036459?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/3571115933755036459/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/02/porque-ha-coisas-que-valem-pena.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3571115933755036459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3571115933755036459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/02/porque-ha-coisas-que-valem-pena.html' title='Porque há coisas que valem a pena'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TVHeYIDERTI/AAAAAAAAAL0/nVnVhNMjKck/s72-c/formacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-5473012082586893878</id><published>2011-01-31T07:53:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T08:46:27.489-08:00</updated><title type='text'>1 de Fevereiro : Faço 54 anos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TUbl-P8zAqI/AAAAAAAAALo/b3zRi4LBzlQ/s1600/casa.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 304px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568390846886380194" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TUbl-P8zAqI/AAAAAAAAALo/b3zRi4LBzlQ/s320/casa.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje, 31 de Janeiro, tive a felicidade, de manhã, de ter uma conversa com a minha Colega Célia Franco, da Cáritas de Évora. Que me colocou na dimensão certa.&lt;br /&gt;Acidentalmente, falámos sobre o que significa não querermos que o tempo voltasse para trás, porque vivemos bem a maturidade a vida.&lt;br /&gt;Coincide que, na 6ª feira, ao Almoço, numa pausa de um Seminário, onde partilhei a mesa com o Marcos Olímpio, meu colega de lides académicas, hoje, ilustre académico jublilado, ouvio-o dizer, por outras palavras, o mesmo. Tive a felicidade de partilhar, com o Marcos, o melhor da minha vida académica e de o ter ao meu lado em diversos momentos difíceis posteriores, sem uma única pergunta sua, sem um pedido de justificação.&lt;br /&gt;Tenho, por outro lado, convivido, nestes dias, com o magnífico septuagenário Leandro Vale, a dar formação para a dita Cáritas, em Artes Dramáticas, exemplo de quem vive por causas e a elas entrega tudo. No caso dele, mesmo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois : confesso que vivi (Pablo Neruda "dixit"), com tãos bons exemplos e desafios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi, nesse cruzar de contactos, que, de facto, não sou rico nem nunca serei e estou condenado a ter, todos os dias, de lutar pela minha vida. Mas sei ao que vou e no que acredito.&lt;br /&gt;Mas percebi, PRINCIPALMENTE, uma vez mais que, como disse S. Paulo, "Combati o bom combate". E vou combatê-lo, á minha maneira. E isso vai-me bastando, porque olho o Mundo de frente, pois quero que ele seja melhor. Logo, não tenho de me queixar. Parafraseando Tony Carreira, é a vida que eu escolhi. Ou Abrunhosa, quando fala de levar os fantasmas de cada um ou fazer o que ainda não foi feito; ou como diz a banda sonora do filme "O Gladiador", desafiar o Império (esteja ele onde estiver).&lt;br /&gt;Gosto do que faço hoje, em termos profissionais. Mas não gosto do tipo de vida que hoje vivo, e que tenho, muito nómada. Afinal aquela que, afinal, sempre apregoei que escolhi como minha e com a qual me dei bem. Logo, sem "Casa" fixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não ser &lt;strong&gt;esta&lt;/strong&gt; : no coração de todos os que me amam estará, sempre, a minha Casa. Essa é, sem dúvida, a mais segura.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-5473012082586893878?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/5473012082586893878/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/01/1-de-fevereiro-faco-54-anos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/5473012082586893878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/5473012082586893878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/01/1-de-fevereiro-faco-54-anos.html' title='1 de Fevereiro : Faço 54 anos'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TUbl-P8zAqI/AAAAAAAAALo/b3zRi4LBzlQ/s72-c/casa.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-1224715217409153978</id><published>2011-01-14T03:28:00.000-08:00</published><updated>2011-01-14T04:23:11.010-08:00</updated><title type='text'>Episódios de uma Campanha Alegre</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TTA_Aai50eI/AAAAAAAAALg/HbJOh6mogC8/s1600/Alegre.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 168px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5562014816160829922" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TTA_Aai50eI/AAAAAAAAALg/HbJOh6mogC8/s320/Alegre.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi em Évora, no dia 12 de Janeiro, 4ª feira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na cidade onde eu nasci, mas de onde a minha vida profissional me foi afastando, desde há 30 anos, mas, que, nestes últimos meses, pelas mesmas razões, me acolhe temporáriamente, resolvi ir ao Comício de Manuel Alegre, na 4ª feira, dia 12.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nunca escondi que vou votar em Manuel Alegre. Com a razão e com o coração, como diria Guterres. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, como em Évora, práticamente, não conheço ninguém políticamente envolvido, do "lado esquerdo" (a minha militância política e partidária "organizada" é no Marco), lá fui, ao velhinho Teatro Garcia de Resende, na capital do Alentejo Central.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tenho por hábito emocionar-me, comover-me, em actos políticos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois, estava num recinto onde predominavam pessoas para cima dos 40 anos, onde reconheci alguns velhos socialistas locais ou, mesmo, alguns "bloquistas" e,  também, muitos antigos militantesdo PCP, o que me criou algum pessimismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois, chegou Alegre e a sua comitiva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouvi os oradores, ouvi o meu Candidato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Julgo que existe algo que escapa aos Jornalistas que acopmanham as campanhas, fruto, sobretudo, da sua juventude e falta de experiência política e de vida, mas que, a mim, me emocionou, nas palavras de Alegre : o dramatismo, justificado, com que Alegre refere aquilo que, para mim, está em jogo, ou seja, optarmos por um cidadão que vai ser um mero árbitro, um cidadão observante e distante, que não tem dúvidas e raramene se engana, no fundo (e isto digo eu, não o diz Alegre), um Salazar versão "social democrata", ou termos um cidadão cujas ideias, convições, causas, são conhecidas, que teve dúvidas e enganou-se, políticamente, muitas vezes, e que tem o perfeito entendimento das competências constitucionais do Presidente, pois "ajudou" a redigir a nossa Constituição. E esse cidadão é Alegre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Emocionou-me que, no mesmo palco e por causa do que está em risco (o modelo de República e os valores da Esquerda - o Estado Social, a escola Pública, o Serviço Nacional de Saúde, os Direitos Sociais em vez da "caridadezinha"), tenham discursado pessoas que, no Parlamento, têm tido discussões violentas, como o Ministro Jorge Lacão (do PS) e a Deputada Helena Pinto, do BE. Ou ter visto, em acção de rua, o meu amigo, Miguel Portas, deputado europeu do BE ao lado de dois deputados do PS.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Emocionou-me ver que, afinal, ainda existem factores de unidade verdadeira, que mobilizam e unem a esquerda, como os que indiquei antes).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta é a verdadeira unidade, feita por causa de modelos, causas e valores, corpporizadas num Candidato. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Não percebo é querer-se uma unidade em torno de uma pessoa ou pessoas, mas sem ter por detrás projectos políticos, causas, valores, modelos, como acontece no PS de Marco de Canaveses, de cuja Comissão Política Concelhia me demiti, por causa disso mesmo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso, soube-me bem abraçar, no fim do comício de Évora, Manuel Alegre, pessoa pela qual nunca nutri simpatias especiais: abracei, nele, sim, os modelos sociais, as causas e os valores que ele, hoje, representa, e fazem de mim um homem de Esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Soube-me bem, depois do comício, num bar de Évora, ouvir pessoas como Helena Roseta falar, com paixão, daquilo que Alegre e o seu combate representam, como garante dos valores sociais da Esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tal como me soube bem ouvir Isabel Alçada explicar o que entende por "Escola Pública"(diferente de "escolas do estado") e ver a sua tristeza pela suja manipulação que os magnatas do chamado ensino particular estão a fazer, por causa da revisão do apoio a essas escolas, onde aproveitam para reduzir, ilegalmente, salários e despedir trabalhadores, quando ainda NEM SABEM os valores novos que irão receber...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De facto, continua a valer a pena lutar e tentar congregar pessoas em nome de causas e visões sociais. "Sociais" porque valorizam o "ser" (ser cidadão consciente, que sabe o que quer do mundo e da vida) e não o "ter".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-1224715217409153978?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/1224715217409153978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/01/episodios-de-uma-campanha-alegre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1224715217409153978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1224715217409153978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2011/01/episodios-de-uma-campanha-alegre.html' title='Episódios de uma Campanha Alegre'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TTA_Aai50eI/AAAAAAAAALg/HbJOh6mogC8/s72-c/Alegre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-1089088386447383734</id><published>2010-12-07T06:36:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T07:42:23.220-08:00</updated><title type='text'>Pobreza : Um exemplo de como a combater com simplicidade...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TP5TsuHc_pI/AAAAAAAAALE/YJU3WI8PYdw/s1600/Pobreza.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 179px; DISPLAY: block; HEIGHT: 165px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547963818725670546" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TP5TsuHc_pI/AAAAAAAAALE/YJU3WI8PYdw/s320/Pobreza.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começo a estar saturado de tantas campanhas (necessárias, reconheço), para garantir que se recolham géneros, se somam donativos, se vendem estandartes do "menino jesus" por 12 euros.&lt;br /&gt;Hoje vi, que um Restaurante em Maximinos, Braga, chamado a "Rampinha", aparecia, muito justamente, na RTP 1, dizendo que disponibilizava refeições, ao Almoço e Jantar, para quem não tinha meios.&lt;br /&gt;Li, no JN, julgo que, no sábado, que a cidade do Porto é o local onde existem mais apoios para os sem-abrigo que, de todo o País, para lá convergem. Eu mesmo, em 2007, fui voluntário, para tal, nessa Cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas queria dar um testemunho de algo mais "radical".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço um micro empresário de construção civil, com a sua actividade legalizada ( abriu actividade e paga as suas contribuições...) que, quando, em Lisboa (onde trabalha), algum surge a pedir esmola, ele faz-lhe um simples convite : "Vem almoçar comigo, depois, se quiseres trabalhar para ganhar dinheiro, eu pago X por dia, comprometes-te por uma semana e tu experimentas e continuas se quiseres".&lt;br /&gt;Esse jovem brasileiro, pois também chegou cá quase sem nada (mas hoje com actividade legal, repito), optou por algo que só o dignifica e a quem está excluído : associar a remuneração/apoio económico a um trabalho !&lt;br /&gt;Mas este micro-empreendedor disse-me outra coisa : falou-me de alguém a quem fez tal proposta e que, ao fim de alguns dias, desistiu porque, todos os fins de semana, está, muito "bem vestido" e "cheiroso", no Aeroporto de Lisboa, dizendo que perdeu a bagagem, o voo, e assim, ganha mais, pedindo o apoio a quem passa.&lt;br /&gt;Ou seja, este "excluído" tarda a ASSOCIAR O SALÁRIO A UM DESEMPENHO SOCIAL REMUNERADO. O SALÁRIO (MARX, AFINAL TINHA RAZÃO) É A RELAÇÃO ESTRUTURANTE DA SOCIEDADE ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha homenagem a este brasileiro/português "empreendedor" pobre, contudo cristão dos "quatro custados", pois filia estes actos nesta sua militância de Fé, que de si mesmo diz não "ser estudado" (ou seja, não tem a escolaridade da sua idade) e resiste (infelizmente, até hoje...) a processos para tal, mas tem uma perspectiva praticista do que é ser cristão. Mais do que qualquer Presidente do CNIS, UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS OU AFINS...&lt;br /&gt;Porque o conheço, estimo e valorizo, aguardo, ardentemente, que ele perceba que existe o RVCC ou o RVCC-PRO e, finalmente, perceba que "ser estudado" não é ir para a Escola, mas, simplesmente, conquistar o lugar a que tem direito, pelas suas competências pessoais e profissionais adquiridas ao longo da vida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por razões evidentes, embora me apetecesse, não digo o seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela ideia de oferecer trabalho a quem pede esmola é magnífica, simples, prática, sem custos, mormente, num ramo (obras, construção civil) onde, mesmo em termos informais, não existe muita gente que queira "vergar a mola" ! Mereceria abrir um TeleJornal, de cidadãos também eles com problemas, mas, por isso, de boas notícias, de atitudes positivas, pois se a "crise" existe, temos de ter imaginação para a combater...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava que, com todos os riscos, houvessem outros micro-empresários destes. Que não só "chorassem", mas AGISSEM.&lt;br /&gt;Combateríamos a Pobreza, de facto e com frutos imediatos, junto de quem é pobre. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-1089088386447383734?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/1089088386447383734/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/12/pobreza-um-exemplo-de-como-combater-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1089088386447383734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1089088386447383734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/12/pobreza-um-exemplo-de-como-combater-com.html' title='Pobreza : Um exemplo de como a combater com simplicidade...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TP5TsuHc_pI/AAAAAAAAALE/YJU3WI8PYdw/s72-c/Pobreza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-6876682469673056021</id><published>2010-11-24T01:30:00.000-08:00</published><updated>2010-11-24T02:03:01.808-08:00</updated><title type='text'>O que me poderia levar a fazer greve, hoje ...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TOzh9PCEZMI/AAAAAAAAAK8/G_PE_bjrxnI/s1600/greve.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 256px; DISPLAY: block; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543053683509716162" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TOzh9PCEZMI/AAAAAAAAAK8/G_PE_bjrxnI/s320/greve.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ponto de ordem 1: &lt;strong&gt;Não faço greve&lt;/strong&gt; simplesmente porque, como trabalhador &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;independente&lt;/span&gt;, mais &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;própria mente&lt;/span&gt; consultor, tal não me assiste; aliás, trabalho muitos sábados , domingos e feriados, quando me apetece e é &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-corrected"&gt;necessário&lt;/span&gt;, logo, dizer que faria Greve seria uma figura de retórica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto de orem 2 : Vivo, desde 1993, todas as situações que hoje são invocadas para fazer greve, como trabalho precário, recibos verdes verdadeiros, falsos recibos verdes, etc; sinto na pele, há muito, a dita &lt;strong&gt;"crise"&lt;/strong&gt; logo, &lt;strong&gt;sei, por experiência, a mesma é estrutural, do MODELO ECONÓMICO DO &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;NEO&lt;/span&gt;-CAPITALISMO LIBERAL , logo não é culpa específica deste governo, mas do dito MODELO, &lt;/strong&gt;logo, como a greve é &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;personificada&lt;/span&gt; neste Governo, não a faria nunca, pois o objectivo está enviesado; teria sido mais fácil estar num das manifestações anti NATO (essas sim, contra este MODELO de economia...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, algo me faria fazer Greve, se o motivo invocado fosse esse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A INCAPACIDADE DOS PARTIDOS DE ESQUERDA (PS, PCP, VERDES, BE), NO PARLAMENTO, &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-corrected"&gt;CONSTRUÍREM&lt;/span&gt; UMA PLATAFORMA PARLAMENTAR QUE TIVESSE &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;POSSIBILITADO&lt;/span&gt; UM OUTRO ORÇAMENTO, OUTRAS MEDIDAS DE POLÍTICA ECONÓMICA E SOCIAL, ENFIM, UM COMPROMISSO Á ESQUERDA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí a culpa não é só do Governo e do PS, é da restante Esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faria, com muito gosto, uma Greve contra isso, contra uma Esquerda parlamentar (ou "para lamentar") que torna IMPOSSÍVEL uma política diferente e vai entregar, de "mão beijada", o Poder á Direita do PSD...&lt;br /&gt;Por isso, faria ESSA greve e não ESTA.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-6876682469673056021?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/6876682469673056021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/11/o-que-me-poderia-levar-fazer-greve-hoje.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/6876682469673056021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/6876682469673056021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/11/o-que-me-poderia-levar-fazer-greve-hoje.html' title='O que me poderia levar a fazer greve, hoje ...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TOzh9PCEZMI/AAAAAAAAAK8/G_PE_bjrxnI/s72-c/greve.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-2092371008149063790</id><published>2010-11-17T01:51:00.000-08:00</published><updated>2010-11-17T02:02:26.068-08:00</updated><title type='text'>Um DESERTO de Acção Social, no Concelho do Marco</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TOOnly-_a0I/AAAAAAAAAK0/eDRi0dKbRB4/s1600/Desert.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540456234378816322" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TOOnly-_a0I/AAAAAAAAAK0/eDRi0dKbRB4/s320/Desert.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Associação ARANDUM, de Alpendurada, Marco de Canaveses, desenvolve uma campanha de apoio a uma jovem aluna do 12º ano, Sara Vieeira, com necessidades educativas especiais.&lt;br /&gt;Os colegas bloguistas do Marco (MarcoHoje, Marco2009 e marcoensecomonos reproduzem esse apelo).&lt;br /&gt;Ele leva-me ao desastrado (não digo, por enquanto, desastroso) trabalho do Gabinete de Acção Social da Câmara do Marco&lt;br /&gt;Para quem não sabe, foram criadas, quase há 10 anos, como competência das Câmaras, as Redes Sociais Locais, ou seja, um fórum INSTITUCIONAL onde, por força legal (a Câmara, as Juntas, o IEFP, a Segurança Social, a Saúde), ou por desejo próprio, instituições e mesmo, PESSOAS, ligadas á Acção Social, têm assento, precisamente para planear a acção municipal, rentabilizar e articular energias, recursos e ideias e, também, fazer intervir. Ou seja, um orgão de planeamento, mas, também de cordenação da acção, por isso mesmo presidido pela Câmara.&lt;br /&gt;Em nome de uma instiuição, fiz parte do Plenário da Rede Social do Marco de Canaveses, entre Novembro de 2007 e Março de 2010. E intervi, mesmo polémicamente. Pude, aí, observar o trabalho inconsequente, o exercício de poder pessoal, a autêntica "missa" (no sentido caricato do termo), que essas reuniões de plenário eram. Quando Manuel Moreira (MM) não ia, a Vereadora demonstrava a sua ignorância, medos e respondia, com evasivas e, por vezes, com erros, ás questões. As actas, embora sejam uma vergonha, porque omitem factos, conseguem, ainda, retratar tal funcionamento. No meu caso pessoal, que em Março/Abril de 2009 reportei no "MarcoHoje", ficou clara a profunda incompetência da estrutura do Gabinete e do Chefe de Departamento, assim como do Presidente, perante quem dominava a temática e a legislação, no caso o Contrato Local de Desenvolvimento Social, ao que MM respondeu como um arruaceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adiante...&lt;br /&gt;Se, no Marco, houvesse uma Rede Social a sério, o caso da Sara teria sido, articuladamente, analisado e, talvez RESOLVIDO, pela Câmara, Segurança Social e Saúde (que, por sinal, fazem parte do Núcleo Esxecutivo da dita Rede Social-mais um "altar" onde MM diz as suas "missas"- decerto com o apoio do "braço" que seria o Gabinete de Acção Social). Mas porque as estruturas onde a Câmara tem liderança, no Marco, são instâncias de um serôdio culto do centralismo e do clientelismo, está tudo dito.&lt;br /&gt;Como cidadão, "aponto o dedo" ao Núcleo Executivo da Rede Social, no caso da Sara. E ao dito Gabinete ("his master voice"), que, se fizesse articulação entre os agentes sociais, conseguiriam aquilo que se lhe pede : ninguem diz que a Câmara tem de substituir a Saúde ou Segurança Social, mas que, precisamente, deve chamar esses parceiros e articular os seus recursos - tem autoridade para tal - no sentido de resolver o problema.&lt;br /&gt;Mas, com dizem os brasileiros, "cada macaco no seu galho".&lt;br /&gt;Existe uma pofissão que se chama Assistente Social, que tem competências científicas, técnicas e instrumentais para saber como isso se faz, mormente essa mediação. E ao que sei, MM não tem nenhum Assistente Social no "seu" Gabinete de Acção Social.&lt;br /&gt;[Não esto a reclamar emprgo para ninguém : á única Assistente Social que tnho na família está, há muito, empregada, mas conheço alguns jovens marcoenses licenciados nesse curso á procura de trabalho...]&lt;br /&gt;Assim, á incompetência política junta-se a falta de competências técnicas.&lt;br /&gt;Admiro as campanhas de benevolência e solidariedade pessoal; são necessárias, porque resposta da sociedade civil; é a Cidadania em acção, no concreto. Mas isso não substitui nem faz esquecer a omissão de quem se devia articular para resolver. Ou a chocante incompetência de Presidentes de Câmara, de Vereadores,de Chefes de Departamento, de Gabinetes (enfim, estrutura do Poder Local) que têm a competências (as tais de articular recursos...) que não exercem.&lt;br /&gt;E quando estão pessoas em jogo, é, no mínimo, um crime moral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-2092371008149063790?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/2092371008149063790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/11/um-deserto-de-accao-social-no-concelho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2092371008149063790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2092371008149063790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/11/um-deserto-de-accao-social-no-concelho.html' title='Um DESERTO de Acção Social, no Concelho do Marco'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TOOnly-_a0I/AAAAAAAAAK0/eDRi0dKbRB4/s72-c/Desert.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-4827030225530649396</id><published>2010-11-11T06:12:00.000-08:00</published><updated>2010-11-11T07:20:29.569-08:00</updated><title type='text'>Homenagem á minha Mãe</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TNwIwAFNiMI/AAAAAAAAAKs/HB_ZdveyvCo/s1600/Senhora%2Bde%2BLourdes.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538311262507468994" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TNwIwAFNiMI/AAAAAAAAAKs/HB_ZdveyvCo/s320/Senhora%2Bde%2BLourdes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Faz amanhã, dia 12 de Novembro, um ano que faleceu a minha Mãe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há pouco menos de um ano, neste meu &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;blogue&lt;/span&gt;, fiz-lhe a homenagem que achei justa, aquando do seu aniversário natalício, que ela não viveu (27 de Novembro).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje, recordo a minha viagem, do Marco para Évora, no seu último dia de vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O meu modo de encarar a minha fé (e &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;convicção&lt;/span&gt;) na vida eterna nunca me fez ter aquela tensão de querer ver as pessoas que amo, antes da sua morte. Assim foi com o meu Pai, assim foi com a minha Mãe, assim, espero, que outros o façam comigo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recordo a minha viagem de "Expresso", nesse dia do ano passado, do Porto para Évora, quando, cerca das 16h 30m, o meu irmão mais velho me ligou e eu perguntei-lhe "A nossa idosa, como está ?" e ele disse, "Já não está...". E do telefonema do meu irmão &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Quim&lt;/span&gt;, a dar-me a mesma notícia e a referir que eu não tinha de me fazer forte. Uma vez mais, não verti uma lágrima...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mudei de &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-corrected"&gt;autocarro&lt;/span&gt; em Fátima e tinha 35 m de espera.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lembrei-me , nessa altura, do Hotel, onde em 1996, eu e a Helena tivemos o prazer de ser os últimos a &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;proporcionar&lt;/span&gt; uma viagem e estadia, num local de referência, aos meus Pais (eles casara, em 1952, em Fátima). Devemos ter batido o "&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;record&lt;/span&gt;" do Mundo de baixa velocidade, pois ambos tiveram dificuldade para fazer (com eles) os 300 m do Santuário ao Hotel (e tivemos de pedir um Táxi...) e levámos 1h 30m.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lembro a sua alegria, nos almoços e &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;jantares&lt;/span&gt; no Hotel, para os quais, á "moda antiga", se vestiam com outras roupas e desciam , do quarto á sala de refeições e tinham um comportamento cerimonial (como era da "norma") e afável e educativo, como era próprio de Pais. Orgulho-me de os ter feito passar esses momentos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas no dia do seu falecimento, nesse intervalo técnico entre "Expressos", teria tido o tempo de ir ao Santuário de Fátima e rezar por ela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não fui. Fui ao tal Hotel Verbo Divino, último das tais suas noites fora de Casa, pedi, no Bar, uma taça de espumante das Caves &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;Ailança&lt;/span&gt; (bebida &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;familar&lt;/span&gt; da minha Mãe), verti gotas no chão (á maneira latina, que expliquei ao funcionário e o emocionou e, logo, não me cobrou essa bebida) e parti para o seu funeral.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje, confesso, não me tenho preocupado em saber se vai haver uma Missa por "alma" de minha Mãe. Confesso a minha falta de &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;geito&lt;/span&gt; para esse culto dos nossos antepassados (não gosto de "mortos"), nem dos termos &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;circunstanciais&lt;/span&gt; da "eterna saudade". Talvez porque não a tenho, nem possuo essa visão. A essência do Ser dos meus Pais repousa no seio D'aquele em que eles acreditavam e, por tal, que pode avaliar o seu desempenho neste Mundo. E os tem, decerto, na sua graça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Da minha Mãe, recordo a Senhora que me lia histórias, que fazia "milagres" de economia doméstica, que, contudo, não deixava de gostar das coisas "sofisticadas" que a sua condição de menina de "boas famílias"a haviam habituado. E que o meu Pai se esforçava por lhe garantir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Há meses, do espólio documental da minha Mãe, o meu irmão mais velho mostrou-me uma fotografia, de quando ela tinha 17 anos, dedicada ao seu namorado, o meu Pai, onde, no verso, lhe pedia desculpa pelos "sofrimentos" que lhe causava pelas suas dúvidas, hesitações e limitações no espaço e tempo para namorarem(pois estávamos na década de 40 do &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;secúlo&lt;/span&gt; XX); casaram , só, 12 anos depois...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Gosto destes "resistentes" de sentimentos e &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;convições&lt;/span&gt; de vida. E que pagaram toda a sua vida por isso. Que nem sequer se inibiram de me apoiar em coisas (políticas) que nem gostariam.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A propósito. esta semana a minha irmã, em cuja casa eu durmo em Évora, nesta minha vida &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;profissional&lt;/span&gt;, deu-me uma colecção dos recortes de jornais que a minha Mãe (e, certamente, na sua vida, pelo meu Pai), juntou das minhas campanha políticas, desde 1993. Cá para dentro, emocionei-me, pois eram causa em que ela, decerto, não acreditava, mas fazia-o por mim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, a minha Mãe, que se chamava Maria de &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Lourdes&lt;/span&gt; (com "o" e "u", como ela dizia), é, para mim, uma "Nossa Senhora de &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;Lourdes&lt;/span&gt;", protectora e afectuosa, mas, também, tolerante das atitudes que não aprovava, de cujas ditas aparições ela é &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;contemporânea&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Digo isto sem "eterna saudade", e sem esperar encontrar quem quer que seja, na "outra vida"( na qual creio, mas que não me compete avaliar se a mereço), mas porque sei que ganhou o direito á eternidade, apesar do seu "mau feitio"....&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-4827030225530649396?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/4827030225530649396/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/11/homenagem-minha-mae.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/4827030225530649396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/4827030225530649396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/11/homenagem-minha-mae.html' title='Homenagem á minha Mãe'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TNwIwAFNiMI/AAAAAAAAAKs/HB_ZdveyvCo/s72-c/Senhora%2Bde%2BLourdes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-4713549977618975439</id><published>2010-10-15T08:33:00.000-07:00</published><updated>2010-10-15T09:26:13.857-07:00</updated><title type='text'>Sobre o descrédito do sistema de formação profissional(I)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TLh_A3u12zI/AAAAAAAAAKk/2c4ePJjYBl4/s1600/forma%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 233px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5528308195534428978" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TLh_A3u12zI/AAAAAAAAAKk/2c4ePJjYBl4/s320/forma%C3%A7%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Conheço o mundo da formação &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;profissional&lt;/span&gt; desde 1988, &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;quando&lt;/span&gt;, logo nos alvores, a "formação", nascendo "torta", serviu para encher os bolsos de muitas empresas, pois, nessa altura, pouco ou nada se exigia a quem se propunha organizar formação, sendo, até, muitas vezes os próprios Centros de Emprego a "mendigar" para conseguir promotores. Repito, isto em 1988.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois, veio a &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;regulamentação&lt;/span&gt; disciplinadora: a certificação dos formadores, a acreditação das entidades formadoras, etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em 1999, segundo o extinto &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;IQF&lt;/span&gt;, existiam mais de 900 entidades &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-corrected"&gt;formadoras&lt;/span&gt; acreditadas, só 35 vezes mais do que aquelas que, em 1988, organizavam formação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Rapidamente&lt;/span&gt; a formação se &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;constitui&lt;/span&gt; como "remédio" para tudo : para o insucesso escolar, para o desemprego, até para viabilizar gabinetes de contabilidade...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sugiram alguns "cromos" que ainda hoje se mantêm e definem o sector :&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- O eterno"formando" , que procura cursos como quem procura emprego, aliás, olha cada curso como um emprego, não se detendo na utilidade do mesmo, mas, antes, querendo, &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-corrected"&gt;somente&lt;/span&gt;, saber o valor da bolsa de formação; conheci, recentemente, um cidadão com 48 anos que NUNCA trabalhou na vida, pois sempre tem andado em "cursos";&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- A entidade formadora "oportunista", que, mesmo tendo sede num "vão de escada", organiza formação em todo o País. Fabricou várias "chapas 5", ou seja, textos de fundamentação de necessidade do curso x no local y, que, contudo, são iguais para Viseu, Porto, Freixo de Espada á Cinta, &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Arrentela&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;Amareleja&lt;/span&gt;, etc. E consegue o financiamento do &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;FSE&lt;/span&gt; !&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- As siglas que, tal como num" pronto a vestir", anunciam cursos pé-formatados pelas tutelas, onde tudo está já concebido, desde os módulos, conteúdos e onde é só aplicar, sem qualquer laivo de criatividade. Siglas como &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;EFA&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;CEF&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;CET&lt;/span&gt;, etc, para quem anda neste (&lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;sub&lt;/span&gt;) mundo da formação, quer dizer isso mesmo : um "pronto a vestir" de qualificação e habilitação, que pouco acrescenta aos conhecidos vícios do ensino básico e secundário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na minha modesta opinião, a falência do sistema de formação está, antes de mais, nessa "caderneta de cromos".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De facto, o tendencialmente "eterno formando" procura curso atrás de curso e, assim, alimenta as entidades formadoras que, numa lógica &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;facilitista&lt;/span&gt;, lhe fornecem os produtos "pré-formatados", pois até lhes permitem aceder ao 9º, ao 12º ano; acontece, &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-corrected"&gt;contudo&lt;/span&gt;, que, tal como nas velhas &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-corrected"&gt;cadernetas&lt;/span&gt; dos "cromos da bola", há os &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-corrected"&gt;difíceis&lt;/span&gt; e os fáceis, ou seja, aqueles que conduzem o processo pedagógico com rigor e aqueles que o fazem de modo &lt;span style="BACKGROUND-COLOR: #ffff00"&gt;obscenamente fácil&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas a "encadernação" da caderneta explica o drama actual do mundo da formação. Como referi, as entidades formadoras cresceram em progressão geométrica, como cogumelos e nenhuma tutela consegue refrear tal fenómeno, por mais apertado que seja o crivo da &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-corrected"&gt;acreditação&lt;/span&gt; de entidades. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A agravar, as entidades formadoras não se &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;especializaram&lt;/span&gt;, ou seja, continuam todas a "vender" o mesmo , os tais &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;EFA&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;CEF&lt;/span&gt; e outros. É ridículo ver as centenas de cursos das áreas de apoio social e à comunidade, ou outras, que continuam ser feitos :&lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;Geriatria&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;TASPC&lt;/span&gt; ou &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;TICs&lt;/span&gt; variadas, &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-corrected"&gt;cabeleireiros e&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-corrected"&gt;esteticista&lt;/span&gt; (qualquer dia temos um "&lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-error"&gt;personal&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error"&gt;hair&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error"&gt;stilist&lt;/span&gt;" para cada &lt;span id="SPELLING_ERROR_32" class="blsp-spelling-corrected"&gt;português&lt;/span&gt;)...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por outro lado, a escola pública, hoje, coloca no mercado, também, esses produtos de "pronto a vestir" formativo, com evidente vantagem sobre as outras entidades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É evidente que, há muito, a oferta é superior á procura e um certo "&lt;span id="SPELLING_ERROR_33" class="blsp-spelling-error"&gt;darwinismo&lt;/span&gt; social" está a acontecer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que resta então :&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ás entidade formadoras, reflectirem, reconverterem-se, &lt;span id="SPELLING_ERROR_34" class="blsp-spelling-error"&gt;especializarem&lt;/span&gt;-se em áreas específicas de formação e, sobretudo, conceberem produtos próprios (acabem com o "pronto a vestir"...), baseando-os em diagnósticos sérios .&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sei que é difícil (trabalhei e estive ligado a várias), mas sempre tal defendi &lt;span id="SPELLING_ERROR_35" class="blsp-spelling-corrected"&gt;cheguei&lt;/span&gt; a tentar lançar estas dinâmicas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por isso, sei do que falo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas voltarei ao tema.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-4713549977618975439?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/4713549977618975439/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/10/sobre-o-descredito-do-sistema-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/4713549977618975439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/4713549977618975439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/10/sobre-o-descredito-do-sistema-de.html' title='Sobre o descrédito do sistema de formação profissional(I)'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TLh_A3u12zI/AAAAAAAAAKk/2c4ePJjYBl4/s72-c/forma%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-4198322957858048150</id><published>2010-09-29T09:32:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T10:22:45.589-07:00</updated><title type='text'>Por causa do aniversário de um Biblioteca</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TKNz-QtG_AI/AAAAAAAAAKc/ft87Do9RwO8/s1600/Irene+Lisboa.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 180px; DISPLAY: block; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522385081559612418" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TKNz-QtG_AI/AAAAAAAAAKc/ft87Do9RwO8/s320/Irene+Lisboa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorreu, na passada 5ª feira, o 21º aniversário da inauguração da Biblioteca Municipal Irene Lisboa, em Arruda dos Vinhos, em 1989.&lt;br /&gt;Recordo, com saudade, a epopeia que foi criar esse equipamento cultural, contra o cepticismo (e ironia...) dos poderes dominantes, Câmara incluída e dos bem pensantes locais, que só conheciam o caminho para Lisboa e, como tal, actividades culturais perto de casa eram desprezíveis.&lt;br /&gt;Bom, quase sem se aperceber, a Câmara local celebrou um contrato programa com a tutela governamental (isto em 1987) e, aí, tinha que avançar...; foi preciso formar pessoal, comprar livros, mobiliário, etc.&lt;br /&gt;Depois, arranjar um espaço : o menos nobre, por sinal, o sótão do edifício da Câmara, que, embora tendo 200 m2, não o deixava de ser.&lt;br /&gt;Depois, eu defendia que a Biblioteca devia estar aberta à noite e aos sábados, mas o "sacro-santo" horário da função pública obrigava a horas extraordinárias. Na época eu nem era Vereador dessa Câmara, mas um simples colaborador. Logo apareceram 3 jovens que, voluntariamente, garantiam a abertura da Biblioteca, nesse horário, sob minha responsabilidade, para haver alguma legitimidade.&lt;br /&gt;A afluência, no primeiro mês (Outubro de 1989) foi espantosa : num população de 12 mil habitantes , cerca de 260 leitores (sobretudo crianças e jovens) por semana. E havia os reformados, que, pela manhã, eram clientes certos dos jornais diários.&lt;br /&gt;Alguns anos depois, em 1993, como Vereador, tive a tutela da Biblioteca e iniciou-se o projecto de lhe dar outras instalações, num velho palácio a recuperar.&lt;br /&gt;Já não foi, do meu tempo, a inauguração dos espaço definitivo.&lt;br /&gt;Mas vendo a Biblioteca de Marco de Canavezes, onde actualmente vivo, com o simples horário de função pública e perfeitamente ignorada pela população, com um espólio ridículo, vejo uma realidade deprimente (e trabalhar no sábado e fora do "nine to five" faz parte, há muito, do horário normal de carreiras como as ligadas a bibliotecas, museus e postos de turismo, limpeza urbana, sem prejuízo do respeito pelos limites do horário semanal e do direito ao descanso semanal).&lt;br /&gt;Enfim, diferenças...&lt;br /&gt;Enfim, o falir da política do "local porreirismo", da mediocridade e incompetência feita poder (e oposição), num executivo sem qualquer futuro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-4198322957858048150?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/4198322957858048150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/09/por-causa-do-aniversario-de-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/4198322957858048150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/4198322957858048150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/09/por-causa-do-aniversario-de-um.html' title='Por causa do aniversário de um Biblioteca'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TKNz-QtG_AI/AAAAAAAAAKc/ft87Do9RwO8/s72-c/Irene+Lisboa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-7580104425150033812</id><published>2010-09-21T07:31:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T09:03:17.958-07:00</updated><title type='text'>Porque um planeamento estratégico concelhio é possível...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TJjV0nCtmpI/AAAAAAAAAKU/f17QLrnZkvY/s1600/desenvolvimento.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 253px; DISPLAY: block; HEIGHT: 199px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519396443152816786" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TJjV0nCtmpI/AAAAAAAAAKU/f17QLrnZkvY/s320/desenvolvimento.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Não quero correr o risco de ser narcisista e chamar a atenção para contributos que dei, noutros locais onde vivi e exerci a cidadania possível. Contudo, os vários sítios onde habitei e trabalhei ensinaram-me a que tenho, constantemente, de dar testemunho sobre como coisas que, aparentemente, são "complicadas" (e já falei do fecho de escolas ou dos subsídios a Colectividades), conseguem ter resolução fácil e barata. Desde que a cidadania seja activada e activa. E isso, "é dos livros", tarefa, também, do Poder Local. Isto para combater as ternas desculpas dos "custos", do "desinteresse" das pessoas, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo, hoje, uma vez mais, do meu mandato com Vereador, repito, da oposiçã, numa Câmara PS, eleito nas listas da CDU, em Arruda dos Vinhos, entre 1993 e 1997. Porque quero demonstrar, precisamente, que há coisas (e causas) possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo de uma iniciativa de 1997, já no fim do mandato, quando já sabia que, por opção pessoal e profissional, não me iria recandidatar (tinha outros apelos, mormente em Beja, onde o ser docente no Ensino Superior e ser consultor de algumas organizações me chamavam).&lt;br /&gt;Essa iniciativa foi, em Arruda dos Vinhos, as "1ª Jornadas de Desenvolvimento do Concelho".&lt;br /&gt;Vamos por partes. Tudo começou, numa reunião de Câmara, em Fevereiro de 1995. Como Vereador, propus que baixasse à Assembleia Municipal a constituição de um Grupo Consultivo (já tinha proposto o das Colectividades), mas, agora, para os "assuntos económicos"; a proposta era concreta : esse grupo seria constituído por um eleito municipal de cada partido, por um elemento do executivo (fui eu, como proponente) e por representantes das corporações económicas com implantação local (associação comercial, organizações do sector da agricultura), assim como do sector sócio-educativo e associativo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A função do "Grupo Consultivo para os Assuntos Económicos" era simples : dar pareceres ou sugerir actuações, junto dos órgãos municipais, visando o desenvolvimento do Concelho.&lt;br /&gt;Esse grupo reunia uma vez por mês.&lt;br /&gt;Desde logo, delineou uma tarefa, que coincidia com o fim do mandato : organizar um Fórum intitulado "Jornadas de Desenvolvimento do Concelho", com o objectivo de reunir os agentes económicos locais e com eles discutir as grandes linhas económicas e sociais para o futuro, ou seja, para o quadriénio seguinte.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quase 13 anos depois, recordo o profundo envolvimento de todos, partidos políticos, em algo que viram como estruturante para a sua própria prática futura.&lt;br /&gt;Essas "Jornadas" foram ridiculamente baratas. Já lá irei.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas foram pedagogicamente organizadas. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, foi feita uma caracterização económica e social do Concelho e diagnosticadas as sua fraquezas e potencialidades (hoje chamar-lhe-íamos análise SWOT). Foi feita por mim, enquanto Vereador e com um consultor que (pasme-se !) teve uma avença mensal, durante 2 meses, de 50 contos (150 euros)...; logo, não se pagou nenhuma fortuna a Universidades ou a doutos economistas... &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em segundo, definiu-se a estrutura dessas "Jornadas" : 2 dias de reflexão (sábado e domingo), com painéis/debate sobre temas centrais e sectoriais, e grupos de trabalho por actividades económicas; de preferência, animados, não por "académicos", mas por gente do terreno, ou seja, outros agente portadores de experiências ilustrativas. Os temas dos painéis e grupos de trabalho seriam, precisamente, a agricultura, a indústri, comércio e serviços, educação e formação, acção social/cultural/desportiva.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em terceiro, criou-se uma forma de envolver o tecido económico local, na preparação.Com coisas simples. Dou um exemplo : para cada tema central/sectorial, convidou-se um organismo e, no caso da agricultura, foram a CAP e a CNA. Ora, 3 meses antes juntaram-se, à mesa, para jantar, os representantes dessas confederações, o grupo consultivo e representantes locais das organizações de agricultores do Concelho. Definiu-se o que era importante abordar e, logo, cada um ficou encarregado de mobilizar os seus. Isto aconteceu com o comércio, com a indústria, com a educação, com a solidariedade social, com a hotelaria e outros serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado o momento das Jornadas (recordo, eram 2 dias, num Concelho com 12 mil habitantes em 4 freguesias), as mesmas abriram com 650 inscritos e cerca de 700 presenças (convidados, etc).&lt;br /&gt;Na conclusão, sairam propostas orientadoras muito concretas, compromissos entre eleitos e agentes económicos (recordo que foi aí que se consensualizou e "amenizou", por exemplo, a questão da vida de grandes superfícies).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço que, no mandato seguinte, onde o PSD ganha a Câmara e a CDU "vende a alma ao diabo", só para ter um Vereador a tempo inteiro (curiosamente perdido 4 anos após), esta pedagogia se perdeu, por força dessas mudanças no executivo municipal. Contudo, durante anos as conclusões dessas "Jornadas" foram invocadas, como compromisso público que eram, para que determinadas decisões se tomassem, ou não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta iniciativa custou quanto à Câmara ?&lt;br /&gt;Porque se envolveram os agentes locais, os tais jantares de preparação, acima ditos, foram oferta dos restaurantes onde ocorreram; os materiais de divulgação e os consumíveis de escritório, foram oferta das papelarias ou gráficas com presença no Concelho; o local do Fórum foi o Salão dos Bombeiros Voluntários, disponibilizado gratuitamente; o "catering" das 3 refeições dos inscritos (os tais cerca de 600) foi contratado (e pago, simbolicamente) à Misericóridia e ao Externato Local, num total de 150 contos (750 euros).&lt;br /&gt;Logo, fizeram-se omeletas quase sem ovos, mas, sobretudo, com os "ovos" essenciais : a participação e o envolvimento das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito: os resultados eleitorais e a atitude dos autarcas eleitos depois, olvidaram, um pouco, esta dinâmica. Mas fica o exemplo. Nessa altura, não se falava ainda da "Agenda 21" ou de outras metodologias cidadãs agora conhecidas.&lt;br /&gt;Mas valeu a pena e, ainda hoje, quando visito Arruda dos Vinhos (onde residem os meus filhos), existe sempre quem se lembre das ditas "Jornadas".&lt;br /&gt;Ou seja, a cidadania é (sempre) possível e dá frutos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-7580104425150033812?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/7580104425150033812/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/09/porque-um-planeamento-estrategico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/7580104425150033812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/7580104425150033812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/09/porque-um-planeamento-estrategico.html' title='Porque um planeamento estratégico concelhio é possível...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TJjV0nCtmpI/AAAAAAAAAKU/f17QLrnZkvY/s72-c/desenvolvimento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-5099649822946664926</id><published>2010-09-15T09:11:00.000-07:00</published><updated>2010-09-15T09:28:45.377-07:00</updated><title type='text'>CONTRIBUTOS PARA UM APOIO TRANSPARENTE AO MOVIMENTO ASSOCIATIVO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TJDzQVSc4bI/AAAAAAAAAKI/8JO3jgfMXLc/s1600/Associativismo.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 232px; DISPLAY: block; HEIGHT: 254px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517177005446848946" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TJDzQVSc4bI/AAAAAAAAAKI/8JO3jgfMXLc/s320/Associativismo.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta reflexão é suscitada num contexto onde surge alguma discussão, sobretudo em blogs do Marco, sobre a (in)existência de um quadro normativo de apoio ao movimento associativo, no Concelho do Marco. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de passar ao conteúdo, gostaria de salientar que este “alinhavar” de ideias é fruto da minha experiência, vivida entre 1993 e 1997, como Vereador, com responsabilidades no pelouro do Movimento Associativo, na Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos, então eleito pela CDU; a título de curiosidade, era da oposição (a Câmara era PS), o que não me inibiu de reivindicar (e ter) pelouros e usar o tempo, que a lei me dava, para assumir responsabilidades e cumprir as tarefas que a eles estavam anexas ( tinha a Cultura, Desporto, Juventude, Associativismo e Fundos Comunitários); de igual modo, esta reflexão deriva da minha experiência como dirigente associativo, de 1977 a 1997, que marcou a minha formação cívica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distribuição casuística e arbitrária de apoios é de todo reprovável. Enquanto Autarca em Arruda dos Vinhos, logo em 1993, uma das minhas primeiras acções foi sugerir ao Executivo que, em sede de Assembleia Municipal, se constituísse um “Grupo Consultivo Inter-Colectividades”, com o objectivo lato de aconselhar a gestão camarária, na área do associativismo. Esse grupo tinha representantes da Assembleia Municipal (um por partido ), um representante dos Presidentes de Junta e dois representantes das Colectividades de cada freguesia (um da área cultural e outro da desportiva), eleitos em plenário de colectividades, promovido por cada Assembleia de Freguesia. Era presidido pelo Vereador do Pelouro.&lt;br /&gt;A primeira “obra” desse Grupo Consultivo foi elaborar e apresentar, à Câmara, um “Plano de desenvolvimento desportivo e cultural 1993/1997”, previamente discutido no Encontro Anual de Colectividades de 1993. De facto, este “encontro anual” passou, nos anos seguintes, a ser, institucionalmente, um “fórum” de discussão, uma vez por ano, dos problemas do movimento associativo. Em vez de se fazer mais uma festa, com “comes e bebes”, folclore, conferências eruditas, celebrava-se, anualmente, a força do associativismo, precisamente, organizando um dia de reflexão (e de decisões) dos dirigentes associativos e autarcas.&lt;br /&gt;Esse “Plano” fixava as grandes opões estratégicas. Em linguagem simples, defendia (e justificava) porque seria prioritário apostar e incentivar (exemplificando), na educação física em todos os grupos etários,n os desportos com tradição local (ténis de mesa),n as camadas jovens em todas as modalidades, na animação na biblioteca, no revitalizar da etnografia, enfim, em ser um “fruidor” e não um consumidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, vinha a parte difícil: os subsídios. O tal Grupo Consultivo criou e propôs à Câmara um Quadro Normativo muito simples, mas eficaz : antes de mais, cada Colectividade, tinha de apresentar, na sua Assembleia de Freguesia, para parecer não vinculativo da mesma, o seu Plano Anual de Actividades, para o ano seguinte. Emitido esse parecer, o Plano de Actividades subia à Câmara. Deve ser dito que foi concebido, no Grupo Consultivo, um Formulário próprio, que ajudava a “escrever” o Plano, algo exaustivo, onde cada Colectividade indicava as actividades correntes e as iniciativas que pretendia organizar, o número previsível de atletas, praticante ou utentes que esperava, por exemplo.&lt;br /&gt;Chegado à Câmara, o “Plano” de cada Colectividade era submetido a uma” grelha” quantitativa que atribuía “pontos” a todos as actividades e iniciativas, de acordo com critérios quantificáveis como o número de praticantes, utentes ou pessoas envolvidas, mas com majorações sempre que essas actividades eram relevantes para os objectivos do tal “macro” Plano de Desenvolvimento Desportivo e Cultural para 1993/1997 (no fundo, para o mandato). O curioso é que essa grelha era pré-estabelecida e pública e o resultado da análise da sua aplicação “baixava” ao Grupo Consultivo, que podia sugerir alterações e, finalmente, dava parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminada esta fase, a atribuição do subsídio anual, feita em Janeiro, a cada Colectividade era simples de fazer : somava-se a pontuação obtida por todas as Colectividades, a partir do Formulário de cada uma e obtinha-se um total de pontos. Esse total de pontos era dividido pelo valor constante no Orçamento da Câmara, nesse ano para o apoio corrente financeiro ao associativismo e, claro está, a cada ponto passou a corresponder X escudos. Ficava fácil cada Colectividade (e a população em geral) saber porque é que um recebia x e o outro y.&lt;br /&gt;Claro está, no fim do ano faziam-se os” acertos” : vamos supor que não se fez uma determinada actividade ou que o número de atletas foi superior ou inferir ao previsto no plano anual de certas Colectividades. Automaticamente, havia um débito ou crédito de pontos, a ter em conta na contabilidade do ano seguinte.&lt;br /&gt;Isto era o subsídio anual corrente. Claro, havia ainda a possibilidade da figura de contrato programa, para investimentos mais vultuosos, mormente equipamentos, obedecendo a outro Quadro Normativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas realçaria a ideia base com que, há 17 anos, se teve o “atrevimento” de tentar ter critérios objectivos, quantificáveis e explicáveis, na difícil “arte” de subsidiar o associativismo : o envolver, em todas as fases da decisão, dos dirigentes associativo e dos autarcas, mas com regras objectivas.&lt;br /&gt;Deixo esta experiência, simples mas cidadã e “republicana”, à apreciação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-5099649822946664926?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/5099649822946664926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/09/contributos-para-um-apoio-transparente.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/5099649822946664926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/5099649822946664926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/09/contributos-para-um-apoio-transparente.html' title='CONTRIBUTOS PARA UM APOIO TRANSPARENTE AO MOVIMENTO ASSOCIATIVO'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TJDzQVSc4bI/AAAAAAAAAKI/8JO3jgfMXLc/s72-c/Associativismo.gif' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-1787224556910983791</id><published>2010-08-16T09:49:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T10:41:06.504-07:00</updated><title type='text'>O QUE FAZER PARA QUE NÃO SE FECHEM AS ESCOLAS (2)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TGl3yNy1ouI/AAAAAAAAAJ4/1NJvodV3qm8/s1600/cidadania.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; DISPLAY: block; HEIGHT: 79px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506063724017197794" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TGl3yNy1ouI/AAAAAAAAAJ4/1NJvodV3qm8/s320/cidadania.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1992, aquando da minha permanência nos Açores, ao serviço da instituição que, lá, corresponde à Acção Social da Segurança Social, fui coordenador de um projecto que tinha, como parceiro, uma entidade com sede em Caen, em França (Normandia).&lt;br /&gt;Numa deslocação a essa zona, tive oportunidade de conhecer a experiência de uma aldeia "ressuscitada", cujo nome não recordo, mas que ficava perto de St. Marie de L'Eglise (esta, sim, eternizada pelo episódio da chegada dos paraquedistas americanos, no "Dia D").&lt;br /&gt;A história conta-se rapidamente.&lt;br /&gt;A aldeia estava a desertificar-se. Fechou a Escola, fechou a Farmácia, fechou a padaria, o café/restaurante, fechou o posto dos correios, o balcão bancário, tudo por falta de gente que justificasse a existência desses serviços.&lt;br /&gt;O presidente da instituição que, aqui, seria semelhante à Junta de Freguesia, estava preocupado, mas passou à acção, correndo, claro está, riscos.&lt;br /&gt;Reuniu com a população, apresentou o seu plano, que, de imediato, passava pela constituição de uma espécie de cooperativa, constituída pelas forças vivas e seus habitantes que, de imediato, adquiriu ou arrendou (não me recordo) a padaria, o café/restaurante e a farmácia (que, recordo, haviam fechado). Depois, colocou anúncios na imprensa nacional e regional, onde se cedia a exploração desses três equipamentos, gratuitamente (sem custos de arrendamento), durante 5 anos, a quem estivesse habilitado para tal, desde que quem com eles ficasse se mudasse, com a família, para a aldeia e tivesse, no mínimo, 2 filhos em idade escolar .&lt;br /&gt;Vieram 3 famílias, 2 do Sul de França e outra da região de Paris. No conjunto, 9 crianças...&lt;br /&gt;Ora, com 9 crianças mais as que ainda estavam na aldeia, a escola podia reabrir; mas aqui a cooperativa local também se movimentou : disponibilizava casa gratuita ao docente que lá fosse colocado, desde deslocasse a família e, no mínimo, tivesse um agregado de 5 pessoas.&lt;br /&gt;Ora, com quase 20 novos habitantes, 4 novas famílias, mais movimento económico, o balcão bancário foi reactivado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, &lt;strong&gt;funcionou a população organizada, num movimento cidadão para, juntos, resolverem o problema, animados pelo seu Autarca e assumindo responsabilidades cidadãs.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só mais um exemplo, suscitado pelas 701 escolas cujo fecho se anunciou, tentando trazer para a discussão um conceito de contestação construtiva, onde se constroem ideias colectivas, de raiz local, para resolver as questões.&lt;br /&gt;Dei, muitas vezes, quando fui docente na licenciatura em Serviço Social, este exemplo aos meus alunos, para ilustrar a força da cidadania.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-1787224556910983791?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/1787224556910983791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/08/o-que-fazer-para-que-nao-se-fechem-as.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1787224556910983791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1787224556910983791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/08/o-que-fazer-para-que-nao-se-fechem-as.html' title='O QUE FAZER PARA QUE NÃO SE FECHEM AS ESCOLAS (2)'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TGl3yNy1ouI/AAAAAAAAAJ4/1NJvodV3qm8/s72-c/cidadania.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-9102046716863189592</id><published>2010-07-25T03:49:00.000-07:00</published><updated>2010-07-25T04:24:19.887-07:00</updated><title type='text'>O que fazer para que não se fechem Escolas...(1)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TEwetvlrZFI/AAAAAAAAAJw/RLY71jzpBuM/s1600/Gloria.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 120px; height: 126px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TEwetvlrZFI/AAAAAAAAAJw/RLY71jzpBuM/s320/Gloria.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5497803016329978962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Está na ordem do dia o fecho de 501 escolas do 1º ciclo.&lt;br /&gt;Existem Pais preocupados e revoltados, Autarcas indignados, um Ministério que se desfaz em justificações.&lt;br /&gt;Como homem de esquerda, vejo na contestação uma forma positiva de participação cidadã.&lt;br /&gt;Contudo, existem outras formas, complementares, para, talvez, resolver,localmente, essa questão, só que envolve um outro tipo de participação :organizar-se para, não só contestar, mas resolver o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou partilhar convosco uma experiência, recente e em curso, retratada por uma Educadora de Infância, num trabalho de Mestrado.&lt;br /&gt;A Freguesia da Glória, Concelho de Estremoz, no Alentejo Central, é dispersa e com poucos habitantes, logo, condenada a ter uma Escola (jardim de infância, ATL e primeiro ciclo) fechada.&lt;br /&gt;Contudo, os habitantes mobilizaram-se, não só para contestar, &lt;strong&gt;mas para serem eles a responder ao problema, localmente.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A Associação de Pais chamou a si, há 2 anos, a recuperação do edifício da Escola, reabilitando-o e dotando-o, inclusive, com acessos e equipamentos para crianças com necessidades educativas especiais , a sua manutenção, a aquisição de equipamentos pedagógico, a montagem de uma cozinha e refeitório, etc.&lt;br /&gt;Envolvida, profundamente, a Junta de Freguesia foi e é entusiasta colaborante, deste movimento da sociedade civil.&lt;br /&gt;Mas como conseguiram dinheiro para tal ? Recorrendo a donativos dos habitantes, mormente dos naturais da Glória que ainda integram a "Diáspora" Alentejana na Grande Lisboa, ou dos muitos (e famosos) habitantes de fim-de-semana dessa aldeia; depois, claro, fizeram, talvez, as clássicas iniciativas festivas de angariação de fundos; ressalta, sobretudo, o contributo, em trabalho, dos habitantes e de diversos amigos, de fora do Concelho, que participaram, com materiais e "suor", nas obras necessárias.&lt;br /&gt;A Escola, reabilitada, teve, pois, um enorme contributo da sociedade civil local, da sua rede de relações, e pouco dos poderes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado : a Escola não fechou, nem fechará. Mais, recebe crianças, não só da Freguesia, mas de todas as 13 Freguesia do Concelho, dada a excelência dos seu equipamentos, logo, reúne o número de alunos para não encerrar. Mais : habitantes reformados dão uma "mãozinha" na cozinha, na limpeza, para aliviar os custos, aos poderes, com pessoal, para que tal não seja um futuro motivo para encerramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dirão : mas competia ao Estado fazer tudo isso ! E não fez!&lt;br /&gt;Concordo com o "não fez". Mas julgo que a mobilização das pessoas, para resolverem os seus problemas, dentro de um quadro de movimento cívico e sem violar legalidade, é uma competência republicana da qual ninguém se deve demitir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso, TAMBÉM COMPETE AS CIDADÃOS, PREVENDO OU SABENDO QUE O ESTADO FALHA, CHAMAR A SI O GOVERNO DO SEU TERRITÓRIO, NESTE CASO, DO PROBLEMA DA ESCOLA. Assim, protocolizar, depois, acordos com, o Estado, fica mais fácil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desconheço a orientação partidária da Junta de Freguesia da Glória. Ou da Associação de Pais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fica, por isso, este exemplo de cidadania participativa, não só pela contestação, mas pela mobilização para RESOLVER o problema.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-9102046716863189592?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/9102046716863189592/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/07/o-que-fazer-para-que-nao-se-fechem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/9102046716863189592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/9102046716863189592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/07/o-que-fazer-para-que-nao-se-fechem.html' title='O que fazer para que não se fechem Escolas...(1)'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TEwetvlrZFI/AAAAAAAAAJw/RLY71jzpBuM/s72-c/Gloria.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-1652074540301575977</id><published>2010-06-30T08:08:00.000-07:00</published><updated>2010-06-30T09:51:56.869-07:00</updated><title type='text'>O que falhou com Carlos Queiroz ?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TCt0wFu04LI/AAAAAAAAAJo/k9Z_NSfpCmI/s1600/queiroz.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 124px; DISPLAY: block; HEIGHT: 124px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5488608940402204850" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TCt0wFu04LI/AAAAAAAAAJo/k9Z_NSfpCmI/s320/queiroz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Confesso-me admirador do Professor Carlos Queiroz, desde que trouxe para Portugal os &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;únicos&lt;/span&gt; títulos de Campeão Mundial que podemos exibir : no &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Quatar&lt;/span&gt;, em 1997 e em Portugal em 1991. Em juniores, claro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois, admirei a sua frontalidade, quando, chamado a treinar a sua geração "de ouro", então sénior,  já em 1993, na fase de apuramento para o Mundial de 1994, perante a eliminação, disse que era necessário varrer a "porcaria" que havia dentro da Federação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje sabemos os nomes e os contornos, actuais, da "porcaria" : Apito Dourado, etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Carlos Queiroz treinou, depois, um clube, o Sporting, na aventura &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;presidencial&lt;/span&gt; de Santana Lopes; perdeu, saiu, andou por África e pelas Arábias; também treinou  o "&lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;dream&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;team&lt;/span&gt;" do Real Madrid, onde perdeu a aposta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Julgo que Carlos Queiroz não precisa de ganhar dinheiro no futebol; contudo, não volta as costas a um desafio, a uma aposta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um outro Professor (José &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Mourinho&lt;/span&gt;, treinador vindo da Universidade), nos contratos milionários que tem feito, tem uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;premissa&lt;/span&gt; : nenhum jogador pode ter salário mais alto que o seu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao optar por ser treinador da selecção nacional, Queiroz sabia que o salário mensal de qualquer um dos seus pupilos era maior que o seu. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Atletas com boa formação humana não &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;desrespeitam&lt;/span&gt; um "Mister" por causa disso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ontem, Queiroz foi &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;desrespeitado&lt;/span&gt; por uma vedeta de pés de barro, chamada Cristiano Ronaldo, &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-corrected"&gt;que&lt;/span&gt; atribuiu ao treinador o dever de explicar a derrota. À boa maneira madeirense (a "escola" de Alberto João Jardim), "bate e foge", ou seja, horas depois diz que não disse o que disse; havia-o sido, semanas antes, por um "mercenário", chamado &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;Deco&lt;/span&gt;, que, ontem, voltou a repetir doutas acusações ao "Mister".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ou seja, Queiroz, tal como no Real Madrid, não soube lidar com "vedetas" que julgam que o salário permite faltas de respeito.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que eu saiba, por exemplo, Cristiano Ronaldo não trouxe, para Portugal, ainda nenhum &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-corrected"&gt;titulo&lt;/span&gt; ligado ao futebol como jogo  "de equipa" (ser o "Melhor do Mundo" é individual...). Devia, por isso, respeitar quem foi, como Queiroz, &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;bi&lt;/span&gt;-campeão mundial de juniores, numa geração que deu ao Mundo verdadeiras estrelas, como Rui Costa, Figo, Fernando Couto, João Vieira Pinto, &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;Vìtor&lt;/span&gt; Baía, entre outros, que corre riscos de abraçar projectos difíceis e não dorme "á sombra" de vedetismos terceiro-&lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;mundistas&lt;/span&gt;, como, afinal, Ronaldo tem feito enquanto jogador da Selecção, onde poucas mais valias tem trazido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na hora da derrota, respeitemos quem já foi campeão, por Portugal, 2 vezes: o Professor Carlos &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Queiroz&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-1652074540301575977?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/1652074540301575977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/06/o-que-falhou-com-carlos-queiroz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1652074540301575977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1652074540301575977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/06/o-que-falhou-com-carlos-queiroz.html' title='O que falhou com Carlos Queiroz ?'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/TCt0wFu04LI/AAAAAAAAAJo/k9Z_NSfpCmI/s72-c/queiroz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-667210036109713685</id><published>2010-05-23T15:34:00.000-07:00</published><updated>2010-05-23T16:52:16.509-07:00</updated><title type='text'>Acerca da visita de um Papa ( 3)</title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 152px; DISPLAY: block; HEIGHT: 130px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474614850338527970" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S_m9M1yBmuI/AAAAAAAAAJY/RG0FGuwKGpI/s320/Bento+XVI.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 106px; DISPLAY: block; HEIGHT: 120px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474616787378014770" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S_m-9l0OijI/AAAAAAAAAJg/TZvITmGzHE4/s320/S.+Bento.jpg" /&gt;    &lt;/p&gt;&lt;div&gt;Tardei a escrever este último texto.&lt;br /&gt;Tirei várias conclusões pessoais sobre a personalidade do Papa Ratzinger, de quem, antes, escrevi, não me merecer simpatia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mudei a opinião. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não porque me movam sorrisos, tipo João Paulo II, sempre invocados nas perguntas despropositadas, de jornalistas, comparativas, a peregrinos movidos pela habitual "fé" das promessas, vulgo crendice...; de facto, somos um País de compulsavimente católicos, porque baptizados, e, onde, como disse D. Jorge Ortiga , líder da Igreja Católica em Portugal (que não é D. José Policarpo, que se limita a ser Bispo de Lisboa e tem o título honorífico de Cardeal), proliferam "católicos de oportunidade", que o são por causa de terem um lindo casamento, uma "comunhão" festiva para os filhos, etc.&lt;br /&gt;Mudei de opinião, pelo que ouvi a Ratzinger, mormente nos momento em que se encontrou com personalidades da vida cultural e cívica e com os agentes da Acção Social da Igreja.&lt;br /&gt;Como preâmbulo, ainda no voo de Roma a Lisboa, Ratzinger havia referido que, em dados momentos, os inimigos da Igreja estão dentro dela e não fora. Logo, aí, me surpreendi, porque entendi a mensagem para além dos delitos sexuais, agora identificados. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Depois, no encontro com (discutíveis) representantes da vida cultural, referiu, sublinhando a desconcertante afirmação "republicana" feita perante um formal Cavaco Silva, em acto anterior, as virtudes da separação Igreja/Estado e a preocupação com a Ética e Estética , associadas, que deve presidir ao mundo da cultura. Verdadeiramente, para mim, uma surpresa. É um texto onde me revejo e que me merece várias leituras de aprofundamento. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Depois, o discurso, em Fátima perante (também discutíveis) representantes da Acção Social da Igreja.&lt;br /&gt;Ouvido, pelas televisões, o texto e, estupefacto, ouvidas, também, as interpretações que, dele, fizeram, os representantes das grandes corporações católicas, pensei ter lido ou ouvido algo, que não o mesmo que eles.&lt;br /&gt;Ratzinger, mesmo ao abordar a FUNDAMENTALISTAMENTE APLAUDIDA referência ao "aborto", fá-lo invocando a necessidade de se combater as condições culturais e civilizacionais que levam a essa prática e, NUNCA, condenando quem se submete a ela . Os aplausos das "tias" do suposto Jet 7, 8 ou 9, hipócrita e "salazarento", ignoraram esse pressuposto, desejosos de ver condenados aqueles que fazem o que elas sempre fizeram ou têm pena de não terem feito...; mas Ratzinger falou do "antes" : combater os motivos que levam a tal. E isso "elas" não ouviram. Porque nunca o entenderão, pois, como dizia o profeta Elias, a sua fé limita-se a preceitos humanos...&lt;br /&gt;Tal como o Presidente da CNIS e o Presidente da Cáritas Portuguesa, parecem não ter ouvido a clara referência á necessidade das instituições de acção social da Igreja se irem autonomizando do Estado ou, no mínimo, encararem os seu trabalho não como complementar ou em substituição dele, mas como uma maneira cristã de responder, logo, diferente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a minha visão pessoal sobre a (primeira) descoberta de um Ratzinger, que tenta ver a Fé à luz da Razão.&lt;br /&gt;Nestes dias de alguma "desocupação" profissional, li muitos documentos daquele a quem chamei, sempre, o "Pastor Alemão", com carga muito depreciativa.&lt;br /&gt;Hoje, á luz do que ouvi, embora nas televisões e li, acredito que foi da sua mão, mesmo, que saiu a Encíclica "Deus é Amor", há 4 anos (julgo).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O nome "Bento", porque sou um admirador do S. Bento, um dos fundadores da filosofia cristã que informou a Europa como unidade sociológica, nos alvores medievais, sempre evitei atribuí-lo a Ratzinger. Porque não lhe reconhecia essa "dignidade".&lt;br /&gt;Repito : mesmo discordando de alguns pressupostos (casamento entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo), reconheço que não conhecia o pensador Ratzinger o suficiente. Hoje, talvez me reveja mais na sua "intelectualidade", que mostrou saber tornar objectiva e prática.&lt;br /&gt;Não sei se todos os que o ouviram perceberam o alcance. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como já escrevi noutro "post", por razões "disciplinares" (sou "recasado"), não me permito a hipocrisia de me dizer católico ; não o posso ser e "ponto final".&lt;br /&gt;Mas, uma coisa é certa : ao me referir a Ratzinger, deixarei de lhe chamar "Pastor Alemão", para o denominar como Bento XVI, porque, no meu íntimo, o acolho como tal, digno do nome do outro Bento, mesmo criticamente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-667210036109713685?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/667210036109713685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/05/acerca-da-visita-de-um-papa-3.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/667210036109713685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/667210036109713685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/05/acerca-da-visita-de-um-papa-3.html' title='Acerca da visita de um Papa ( 3)'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S_m9M1yBmuI/AAAAAAAAAJY/RG0FGuwKGpI/s72-c/Bento+XVI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-2823997005999986163</id><published>2010-05-09T06:40:00.000-07:00</published><updated>2010-05-10T03:11:50.885-07:00</updated><title type='text'>Acerca da visita de um Papa (2)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S-fXBlWElxI/AAAAAAAAAJQ/XHtz0P0N3nc/s1600/Jo%C3%A3o+XXIII.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 96px; DISPLAY: block; HEIGHT: 114px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469576694669285138" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S-fXBlWElxI/AAAAAAAAAJQ/XHtz0P0N3nc/s320/Jo%C3%A3o+XXIII.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro Papa que foi meu contemporâneo foi João XXIII, no início dos anos 60 do século XX. Confesso, que da "superioridade" dos meus 4 anos de idade, "papa" era "comida", logo, quando via uma imagem de João XXIII, chamava-lhe o "senhor comidas".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mais tarde, percebi que foi eleito, dada a sua avançada idade, como um Papa "de transição", esperando-se que tivesse um papado curto e pacífico, enquanto as várias tendências católicas se organizavam para ter um Papa " á altura".&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;João XXIII desiludiu-os, nessa perspectiva de uma passagem rápida pela cátedra de S. Pedro. Não só governou mais anos que o previsto, como teve a coragem de iniciar o processo do Concílio Vaticano II, verdadeira refundação, também, da filosofia e doutrina social católica, concretizada pelo seu sucessor Paulo VI.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O Papa João (o meu "senhor comidas") tinha sido Cardeal e Bispo de Veneza. Dessa cidade sempre vieram Papas inovadores, como foi, anos depois, João Paulo I, apesar do seu curto papado.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Foram Cardeais/Bispos muito próximos dos problemas pessoais e sociais reais , que apoiavam aqueles que os viviam, para que eles mesmos os resolvessem, mas sem perder, nunca, a luz da Fé dos cristãos. É que existia uma maneira cristã de, por exemplo, ver as questões laborais e sindicais, a vida política, etc.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eis um exemplo:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Há anos (talvez 5), vi um excelente filme (ou série), sobre João XXIII, onde o Papa era interpretado por Dany de Vito, julgo que no (agora) indisponível canal Hallmark, da então CaboVisão.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Retenho uma cena, que já tinha lido numa sua biografia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;João XXIII vai visitar uma prisão em Roma. Tudo é preparado ao milímetro : a segurança, sobretudo o respeito dos presos por tão ilustre visita. Contudo, quando o Papa entra no corredor onde, da varanda de acesso às celas, os presidiários vão assistir à cerimónia, há um preso que não tira o chapéu, em respeito ao visitante e logo é admoestado, com uma bastonada, pelo guarda prisional.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O Papa João intervém. Chama o preso e diz-lhe, de facto, aquilo que pode mudar a vida de alguém : convida o prisioneiro a falar e ele diz-lhe que estava ali por homicídio e passaria ali o resto da vida, pelo que nada lhe interessava, já tinha perdido tudo; aliás, o homicídio teria sido involuntário e, porque não tinha dinheiro para um bom advogado, fora condenado a pesada pena. Numa linguagem simples, o Papa diz-lhe que há 2000 anos outro "bandido", aos olhos da sociedade (Jesus) fora injustamente condenado, crucificado, perdera tudo, mas ressuscitara, mas, antes, perdoara quem o condenara; o Papa João diz, ainda, que também se sente "prisioneiro", no Vaticano, pois não pode ir á rua sozinho, beber uma "grappa", ou ao teatro. Diz-lhe que o espírito é livre e é isso que importa. Mas, sobretudo, que o arrependimento só funciona se, acto contínuo, perdoarmos a quem nos prejudicou.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Semanas depois, o Papa João solicitou, ao Tribunal, um perdão de pena para aquele prisioneiro. Contudo, o preso não o aceitou : depois da visita do Papa, tinha descoberto que podia ser mais útil na prisão, pois, como electricista de profissão, tinha, de sua iniciativa, começado a ensinar o ofício a outros reclusos. E mais : disse ao Papa que, se o Pontífice se sentia "preso" no Vaticano, devido a ter de servir a Igreja, ele era solidário com ele e assumia o seu papel de "professor de electricidade" , como forma de "servir", de reabilitar os outro presidiários. Tinham, pois, ambos, uma "missão" de redenção dos outros, muito semelhante...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;É para "missões" assim que um Papa deve convocar os seus seguidores : para mudar o Mundo, mas através de pequenos actos de amor bem pessoalizados e localizados, sendo solidários, através da transmissão das nossas capacidades a outros, promovendo, sobretudo, a inclusão de todos.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Como fez o meu "senhor comidas", naquela prisão.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O Papa João XIII, curiosamente, não está sepultado na cripta onde estão muitos dos outros Papas, como Paulo VI ou João Paulo II; estive em Roma, na Basílica de S. Pedro, em Janeiro de 2009, nesse local e procurei o seu túmulo. Não o encontrei. Soube, depois, que está sepultado numa capela lateral da Basílica. Não sei se por opção sua, mas se o foi, mesmo na morte foi diferente : nunca viveu como "Príncipe da Igereja" e como tal não quiz ser considerado.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-2823997005999986163?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/2823997005999986163/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/05/acerca-da-visita-de-um-papa-2.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2823997005999986163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2823997005999986163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/05/acerca-da-visita-de-um-papa-2.html' title='Acerca da visita de um Papa (2)'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S-fXBlWElxI/AAAAAAAAAJQ/XHtz0P0N3nc/s72-c/Jo%C3%A3o+XXIII.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-8294329328470443278</id><published>2010-05-07T08:06:00.000-07:00</published><updated>2010-05-07T09:12:13.377-07:00</updated><title type='text'>Acerca da visita de um Papa ( 1)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S-Q6ff3LTfI/AAAAAAAAAJI/G2O1GdjVhIY/s1600/vaticano.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 164px; DISPLAY: block; HEIGHT: 107px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468560160337907186" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S-Q6ff3LTfI/AAAAAAAAAJI/G2O1GdjVhIY/s320/vaticano.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na passada 3ª feira, por razões que nada têm a ver com o título deste "post", tive uma conversa , profissional, com um sacerdote, ligado a uma ordem religiosa como raízes profundas, até, no surgimento da Europa de hoje : os Beneditinos.&lt;br /&gt;"En passant", falámos dos últimos Papas que conheci (João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e, agora, o Papa Ratzinger).&lt;br /&gt;Lá fiz as minhas reflexões e opinei, e o meu interlocutor disse-me : "Dr. Abel, devia escrever sobre essas coisas e partilhá-las com a sociedade !".&lt;br /&gt;Eu respondi-lhe : "Sabe, já o comecei a fazer há 18 anos...".&lt;br /&gt;É verdade...&lt;br /&gt;Redescobri, por exemplo, num trabalho recente de organização de "papéis", resultantes de coisas que, há mais de 20 anos, escrevi em jornais, rascunhei para crónicas em rádios locais ou artigos para revistas da minha área académica, um texto, datado do tempo da segundo visita de João Paulo II, em Maio de 1991, a Portugal. Era um rascunho de uma crónica lida, ao microfone da Rádio Lezíria, de Vila franca de Xira, que cobria a área onde eu morava (Arruda dos Vinhos) e onde mantive, durante 2 anos, uma crónica semanal.&lt;br /&gt;Transcrevo esse rascunho pois, uma vez mais, hoje diria o mesmo ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;"João Paulo II vem, de novo, a Portugal.&lt;br /&gt;Faço tenção de o ir ver, ao Estádio do Restelo.&lt;br /&gt;Mas prefiro imaginar uma situação, bem mais agradável.&lt;br /&gt;Imagino que me cruzava com João Paulo II, num qualquer corredor e que podia "meter conversa" com ele.&lt;br /&gt;Dir-lhe-ia, antes de mais, "Bom dia, Santidade, bem vindo a esta nossa parte do seu Mundo".&lt;br /&gt;Depois, perguntar-lhe-ia, sem medo :&lt;br /&gt;Sabes, Santidade, queria colocar-te alguma perguntas que, não pondo em causa a minha fé, me ajudariam a perceber até que ponto és ou não uma mudança nesta Igreja Católica, ou um simples show-man.&lt;br /&gt;Sabes, Santidade, o teu antecessor do sécúlo I, S. Pedro, foi tentado a sair de Roma, pois os cristão, vítimas do louco Imperador Nero, era martirizados às centenas.&lt;br /&gt;Ora, parece que voltou para trás, para morrer ao lado dos seus, pois, numa visão, viu Jesus a entrar em Roma, precisamente, para morrer ao lado dos cristãos, dado que Pedro fugia (cena eternizada no filme "Quo Vadis?").&lt;br /&gt;Pergunto-te, Santidade, estarias disposto, tu, a dar a vida pela tua fé, ao lado daqueles de lideras, numa qualquer moderna "Roma", perante um hodierno Nero, numa versão moderna do Coliseu ou do monte Vaticano (onde os crucificavam) ?&lt;br /&gt;É que um dos teus antecessores, João XXIII, disse, sempre, que a opção da Igreja é pelos pobres, pelos desprovidos de direitos, pelos que começam a duvidar dos valores do amor recíproco e esses não podem ser abandonados. É por esse que somos chamados a viver e morrer. Em que fase estás, Santidade, desse desafio ?&lt;br /&gt;Dir-lhe-ia, ainda :&lt;br /&gt;Sabes, Santidade, tenho encontrado, fora da Igreja Católica, gente que, de verdade, tem dado a vida por aquilo em que acredita, tem perdido carreiras brilhantes, tem, no fundo, deixado tudo, para seguir utopias igualitárias que, na sua prática, quase tocam os preceitos sociais cristãos. Só que não seguem a tua Igreja. Mas, Santidade, não havendo já as fogueiras da Inquisição, tu pareces não os ouvir, nem os valorizar, até parece existir medo em relação a eles, por vezes até desprezas os seus contributos, pois não são "católicos".&lt;br /&gt;Pergunto-te, Santidade : Quem te rodeia deixou tudo para segui-Lo ? Aqueles de quem te circundam não morerriam de medo ou de falta de fé perante um leão do Coliseu de Roma, no século I ? Seriam leais e resistiriam à tortura para não revelarem onde se reuniam os outros crentes, como então acontecia ? Partilhariam aquelas riquezas que vocês dizem ser de toda a Humanidade, mas da qual usufruem quase em exclusivo ?&lt;br /&gt;É que nada disso se parece compaginar com os ricos corredores do Vaticano, como os palacetes das Nunciaturas, com as Casas Episcopais, com a convivência entre o poder político e o poder religioso , hoje já universal. Sei que passou muito tempo ...&lt;br /&gt;Gostaria de te ouvir dizer, Santidade, quando te vir no Estádio do Restelo, que como Seu representante, queres que Deus volte, através dos seus crentes, ao Mundo e que fecunde, de novo, esta Terra, para que quem O representa e segue não O confunda com privilégios, poder ou dinheiro, deixem de O trair através do modo como vivem, enfim, gostaria que gritasses que DEUS É UMA REVOLUÇÃO, porque escolhe-LO significa aderir a um projecto de sociedade fraterna, livre e igual, de forma radical."&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Arruda dos Vinhos, Maio de 1991&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastei-me, progressivamente, da Igreja Católica e, hoje, porque não aceito a dicotomia hipócrita "praticante" e não praticante" (ou se é e se aceita o que é ser, ou não se é) não me posso considerar católico, até porque como "recasado", nem me posso aproximar da mesa eucarística. Essa regra existe, logo, exclui-me e tenho de o aceitar.&lt;br /&gt;Contudo, porque não renego a fé (e, sobretudo, a sua prática socialquotidiana) que aprendi, apesar de tudo, na Igreja onde cresci, mesmo não tendo a menor simpatia por Ratzinger, conto estar na Missa do Porto, na 6ª feira dia 14, que mais não seja para ver o "povo em movimento"... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-8294329328470443278?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/8294329328470443278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/05/acerca-da-visita-de-um-papa-1.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/8294329328470443278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/8294329328470443278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/05/acerca-da-visita-de-um-papa-1.html' title='Acerca da visita de um Papa ( 1)'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S-Q6ff3LTfI/AAAAAAAAAJI/G2O1GdjVhIY/s72-c/vaticano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-6338164738921988102</id><published>2010-04-29T03:00:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T03:07:10.812-07:00</updated><title type='text'>Um apelo á cidadania, ontem, 28 de Abril, na Alameda do Marco</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S9lZC6CL1lI/AAAAAAAAAJA/dWQij1yGMh0/s1600/Rising.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 113px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S9lZC6CL1lI/AAAAAAAAAJA/dWQij1yGMh0/s320/Rising.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465497529263838802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, na Alameda Miranda Rocha, no Marco de Canavezes, durante a iniciativa "Marco de Letras", ouvi (e vivi) o concerto dos "Rising Sun". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse duo (dois sublimes jovens, na presença, voz e nos instrumentos musicais manuseados), do Marco, fruto de uma instituição privada pioneira na ocupação de tempos livres (a "Preceptor"), proporcionou-me uma "lavagem de alma".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dizem num brilhante panfleto de apresentação, são um "projecto ovo" (não é erro ortográfico em relação a "novo") de um projecto maior, visando a iniciação de jovens no mundo da música. Dizem, com clareza, que não visam a "anarquia do estudo", mas "um entretém paralelo que, quando bem canalizado, se revela proveitoso para o ofício escolar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas detenho-me no Concerto (foi isso que aconteceu) do Edu e da Marta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vi e ouvi muitos "covers" de clássicos dos anos 60 e 70, que, até, são do meu tempo de juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vi e ouvi, ontem, foi uma apresentação e interpretação sóbria e profunda (aliás, com uma excelente componente visual produzida para o efeito), feita por dois jovens que, demonstraram, sabiam o significado e o conteúdo daquilo que cantavam e tocavam, não na perspectiva "saudosista" , mas indiciando que percebiam a actualidade da mensagem associada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temas difíceis de interpretar, como "Let it be", foram recriados sem que houve uma falha de timbre de voz ou nota musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei de uma "lavagem de alma", que tenho de agradecer ao Edu e à Marta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "lavagem" foi, no fundo, sentir que os temas da Liberdade, da "revolta contra o estabelecido", da "harmonia universal", embora de outras formas, continuam vivos e conseguem sensibilizar. E que a educação cívica é isso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, afinal, os "Rising Sun" fizeram, ontem, um acto de educação cívica. Que tanta falta nos faz, a nós e, sobretudo, àqueles que, todos os dias, se confrontam com "arrivistas políticos" que disso pouco percebem (até o abominam), e que, para cúmulo, nem frequentam estas actividades no Marco (e, talvez, em lado algum, pois vivem cheios de si mesmos...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse a representante da Câmara, na conclusão do Concerto, foi um momento de qualidade, que tem um rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto é a "Preceptor", que há anos apostou neste modelo de extensão educativa. Mas, é verdade, as empresas são feitas por pessoas. Neste caso, por pessoas que, há muito, acreditaram que valia a pena investir toda a sua vida na Região, todos os dias e não só ao fim de semana ou em períodos eleitorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo momento de regeneração espiritual e cívica que me proporcionaram, o meu OBRIGADO ao Edu e à Marta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façam um bom marketing e, em locais apropriados, continuem a semear a esperança nos valores que essas canções transmitem (mesmo nos vossos temas originais!).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-6338164738921988102?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/6338164738921988102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/04/um-apelo-cidadania-ontem-28-de-abril-ma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/6338164738921988102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/6338164738921988102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/04/um-apelo-cidadania-ontem-28-de-abril-ma.html' title='Um apelo á cidadania, ontem, 28 de Abril, na Alameda do Marco'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S9lZC6CL1lI/AAAAAAAAAJA/dWQij1yGMh0/s72-c/Rising.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-2715819733435573346</id><published>2010-04-06T03:40:00.000-07:00</published><updated>2010-04-06T04:58:56.810-07:00</updated><title type='text'>Leram-me histórias para adormecer....</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S7sedFQO8oI/AAAAAAAAAIs/mYxEvw90sis/s1600/hist%C3%B3rias.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 120px; DISPLAY: block; HEIGHT: 87px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5456988858464793218" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S7sedFQO8oI/AAAAAAAAAIs/mYxEvw90sis/s320/hist%C3%B3rias.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não, o título não é uma ironia, nem remete para nenhum dos muitos textos, de algum dos "serviçais" do "sindicato de voto" que, em nome de um certo PS e de Artur Melo, Jaime Teixeira e uma das tais famílias que um xenófobo denominava como tendo 4 gerações (nascidos? residentes? activos?de "esquerda"?) no Marco e outros criaram, onde o dito Jaime, como "amanuense" de serviço, no seu decrépito (quem o viu e quem o vê...) blog Marco Hoje , se dedica a escrever, sobre mim, quase sempre sem me nomear, criticas e juízos, como quem se vê ao espelho e reporta uma triste vida, (essa sim), só "redimida" numa colagem a Artur Melo, que tão mal servem. Enfim, estas sim, a de Jaime Teixeira, tristes vidas, que só nesta sua tardia idade reconhecem convicções de socialista do PS. De facto, tristes vidas, daqueles &lt;strong&gt;que não podem mudar, porque nunca estiveram em lado nenhum&lt;/strong&gt;, nem matriz de vida parecem ter (aliás, o dito Jaime odeia o termo "matriz", como disse e escreveu, mormente quando se chama "ideológica", porque só vê interesses e segundas intenções em tudo; enfim, o seu espelho).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas deixemos estes &lt;span style="BACKGROUND-COLOR: #ffff00"&gt;resquícios&lt;/span&gt; de Estado Novo a quem os alimenta, pois a clarificação está por dias. Vamos a coisas mais profundas, que essas "tristes vidas" não abarcam. A não ser quando lhes servem os interesse operacionais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou ao que interessa, ao que, de facto, &lt;strong&gt;marca a vida e significa afectos duradouros, partilhas de vida, cumplicidades, educação para a Vida, que, essas sim, mudam a "vida" de cada um e, logo, o Mundo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tenho uma sobrinha, com 8 anos, chamada Sara, que, desde que nasceu, passa o Natal, a Páscoa, algum tempo de férias, na minha Casa. Que, é verdade, já foi em Beja, em Estremoz e agora é (e para desgosto de alguns, será) no Marco . Fico feliz por lhe proporcionar essa riqueza de vivenciais territorializadas, que ela aprecia, sempre, com intensidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ontem, a Sara resolveu que tinha de me ler histórias para eu adormecer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Leu-me 3 histórias ("O Coelho Branco", "Os 3 porquinhos", "Harry e o balde dos dinossauros").&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E eu adormeci.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Confesso que há 45 anos que ninguém me fazia tal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Significa que o afecto se manifesta, na forma em que mais gostámos dele. Há 45 anos, quando a TV não existia para todos (como os meus Pais), a minha Mãe lia-me histórias. Há uns 23 anos, já havia TV, a minha filha pedia-me para eu lhe ler histórias e as "explicar", ou seja, dizer o que é que aquilo tinha a ver com o nosso comportamento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ontem, a Sara, minha sobrinha, leu-me histórias "à antiga" : com o simples intuito de me tranquilizar, porque , do "alto" da sabedoria dos seus 8 anos, julga que é disso que eu preciso,  talvez por causa da vida "rica" (ou será "triste", como diz o tal Jaime ?) que tenho de viver.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por isso devia haver uma "Sara" na vida de cada um.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para, pelo menos, nos repor no essencial das relações entre os seres humanos: o afecto que reconforta e alimenta &lt;strong&gt;e não é estéril, porque leva uma mensagem de vida.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas esse é um privilégio que eu tenho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-2715819733435573346?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/2715819733435573346/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/04/leram-me-historias-para-adormecer.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2715819733435573346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2715819733435573346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/04/leram-me-historias-para-adormecer.html' title='Leram-me histórias para adormecer....'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S7sedFQO8oI/AAAAAAAAAIs/mYxEvw90sis/s72-c/hist%C3%B3rias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-1821898491399830962</id><published>2010-04-03T03:41:00.000-07:00</published><updated>2010-04-03T05:08:40.415-07:00</updated><title type='text'>Sobre o sentido social da morte de Jesus Cristo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S7cvl38hTHI/AAAAAAAAAIk/Celmhc5DvRo/s1600/Ressurei.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 118px; height: 114px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S7cvl38hTHI/AAAAAAAAAIk/Celmhc5DvRo/s320/Ressurei.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455881801302101106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Estes texto foi publicado, por mim, no Jornal "Açoriano Oriental", de Ponta Delgada, na longínqua Páscoa de de &lt;strong&gt;1992&lt;/strong&gt;; foi republicado no Jornal "Clarim", de Arruda dos Vinhos, na Páscoa de 2004.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Hoje, recupero-o, 18 anos depois.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Porque hoje voltaria a escrever o mesmo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;" Não é novidade, para ninguém, a importância que o calendário judaico-cristão atribuiu á Páscoa. Embora por razões e factos diversos, essas duas grandes famílias religiosas fazem,desse tempo, ponto alto do seu ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gostaria de me reter sobre o facto que, para todos os cristãos, marca a Páscoa : a morte/ressurreição de Jesus. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quero fazê-lo como simples "leigo", ou seja, enquanto pessoa que acredita que, para além das leituras mais ou menos "místicas" e "sagradas", há um significado social, uma interpretação "civil" desse acontecimento, que é património de toda a Humanidade, do qual nenhuma Igreja institucionalizada é proprietária exclusiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Há dias, ouvia num templo católico, um sacerdote afirmar que Jesus havia morrido por nós, para nos "resgatar". Tudo bem. Mas, para nos resgatar de quê ? Da morte, dirão alguns, pois deu-nos a vida eterna; do pecado, dirão outros, pois assumiu, sobre si, as culpas de todos nós. Perfeito ! Na catequese dominical aprende-se muito....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas, para alguém que não tenha fé, que não acredite na vida eterna, que ache o pecado uma figura de retórica, que ensinamentos pode tira da morte de Jesus ? É aí que me quero deter, dando despretensioso contributo para uma interpretação "civil", social, da morte de Cristo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A morte de Jesus é a &lt;strong&gt;aniquilação do Eu&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Explico-me :&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Jesus disse um dia "Eu sou a Vida"; quem tal afirma, não pode ter personalidade frágil, nem desejar a morte, nem escolhê-la, como um vulgar suicida. Nada nos Evangelhos permite pensar tal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Jesus apresenta-se como um homem determinado, que afronta o "establishment" da época. Por exemplo, uma vez a multidão pretendia precipitá-lo de um monte, , mas, segundo os Evangelhos, Jesus, muito naturalmente, "passou por entre eles e seguiu, sem ser molestado". Isto só pode ser feito por alguém de forte carácter.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim, como primeira conclusão, resulta que Jesus era um Homem de &lt;strong&gt;forte personalidade.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Passemos a um segundo aspecto. Um dia, Jesus afirmou: "Se alguém quiser vir após mim,&lt;strong&gt; negue-se a si mesmo&lt;/strong&gt;, tome a sua cruz e siga-me".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Negue-se a si mesmo". Que pode significar tal expressão ? O mesmo que muitos outros convites que fez : para "deixar tudo" e segui-lo, para "não olhar para trás, após ter deitado as mãos ao arado". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas avancemos mais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;S. Paulo fala, anos depois, do "Homem Novo", fruto da "morte" do Homem sem fé. O próprio Jesus já havia falado de "nascer de novo".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fica claro que, nesta acepção, a &lt;strong&gt;mudança&lt;/strong&gt;, para a nova vida que Jesus trazia, se fazia pela&lt;strong&gt; negação&lt;/strong&gt; da anterior, por um corte com a vida que, até aí, se fazia; ou seja, é condição, para a nova vida, que se deixe a antiga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eis a segunda conclusão : teríamos de nos &lt;strong&gt;esvaziar de nós mesmos&lt;/strong&gt;, para que, dentro de nós, algo nascesse de novo, diferente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Juntemos, agora, essas duas conclusões. Um homem, de forte personalidade, ensina os outros a esvaziarem-se de si mesmos. Paradoxalmente, parece que quer ser seguido por gente despersonalizada, que, voluntariamente, perdeu o carácter, para serem do seu "rebanho".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Nada mais errado. &lt;strong&gt;A chave da interpretação do paradoxo é a morte de Jesus.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Expliquemos: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Jesus morre porque quer.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No seu processo jurídico, teve várias "deixas" para evitar a condenação. Não o fez. Para cúmulo, já crucificado, acusa Deus Pai de o ter abandonado ("Meu Deus, porque me abandonastes ?").&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eis a chave : Jesus, o tal homem de forte personalidade, considerando-se o Filho de Deus, experimenta a suprema negação de si mesmo, de todas as suas certezas, deixa "cair" todos os seus atributos por terra : já não é o líder de massas, o suposto "rei" dos Judeus, sequer o Messias, muito menos o filho querido de Deus. Experimenta a suprema aniquilação do seu "eu", deixa por terra aquilo que ele mesmo sabia ser.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Que podemos concluir : o Cristianismo é o elogio da desporsanilação ? Não, não nos precipitemos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Jesus aniquilou o seu "eu", experimenta a "morte"; de tudo, mesmo das suas certezas. Mas, atenção, &lt;strong&gt;ressuscita&lt;/strong&gt;, depois. Ou seja, &lt;strong&gt;reassume todo o seu ser&lt;/strong&gt;, todo o seu "Eu", mas, digamos, já fortalecido, robustecido, consolidado,&lt;strong&gt; transformado pela experiência que foi perdê-lo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então, que conclusão tirar ?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como religião de preceitos sociais, o Cristianismo é de vivência colectiva. O próprio Jesus havia dito "Onde dois ou mais estiverem juntos em meu nome, eu estarei no meio deles" (Mat.18:20). Ou seja, a&lt;strong&gt; morte, a aniquilação do nosso "Eu", só tem sentido se acontecer para que algo nasça de novo. mais robustecido&lt;/strong&gt;. Jesus não diz "Onde um estiver em meu nome", mas, sim, têm de ser dois ou mais...; assim, só faz sentido que eu deixe "cair" a minha concepção de vida, a minha ideologia, a minha personalidade, se, daí resultar o surgimento de uma nova ideia de vida, uma nova forma de ver o mundo, uma personalidade nova.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É este o sentido social da morte de Cristo : &lt;strong&gt;Não há personalidades, certezas, ideias, filosofias, que se possam considerar fortes se, continuamente, não estiverem dispostas a deixar-se "cair"  a "negar-se", para que depois nasçam de novo, mais robustas e transformadas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Esta "negação" tem um profundo sentido social&lt;/strong&gt;. Se eu, perante o outro com que me relaciono (em casa, no trabalho, na vida social e política, etc), me dispuser a perder a minha ideia (mesmo que a julgue a mais adequada), a minha concepção, a minha imagem, concerteza estou mais aberto a ouvir o outro, a considerar a sua opinião, a ver o positivo das suas propostas. E o outro, se estiver na mesma disposição de "negar-se a si mesmo", sem dúvida que, entre nós, no meio de nós, nascerá uma ideia mais perfeita, uma concepção mais aperfeiçoada, uma opinião mais consensual, uma maneira mais eficaz e eficiente de fazer face ao problema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas tudo começou porque alguém "morreu" para si mesmo...; mas fez isso  não pelo prazer da dor e da "morte",  ou para se "auto-flagelar" ou humilhar de forma masoquista,  mas para, três dias depois, "ressuscitar" .&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E mudou o mundo e a vida de muitos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por isso, faz sentido "morrer", mas  para  "nascer de novo".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vila Franca do Campo (Açores), Páscoa de 1992&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-1821898491399830962?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/1821898491399830962/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/04/sobre-o-sentido-social-da-morte-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1821898491399830962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1821898491399830962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/04/sobre-o-sentido-social-da-morte-de.html' title='Sobre o sentido social da morte de Jesus Cristo'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S7cvl38hTHI/AAAAAAAAAIk/Celmhc5DvRo/s72-c/Ressurei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-4446620823851088073</id><published>2010-03-26T09:40:00.000-07:00</published><updated>2010-03-26T09:53:57.985-07:00</updated><title type='text'>Por uma Economia Social sem ter vergonha de ser "economia"..</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S6zlyl9Z94I/AAAAAAAAAIc/hXVXBUJU-VE/s1600/CLDSevora.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 197px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5452985906184714114" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S6zlyl9Z94I/AAAAAAAAAIc/hXVXBUJU-VE/s320/CLDSevora.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Porque &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;ninguém&lt;/span&gt; é "profeta na sua Terra", aqui entendida como o local onde se vive e trabalha, foi em Évora (onde, por sinal nasci, mas, há muito, não é a minha terra), recentemente que fiz esta reflexão sobre a experiência dos contratos locais de desenvolvimento social (&lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;CLDS&lt;/span&gt;), num encontro de &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;profissionais&lt;/span&gt; locais envolvidos nessa estratégia, que &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-corrected"&gt;partilho&lt;/span&gt; com quem gosta do tema.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;SUSTENTABILIDADE&lt;/span&gt; POLÍTICA E FINANCEIRA DOS CONTRATOS LOCAIS DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL , NUM AMBIENTE DE MUDANÇA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Abel Maria Simões Ribeiro&lt;br /&gt;Sociólogo; Consultor em Economia Social&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:abelsimoesribeiro@gmail.com"&gt;abelsimoesribeiro@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objectivo desta reflexão é tentar ver os &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;CLDS&lt;/span&gt;, como estratégia actual, á luz das mudanças que, desde meados da década de 90 do século XX, as tutelas e algumas organizações têm tentado introduzir, quer no modo como as instituições sem fins lucrativos encaram a sociedade envolvente, quer sobre a representação que esta tem sobre aquela; assim, poderemos apontar, depois, de forma aligeirada, algumas ameaças e oportunidades que esta experiência de “&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;contratualização&lt;/span&gt;” &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;proporciona&lt;/span&gt;, assim como reflectir sobre a sua &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;sustentabilidade&lt;/span&gt; política e financeira.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. A “Estratégia de Lisboa” e o espírito dos &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;CLDS&lt;/span&gt;, como verdadeira sustentação política&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em 2000, durante uma das Presidências Portuguesas da União Europeia, foi delineada a chamada “Estratégia de Lisboa”, que se &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;consubstanciou&lt;/span&gt; no chamado “Triângulo de Lisboa”, com três vértices, sintetizado na afirmação sobre a Europa que se desejava : com cidadãos com cada vez mais qualificações, cada vez a dominarem melhor as novas tecnologias emergentes, cada vez socialmente mais incluídos.&lt;br /&gt;Define, ainda, que as políticas (económicas, sociais, etc.) relacionadas com cada um desses vértices, devem seguir um “método aberto de coordenação”, ou seja, devem envolver, de forma transversal, na sua concepção, gestão e execução, todos os 3 sectores: lucrativo, não lucrativo, sem fins lucrativos.&lt;br /&gt;Mais: essas políticas deveriam ter documentos orientadores, produzidos dentro da tal metodologia aberta, que deveriam fixar objectivos comuns e definir como cada um dos 3 sectores contribuiria.&lt;br /&gt;Surgiram, então os Planos Nacionais de Acção para a Inclusão (&lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;PNAI&lt;/span&gt;), com duração bienal.&lt;br /&gt;Mais : a ideia era que esses &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;PNAI&lt;/span&gt; fossem a “Bíblia” da intervenção sobre a cidadania e inclusão e que, os &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;PDS&lt;/span&gt; municipais, os planos de actividades de cada instituição plasmassem as directrizes e metas do &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;PNAI&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;E que os dinheiros públicos (nacionais e comunitários) sobretudo, fossem atribuídos a quem se inserisse, com clareza, nas directivas do &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;PNAI&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Mais. a Estratégia de Lisboa definia que, para o período de execução dos Fundos Estruturais (vulgo &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;QREN&lt;/span&gt;), deveria privilegiar a figura das Estratégias de Eficiência Colectiva (&lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;EEC&lt;/span&gt;), ou seja, Programas “chapéu”, cujo único objectivo seria, em torno de um território ou de uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;problemática&lt;/span&gt;, consorciar agentes dos 3 sectores em torno de uma estratégia por eles definida, estratégia essa que seria, depois, financiada pelos chamados programas operacionais : o &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;POPH&lt;/span&gt;, o &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;POCompete&lt;/span&gt;, o &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;POVT&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;O &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;CLDS&lt;/span&gt;, embora não tenha tido honras de &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;EEC&lt;/span&gt;, foi considerado uma “estratégia” e a Portaria que o cria plasma essa vontade.&lt;br /&gt;Ou seja, contratualizar, entre os actores dos 3 sectores, uma estratégia, definir as suas acções, procurar as fontes de financiamento.&lt;br /&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;Corresponde&lt;/span&gt; isto á realidade?&lt;br /&gt;Infelizmente não. Esta lógica &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;consorcial&lt;/span&gt; surgiu já APÓS estarem, no terreno, os vários Programas Operacionais.&lt;br /&gt;Mas a &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;sustentabilidade&lt;/span&gt; política passaria por aqui: assumir esta estrutura de hierarquia de planeamento, numa primeira análise.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. O &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;CLDS&lt;/span&gt; enquanto esperança na lógica &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;consorcial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A estratégia &lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-error"&gt;CLDS&lt;/span&gt; é definida, na portaria que a cria, como “filha” das fragilidades detectadas nas estratégias definidas nos &lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error"&gt;PNAI&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Mas, de facto, quantos de nós, que andamos na Acção Social, leram os &lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error"&gt;PNAI&lt;/span&gt; que já existiram, os usam como linha de orientação, os referem, que seja, nas suas candidaturas ?&lt;br /&gt;A estratégia &lt;span id="SPELLING_ERROR_32" class="blsp-spelling-error"&gt;CLDS&lt;/span&gt; é definida, na Portaria que a cria, como uma oportunidade de, em consórcio, mobilizar os recursos da comunidade para encarar, de modo organizado, os problemas do emprego e da qualificação, da intervenção familiar e parental, &lt;span id="SPELLING_ERROR_33" class="blsp-spelling-error"&gt;capacitação&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_34" class="blsp-spelling-error"&gt;institucional&lt;/span&gt;, acesso a novas tecnologias.&lt;br /&gt;Quando foi divulgado, em 2007, a estratégia &lt;span id="SPELLING_ERROR_35" class="blsp-spelling-error"&gt;CLDS&lt;/span&gt; foi apresentada como um modo de comprometer, verdadeiramente (daí ser um “contrato”), as instituições, em torno da abordagem dessas questões.&lt;br /&gt;Falava, inclusive, em articulação e integração de acções &lt;span id="SPELLING_ERROR_36" class="blsp-spelling-error"&gt;complementares&lt;/span&gt; às propostas pelas instituições Coordenadoras, &lt;span id="SPELLING_ERROR_37" class="blsp-spelling-error"&gt;inclusíveis&lt;/span&gt; na estratégia e financiadas por outros Programas.&lt;br /&gt;Tenho dúvidas que esse seja o entendimento que, em muitos locais, se faz do &lt;span id="SPELLING_ERROR_38" class="blsp-spelling-error"&gt;CLDS&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;De quem será a culpa de todo este entendimento enviesado das coisas, que &lt;span id="SPELLING_ERROR_39" class="blsp-spelling-corrected"&gt;prejudica&lt;/span&gt; a dita &lt;span id="SPELLING_ERROR_40" class="blsp-spelling-error"&gt;sustentabilidade&lt;/span&gt; política ?&lt;br /&gt;Antes de mais do discurso que as instituições sem fins lucrativos fazem de si mesma e da representação que os poderes tutelares têm das mesmas.&lt;br /&gt;De que serve, de facto, falar de estratégia ou de um contrato, quando as “corporações” (&lt;span id="SPELLING_ERROR_41" class="blsp-spelling-error"&gt;CNIS&lt;/span&gt;, União das &lt;span id="SPELLING_ERROR_42" class="blsp-spelling-error"&gt;Misericórdias&lt;/span&gt;, União das Mutualidades, &lt;span id="SPELLING_ERROR_43" class="blsp-spelling-error"&gt;Cáritas&lt;/span&gt; Portuguesa, etc) que congregam essas instituições são as primeiras a ter um discurso e uma prática “de mão estendida” (e às vezes, de joelhos), perante as tutelas, em vez de se afirmarem como um sector de actividade (o terceiro sector, a “economia social”), que tem &lt;span id="SPELLING_ERROR_44" class="blsp-spelling-error"&gt;características&lt;/span&gt; próprias, mas que tem um peso real na sociedade e é tão digno como os outros? De que serve falar de planear, articular e integrar acções, quando a lógica das instituições é “cada uma por si” e “pedir” o mais possível, como “esmola” ? O que dizer do eterno discurso de que “substituímos o Estado nas sua obrigações”, quando deveriam ter orgulho em dizer que fazem o que o Estado e o Mercado também fazem, mas numa perspectiva democrática, solidária, de participação, logo, economicamente mais &lt;span id="SPELLING_ERROR_45" class="blsp-spelling-error"&gt;concorrencial&lt;/span&gt;, porque mais barata ?&lt;br /&gt;Mas, as tutelas também não são inocentes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3 . &lt;span id="SPELLING_ERROR_46" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Detenhamos&lt;/span&gt;-nos na &lt;span id="SPELLING_ERROR_47" class="blsp-spelling-error"&gt;sustentabilidade&lt;/span&gt; financeira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A primeira grande “traição” das tutelas foi não respeitar, na articulação dos fundos estruturais, o tal princípio dos “programas chapéu”. Mais uma vez, &lt;span id="SPELLING_ERROR_48" class="blsp-spelling-error"&gt;IEFP&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_49" class="blsp-spelling-error"&gt;ISSS&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_50" class="blsp-spelling-error"&gt;CCDR&lt;/span&gt;, ficaram cada um como o seu “queijo”, não partilhando o modo como o distribuir.&lt;br /&gt;Existem exemplos um pouco chocantes, mesmo relacionados com os &lt;span id="SPELLING_ERROR_51" class="blsp-spelling-error"&gt;CLDS&lt;/span&gt;, que me escuso de referir. Menciono, só, o facto, por exemplo, da gestão do &lt;span id="SPELLING_ERROR_52" class="blsp-spelling-error"&gt;POPH&lt;/span&gt; (mas podia ser do ESCOLHAS) não estar a minimamente, valorizar os projectos apresentados, que mencionam ser &lt;span id="SPELLING_ERROR_53" class="blsp-spelling-error"&gt;complementares&lt;/span&gt; á estratégia do &lt;span id="SPELLING_ERROR_54" class="blsp-spelling-error"&gt;CLDS&lt;/span&gt;. Mais, os técnicos que fazem a análise vislumbram sobre-financiamentos onde nem sequer existem !&lt;br /&gt;Contudo, continuo a defender que os &lt;span id="SPELLING_ERROR_55" class="blsp-spelling-error"&gt;CLDS&lt;/span&gt; são uma oportunidade única de “reabilitação” da Economia Social. Desde que quem se assumam como tal.&lt;br /&gt;Desde que o promotor (Câmara) se assuma com tal e, nomeadamente, através da Rede Social, motive e mobilize parceiros e respeite a autonomia da (s) entidade (s) Coordenadora (s).&lt;br /&gt;Depois, urge que a(s) entidade(s) Coordenadora(s) percebam que têm em mãos, como o &lt;span id="SPELLING_ERROR_56" class="blsp-spelling-error"&gt;CLDS&lt;/span&gt;, uma estratégia, e não mais um simples e meritório “projecto” ….&lt;br /&gt;O “tipo ideal” (vénia ao velho Pai da Sociologia Max Weber) de &lt;span id="SPELLING_ERROR_57" class="blsp-spelling-error"&gt;CLDS&lt;/span&gt; seria, por exemplo, aquele onde as entidades Coordenadoras, em articulação com a entidade promotora, mormente a Rede Social, conseguem que as entidades da economia social comecem a ligar importância ao Plano de Desenvolvimento Social, “inscrevam” nele os seus planos de actividades e, sobretudo, articulem as acções entre si, &lt;span id="SPELLING_ERROR_58" class="blsp-spelling-error"&gt;rentabilizando&lt;/span&gt; recursos. Eis um “contrato” real.&lt;br /&gt;Depois, estabelecer o “espírito” do contrato a todos os outros sectores, incluindo aos serviços públicos”: porque andamos quase todos a fazer o mesmo, ou seja, &lt;span id="SPELLING_ERROR_59" class="blsp-spelling-error"&gt;exemplificando&lt;/span&gt;, atender utentes que, &lt;span id="SPELLING_ERROR_60" class="blsp-spelling-error"&gt;ciclicamente&lt;/span&gt;, e repetidamente, expõem os mesmos assuntos à &lt;span id="SPELLING_ERROR_61" class="blsp-spelling-error"&gt;Caritas&lt;/span&gt;, ao &lt;span id="SPELLING_ERROR_62" class="blsp-spelling-error"&gt;NLI&lt;/span&gt; do &lt;span id="SPELLING_ERROR_63" class="blsp-spelling-error"&gt;RSI&lt;/span&gt;, ao Centro de Emprego, etc? Porque não “contratualizar”, entre todos os &lt;span id="SPELLING_ERROR_64" class="blsp-spelling-error"&gt;intervenientes&lt;/span&gt;, públicos e solidários, uma economia de esforços, criando figuras novas, tiradas de outros ambientes, como o “Gestor do Utente”, único que o atende e encaminha ou, mesmo, acompanha, mas que fica como sua referência para ser contactado por todos os serviços envolvidos e responde pelo seu utente?&lt;br /&gt;E “contratualizar”, com os privados, os tais que não têm medo de dizer que buscam o lucro ou que precisam de ganhar dinheiro, serviços que eles prestam melhores do que nós, mas em ambiente &lt;span id="SPELLING_ERROR_65" class="blsp-spelling-error"&gt;consorcial&lt;/span&gt;, ou seja, para o vasto conjunto dos outorgantes do vasto “contrato” (assessoria jurídica, &lt;span id="SPELLING_ERROR_66" class="blsp-spelling-error"&gt;contabilística&lt;/span&gt;, na procura de fontes de financiamento? Não haverá jovens licenciados, desempregados qualificados, disponíveis para desafios deste tipo, recorrendo, por exemplo, ás políticas de emprego tipo “Emprego 2010”) ?&lt;br /&gt;Os Contrato Locais de Desenvolvimento Social constituem uma esperança nesta nova filosofia de planeamento estratégico.&lt;br /&gt;A &lt;span id="SPELLING_ERROR_67" class="blsp-spelling-error"&gt;Caritas&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_68" class="blsp-spelling-error"&gt;Arquidiocesana&lt;/span&gt; de Évora, pelo seu vasto território, pode fazer do &lt;span id="SPELLING_ERROR_69" class="blsp-spelling-error"&gt;CLDS&lt;/span&gt; (que não o abarca todo) uma experiência piloto da &lt;span id="SPELLING_ERROR_70" class="blsp-spelling-error"&gt;contratualização&lt;/span&gt;, mais global, que, pode fazer com a autoridade moral que tem, com todas as instituições sociais que tutela e, depois, com toda a sociedade envolvente. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Assim o consiga. Não tenho dúvidas que, adaptando o que diz uma das figuras míticas deste tempo, “&lt;span id="SPELLING_ERROR_71" class="blsp-spelling-error"&gt;Yes&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_72" class="blsp-spelling-error"&gt;you&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_73" class="blsp-spelling-error"&gt;can&lt;/span&gt; !”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Évora, 23 de Março de 2010 &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-4446620823851088073?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/4446620823851088073/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/03/por-uma-economia-social-sem-ter.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/4446620823851088073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/4446620823851088073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/03/por-uma-economia-social-sem-ter.html' title='Por uma Economia Social sem ter vergonha de ser &quot;economia&quot;..'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S6zlyl9Z94I/AAAAAAAAAIc/hXVXBUJU-VE/s72-c/CLDSevora.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-4020326971553973417</id><published>2010-03-19T03:35:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T06:12:15.869-07:00</updated><title type='text'>Porque há um "Dia do Pai" e um PAI para esse dia..</title><content type='html'>&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sou do tempo em que, na Igreja, comprávamos pagelas para dar ao nosso Pai, neste dia, que, de sua origem, se chama de "S. José Operário".&lt;br /&gt;Hoje quero homenagear, neste blog, que, repito, é um diário pessoal que partilho com quem o quer ler, o meu Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero homenagear o cidadão Abel Martins Travessa Ribeiro, nascido em 1920, filho de um Alfaiate e de uma Costureira, que, durante muitos anos, viu, na sua certidão de nascimento, figurar como "Filho de pai incógnito", até que, por fim, quando o meu Avô pode casar de novo, passou a ser filho legítimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero homenageá-lo, porque, em 1939, com 19 anos, após ter sido brilhante aluno do Liceu de Évora, foi, sem meios alguns, estudar para Lisboa, em "Económicas", onde, só conclui o primeiro ano, mas de onde trouxe, na memória, a paixão pela Matemática pura, que aprendeu com o Doutor Bento de Jesus Caraça, ilustre anti-fascista e grande promotor da educação popular, mormente através dos livros da editora "Cosmos", que o meu Pai coleccionou.&lt;br /&gt;Só conclui o 1º ano por uma razão simples : falta de dinheiro. Tinha um dilema diário : as aulas eram no centro de Lisboa e ele estava hospedado na Amadora, em casa de um Tio e das duas uma, ou gastava dinheiro no eléctrico e ia para a Amadora, ou comprava uma banana, uma sandes de queijo e almoçava.&lt;br /&gt;Nesse ano, começou a 2ª Guerra Mundial e o jovem Abel Martins Ribeiro volta a casa, pois com racionamentos, um Pai doente e já pouco capaz de trabalhar, tinha de apoiar a família. Mas veio de "Económicas", com o 1º ano concluído, com 18 valores de média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero homenageá-lo, por ter assumido, aos 20 anos, os encargos da casa paterna, trabalhando, de dia, no Ourivesaria e Relojoaria do seu futuro sogro e, à noite, ter iniciado a sua carreira docente, na Escola Industrial e Comercial de Évora, dando aulas no Cursos de Comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero homenageá-lo, por ter namorado a minha Mãe, à moda antiga ("à janela"), durante 12 anos (ela era, no fundo, de "boas famílias" e ele o filho de um Alfaiate, ainda por cima republicano antigo...)e, quando casou, a ter tratado como uma princesa, para que nada lhe faltasse, trabalhando de dia e de noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero homenageá-lo, nesse labor que começava, de manhã, na Escola Comercial e Industrial, continuava, de tarde, no Seminário de Évora e Escola de Enfermagem, continuava com "explicações" em casa e acabava com aulas, nocturnas, na mesma Escola. Só que as aulas no Seminário eram gratuitas, pois ele, o meu Pai, era Católico militante e assumia que tinha de dar esse contributo á Igreja. E quantas vezes levou, ao fim de semana (para grande pânico da minha Mãe),sem aviso, seminaristas a almoçar lá em Casa, a que se seguiam idas, com eles (e comigo e com o meu irmão), ao Futebol, a ver o Lusitano de Évora, nos seus tempos brilhantes de 1.ª Divisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero homenageá-lo, porque, em 1969, com 49 anos, concluiu, finalmente, , estudando á noite, a sua Licenciatura em Economia, com 18 valores, mantendo (porque economicamente era preciso, tinha 4 filhos), todos os trabalhos que tinha. E durante o Curso, foi monitor de vários docentes. E foi convidado a fazer um Doutoramento em Espanha, mas não foi, pois não se via privado da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero homenageá-lo porque, mesmo com parcos recurso económicos, arranjou sempre maneira de, nas férias (e isso durou até aos meus 17 anos), nos mostrar, em viagens pelo País, com a sua sabedoria universalista, quase tudo o que havia, com interesse patrimonial, em Portugal. Graças a ele conheço Portugal Continental inteiro e a suas riquezas patrimoniais e etnográfica : com o meu Pai, tanto comia em restaurantes "de luxo" como em tabernas, pois, dizia ele, a educação que temos adapta-se a qualquer local, com dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero homenageá-lo, por ter sabido dizer não aos "poderes" que o foram querendo seduzir, mesmo com prejuízo da sua vida familiar : recusou ser "capataz" de uma Cooperativa de Latifundiários em Coruche, porque dizia, fora contratado para Administrador e não para despedir pessoas (isto em 1971); sendo Director de uma Escola (em 1973) e tendo recebido um Cartão de Membro da Acção Nacional Popular (partido único do tempo Marcelista), o devolve, dizendo que não tinha assinado nenhum proposta para se associar...; e isso nesse tempo significava riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero homenagear o Homem que sempre se deu à comunidade, foi dirigente associativo, venerado pelos seus antigos alunos e explicandos, que encontrava pelo País todo, a quem chamava, sempre, "filhos" .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero homenagear um Cidadão que sempre se afirmou de "Direita", era o militante nº 3 da Secção de Évora do PSD,mas recusou ser candidato á Câmara de Évora, por reconhecer no seu Colega de Curso, Dr. Abílio Fernandes, do PCP, melhores qualidades para Autarca.&lt;br /&gt;Recordo esse Homem conservador, mas de espírito político aberto, que, pela primeira e única vez, na vida, foi a uma iniciativa do PCP, quando eu fui candidato a Vereador para a Câmara de Arruda dos Vinhos e fui eleito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero homenagear um Católico militante, mas que não teve dúvidas em perceber que o filho se ia divorciar e em acolher a futura esposa dele, com uma grandiosidade de alma que só os espíritos livres conseguem ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero homenagear um Homem sem preconceitos, mas com valores, que esteve comigo nos dias em que nasceram os meus filhos, que eu apoiei, também, nos maus períodos da sua vida, apoio retribuído e centuplicado, logo de seguida; que não me deixou herança alguma material (ele queria lá saber disso...), de hábitos "espartanos" (não se bebia às refeições, mas só em dias de festa), com quem eu vi Portugal ser 3º no Campeonato do Mundo de Futebol de 1966, com quem vi o o primeiro ser humano chegar à Lua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, homenagear um Pai de quem, estranhamente, confesso não ter saudades : ele é uma presença diária, na minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-4020326971553973417?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/4020326971553973417/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/03/porque-ha-um-dia-do-pai-e-um-pai-para.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/4020326971553973417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/4020326971553973417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/03/porque-ha-um-dia-do-pai-e-um-pai-para.html' title='Porque há um &quot;Dia do Pai&quot; e um PAI para esse dia..'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-8917619927115423967</id><published>2010-03-15T08:08:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T08:38:22.054-07:00</updated><title type='text'>Saber sair a tempo, com dignidade...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S55SPobON9I/AAAAAAAAAIE/SdfZvwXv3zc/s1600-h/Artur+Melo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 93px; DISPLAY: block; HEIGHT: 111px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448883027667990482" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S55SPobON9I/AAAAAAAAAIE/SdfZvwXv3zc/s320/Artur+Melo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entrei para o PS, como militante, em Novembro de 2008 e pedi ao Presidente da Comissão Política Concelhia, Dr. Artur Melo e Castro, que subscrevesse a minha ficha de adesão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isto porque se vivia aqui, no Marco de Canaveses, um momento de turbulência onde, acreditei, alguém, do exterior, pretendia impor um candidato á Câmara, que não aquele que a Concelhia havia escolhido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estive com Arur Melo, contribuindo para a pré-campanha, não só apoiando (nunca fui "corifeu" nem "amanuense"), mas criticando, sempre, junto do próprio (existem mails que o demonstram) e, porque penso que no PS as "paredes" têm mesmo de ser de "vidro", também nos blogs onde escrevia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Afastei-me quando a Candidatura se sobrepôs, na minha opinião, ao Partido e começou o "efeito eucalipto" : secar tudo á volta, afastar ou levar aos afastamento de quem não se revia no líder ou pedia mais PS e menos Artur Melo. Escrevi, na altura sobre isso e foi essa a análise, que repeti(está neste blog) do resultado eleitoral, em documento que facultei em Plenário de Militantes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ontem, Artur Melo voltou a estar ao nível da pessoa (ele mesmo) que me "arrebatou" para o PS : soube ter a republicana dignidade de se afastar, do cargo de Presidente da Comissão Política Concelhia, no momento que julgou certo e fê-lo com a postura honrosa a que a sua educação o obrigava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não confundo pessoas com ideias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Discordei, politicamente, das posições de Artur Melo e critiquei as mesmas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Contudo, não combato nem ataco pessoas, mas sim as ideias e as posturas políticas que originam. A não ser que as pessoas sejam de baixo carácter ou mal formadas moralmente, o que não é o caso. Mas é o de outros, que conheci no trajecto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje, elogio o meu Camarada Artur Melo por ter sabido sair. Com honra e dignidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por isso o fui cumprimentar, quando comunicou a sua saída.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque, entre Camaradas que sabem o VERDADEIRO significado desse termo, não há ressentimentos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;De resto, é conhecida a minha posição, nas eleições para os órgãos locais do PS, que, também, difere dos militantes que apoiaram Artur Melo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-8917619927115423967?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/8917619927115423967/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/03/saber-sair-tempo-com-dignidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/8917619927115423967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/8917619927115423967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/03/saber-sair-tempo-com-dignidade.html' title='Saber sair a tempo, com dignidade...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S55SPobON9I/AAAAAAAAAIE/SdfZvwXv3zc/s72-c/Artur+Melo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-3442890718007765918</id><published>2010-03-04T07:39:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T08:20:46.517-08:00</updated><title type='text'>Sobre o Poder, o Bem e o Mal, a "tentação" e a sua "diabolização"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S4_cZCu1YDI/AAAAAAAAAH8/_1uwDK42n_s/s1600-h/scheppingeva.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 253px; DISPLAY: block; HEIGHT: 162px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444812797302366258" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S4_cZCu1YDI/AAAAAAAAAH8/_1uwDK42n_s/s320/scheppingeva.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Eis uma reflexão útil, sobre a raiz do Poder e do seu uso. E de quem o sacraliza. Para se perceber que, durante séculos, confundiu-se "tentação" com sexo e nunca com aquilo que, verdadeiramente significava :  querer PODER, ou seja,  ser um "Deus" perante os outros, logo, dispôr da sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Citação de um texto de um Teólogo, cronista do DN e JN, publicada nesses jornais, muito a propósito em tempo de futura Páscoa (que é, ao que ainda julgo saber, é tempo de Resurreição, não de, sómente, Morte)....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O DIABO DO PODER&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;por ANSELMO BORGES&lt;br /&gt;(Docente da Universidade Católica)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se reflecte sobre o mal, o que mais impressiona é o mal moral: porque é que a liberdade não é sempre boa? Porque não fazemos sempre o bem?&lt;br /&gt;Estas perguntas são de tal modo dramáticas que, para explicar o bem e o mal no mundo, muitas vezes se recorreu a um duplo Princípio: um Princípio do Bem e um Princípio do mal. No contexto do cristianismo, que, por sua vez, bebeu noutras fontes religiosas mais antigas, o diabo apareceu como "solução" para o enigma. Ele seria o Tentador e o ser humano nem sempre resiste à tentação.&lt;br /&gt;Neste contexto, é preciso dizer, em primeiro lugar, que o Credo cristão não fala do diabo. O cristão não acredita no diabo, mas em Deus. Quanto ao diabo tentador, seria necessário perguntar quem tentou o diabo para, de anjo bom, se tornar anjo mau, precipitado no inferno e tentador dos homens. Lembro que já Kant fez notar que um catequizando iroquês perguntou ao missionário: porque é que Deus não acabou com o diabo? Quanto às tentações, não é preciso diabo nenhum. Bastamos nós. O Homem, entre a finitude e o Infinito, está inevitavelmente sujeito à falibilidade e à queda.&lt;br /&gt;Tentação vem do latim &lt;em&gt;temptare&lt;/em&gt;, que, para lá de &lt;em&gt;ensaiar, experimentar, tentar,&lt;/em&gt; também quer dizer &lt;em&gt;atacar, procurar seduzir e corromper, pôr à prova&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Neste quadro, a tentação maior é a do &lt;strong&gt;poder&lt;/strong&gt;, não enquanto serviço, mas enquanto &lt;strong&gt;domínio, vanglória e exaltação do eu&lt;/strong&gt;. Pela sua própria dinâmica, o poder tende a ser total. E porquê? Porque a ilusão da omnipotência dá a ilusão da imortalidade, de dominar, vencer e matar a morte. Omnipotentes, seríamos imortais.&lt;br /&gt;Quem quiser uma prova de que a tentação maior é a do poder - financeiro, económico, político... - olhe para o palco da presente situação nacional.&lt;br /&gt;A Igreja, na liturgia, muda os textos, segundo os anos. Mas, no primeiro Domingo da Quaresma, a seguir ao Carnaval, lê-se sempre o Evangelho que &lt;em&gt;refere as tentações de Cristo&lt;/em&gt;. São três e, &lt;em&gt;contra a impressão que a Igreja acabou por dar&lt;/em&gt; - as tentações seriam sobretudo as do sexo -, &lt;em&gt;são todas relativas ao poder&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;O diabo não existe, não se justificando, portanto, os exorcismos. Ali, nas tentações de Cristo, também não há diabo nenhum. O diabo não apareceu a Jesus. Todo aquele excepcional passo do Evangelho é uma encenação dramática que personifica na figura do diabo a vivência da luta de Jesus em ordem à sua decisão: há-de ser um messias do poder ou o messias do serviço? O que ali se determina é se a sua mensagem é a divinização do Homem ou a humanização de Deus. Afinal, a boa nova do Evangelho é que Deus não está interessado nele mesmo nem no culto que lhe possamos prestar, mas exclusivamente no bem-estar e realização dos seres humanos, na plena humanização de todos.&lt;br /&gt;Nenhum exegeta viu tão fundo neste passo como Dostoievski em Os Irmãos Karamazov. Ivan conta a Lenda do Grande Inquisidor. Jesus aparece em Sevilha, no dia a seguir à queima de quase uma centena de hereges. A multidão reconhece-o e segue-o, mas o cardeal inquisidor manda prendê-lo. Na prisão, diz-lhe que ele não entendeu os homens, ao querer a liberdade para eles. Foi por isso que não cedeu às tentações do milagre: transformar as pedras em pães, deitar-se abaixo do pináculo do Templo. Mas os homens não suportam o fardo da liberdade. Assim, a Igreja corrigiu a sua façanha, baseando-a em milagre e poder. "E as pessoas ficaram contentes por serem de novo guiadas como um rebanho e por ter sido tirada dos seus corações a dádiva mais terrível que tanto sofrimento lhes causava: a liberdade." "Vai-te embora e não voltes mais... não voltes... nunca, nunca!"&lt;br /&gt;A tentação maior da Igreja é a do poder: poder social e político, controlo das consciências, imposição das suas normas aos não crentes, aceitação de uma religiosidade mágica e milagreira...&lt;br /&gt;"A última tentação de Cristo", na cruz, não foi, como sugeriu M. Scorsese, casar com Maria Madalena, mas descer da cruz. Não cedeu. Deus não livra da finitude nem, consequentemente, da morte ".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-3442890718007765918?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/3442890718007765918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/03/sobre-o-poder-o-bem-e-o-mal-tentacao-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3442890718007765918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3442890718007765918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/03/sobre-o-poder-o-bem-e-o-mal-tentacao-e.html' title='Sobre o Poder, o Bem e o Mal, a &quot;tentação&quot; e a sua &quot;diabolização&quot;'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S4_cZCu1YDI/AAAAAAAAAH8/_1uwDK42n_s/s72-c/scheppingeva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-6512238278563967169</id><published>2010-02-24T07:19:00.000-08:00</published><updated>2010-02-24T07:49:25.217-08:00</updated><title type='text'>Silêncio e tanta gente...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S4VILWfaL0I/AAAAAAAAAHs/TJU0TEIuSTk/s1600-h/angustia.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 252px; DISPLAY: block; HEIGHT: 260px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441835084600192834" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S4VILWfaL0I/AAAAAAAAAHs/TJU0TEIuSTk/s320/angustia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis uma velha canção, "SILÊNCIO E TANTA GENTE", presente, salvo erro, no "Festival da Canção" de 1984, por Maria Guinot, que se acompanhou com um num magnífico solo de piano (vou tentar deixar o "Link" para audio/video).&lt;br /&gt;Sempre gostei do poema, da postura da (meteórica) cantora, que encontrei, depois, em ambientes partidários, &lt;span style="BACKGROUND-COLOR: #ffff00"&gt;indecorosamente&lt;/span&gt; explorada por um Partido onde nem militava e onde nem um piano lhe conseguiam arranjar, para cantar e "dar o seu contributo", que nunca, refiro, negou (mesmo numa campanha eleitoral onde eu participei), mas assumia de forma digna.&lt;br /&gt;Mas a dignidade (insisto, repetitivamente, no termo) da pessoa da interprete e do poema, são um registo de qualidade.&lt;br /&gt;E onde, hoje, me revejo, num momento de (re)ordenamamento de sentimentos e afectos.&lt;br /&gt;Onde o silêncio faz falta, no meio de tanta gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Às vezes é no meio do silêncio&lt;br /&gt;Que descubro o amor em teu olhar&lt;br /&gt;É uma pedra&lt;br /&gt;Ou um grito&lt;br /&gt;Que nasce em qualquer lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes é no meio de tanta gente&lt;br /&gt;Que descubro afinal aquilo que sou&lt;br /&gt;Sou um grito&lt;br /&gt;Ou sou uma pedra&lt;br /&gt;De um lugar onde não estou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes sou também&lt;br /&gt;O tempo que tarda em passar&lt;br /&gt;E aquilo em que ninguém quer acreditar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes sou também&lt;br /&gt;Um sim alegre&lt;br /&gt;Ou um triste não&lt;br /&gt;E troco a minha vida por um dia de ilusão&lt;br /&gt;E troco a minha vida por um dia de ilusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes é no meio do silêncio&lt;br /&gt;Que descubro as palavras por dizer&lt;br /&gt;É uma pedra&lt;br /&gt;Ou um grito&lt;br /&gt;De um amor por acontecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes é no meio de tanta gente&lt;br /&gt;Que descubro afinal p'ra onde vou&lt;br /&gt;E esta pedra&lt;br /&gt;E este grito&lt;br /&gt;São a história d'aquilo que sou&lt;br /&gt;E troco a minha vida por um dia de ilusão&lt;br /&gt;E troco a minha vida por um dia de ilusão&lt;/em&gt; "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E deixo mais este registo intimista, porque, repito, um blog é um diário pessoal, que aceitamos partilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vesão video , da canção, em : http://videos.sapo.pt/vJVwh1AdzIBaLBm2nEl7&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-6512238278563967169?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/6512238278563967169/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/02/silencio-e-tanta-gente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/6512238278563967169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/6512238278563967169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/02/silencio-e-tanta-gente.html' title='Silêncio e tanta gente...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S4VILWfaL0I/AAAAAAAAAHs/TJU0TEIuSTk/s72-c/angustia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-1384793274782434753</id><published>2010-02-22T02:50:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T03:01:56.550-08:00</updated><title type='text'>Fernando Nobre, um Presidente da República possível ?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S4Ji2y64i3I/AAAAAAAAAHk/opQVnCKOE_s/s1600-h/Nobre.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 107px; DISPLAY: block; HEIGHT: 107px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441019993338186610" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S4Ji2y64i3I/AAAAAAAAAHk/opQVnCKOE_s/s320/Nobre.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O cargo de Presidente da República é pessoal, ou, como alguns dizem, "unipessoal". Logo, algo a que qualquer cidadão, com condições para tal (número de subscritores de candidatura, etc), pode aspirar.&lt;br /&gt;O Doutor Fernando Nobre é, por mérito, digno de querer ser Presidente de todos nós. É um exemplo de abenegação, de solidariedade e de, até, prejuízo profissional (logo, económico), em nome da luta contra a pobreza.&lt;br /&gt;Na minha opinião (que é minha...), o Doutor Fernando Nobre seria um excelente Presidente, num quadro constitucional que não é o nosso. Ou seja, onde o Presidente é quase um "Rei", um "símbolo", e não um interventor político.&lt;br /&gt;É isso que é preciso distinguir, também.&lt;br /&gt;O próximo combate presidencial, em Portugal, &lt;strong&gt;tem de ser clarificador e de ruptura&lt;/strong&gt;, entre a "direita" (Cavaco Silva) e a "esquerda" (Manuel Alegre), para um &lt;strong&gt;definitivo &lt;/strong&gt;arrumar da clarificação das políticas e medidas de política, em Portugal.&lt;br /&gt;Só porque estamos neste período de "fractura" é que o u&lt;strong&gt;nanimismo&lt;/strong&gt; (onde cabe gente de todas as àreas políticas, mas, também, de todas as "corpações" sociais) do Doutor Fernando Nobre pode ser pouco útil. Porque não ajuda a clarificar nem obrigará, finalmente (e isso tarda), o aparelho de Estado a tomar opções políticas entre a "diireita" (o promado do indivíduo e do lucro) e a "esquerda" (o primado da cidadania e do social).&lt;br /&gt;O "coração" até me poderia dizer para votar nele. A "razão" faz-me escolher Manuel Alegre (em quem não votei nas últimas Presidenciais).&lt;br /&gt;E, já agora, defender isso, numa reunião partidária, dá motivo, uma vez mais, no blog oficioso da "entourage" de Artur Melo, ainda Presidennte da Concelhia do PS local , a juízos (uma vez mais) sobre as pessoas e seus interreses.Como se todos se movessem por tal e criassem "sindicatos" e Blogs para o efeito.&lt;br /&gt;Como dizia Gil Vicente, "É fartar a vilanagem...; haja quem pegue num lodão !" (para quem diz que a minha escrita é difícil, aqui fica mais algo para, pedagógicamente, aprender).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-1384793274782434753?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/1384793274782434753/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/02/fernando-nobre-um-presidente-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1384793274782434753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1384793274782434753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/02/fernando-nobre-um-presidente-da.html' title='Fernando Nobre, um Presidente da República possível ?'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S4Ji2y64i3I/AAAAAAAAAHk/opQVnCKOE_s/s72-c/Nobre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-871132327292854379</id><published>2010-02-21T09:43:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T02:33:02.201-08:00</updated><title type='text'>Sobre as "Confrarias" como movimento social de preservação da identidade</title><content type='html'>&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 104px; DISPLAY: block; HEIGHT: 78px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441013537414347266" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S4Jc_AusegI/AAAAAAAAAHc/56T-3Xtl14s/s320/anho.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma das minhas muitas actividades, enquanto residi, longos anos, em Beja, foi ser "confrade" e "dirigente" da extinta Confraria dos Gastrónomos do Distrito de Beja, onde fui, &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;inclusive&lt;/span&gt;, Vogal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Entronizado" em 2002, cedo percebi só com formação (enfim, velho vício &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;profissional&lt;/span&gt;), se podiam defender os produtos locais (ditos "produtos do território").&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em Novembro de 2003, tive a honra de participar no 1º Congresso das Confrarias das Regiões da Europa, em Bruxelas e, em nome da "minha", apresentar comunicação sobre, precisamente, o papel de novo movimento social, pela identidade local, que as Confrarias eram e deviam ser. E, sabe-se lá porquê, dizer do perigo da sua apropriação, indirecta, pelas Câmaras ou poderes locais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fica este texto, escrito na sequência e maturação &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-corrected"&gt;desse&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Congresso&lt;/span&gt;, datado, mas que reconheço actual.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fica, como todos os outros, para quem o queira ler e concluir o que aprouver.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Um novo movimento social&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Publicado no "Diário do Alentejo" (Beja), em 2004-02-06 &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por Abel Ribeiro*&lt;br /&gt;Reuniu-se em Bruxelas, no hemiciclo do Parlamento Europeu, o 1º Congresso das Confrarias das Regiões da Europa, a 7 de Novembro.&lt;br /&gt;De entre as três centenas de confrarias, destacaram-se, em intervenções no plenário, a Confraria dos Gastrónomos do Distrito de Beja e a Confraria do Pão, que referimos por serem alentejanas.&lt;br /&gt;Tive, enquanto membro da delegação da primeira, a honra de testemunhar e de me aperceber da dimensão e pujança que, hoje, assumem, na Europa, todos aqueles “confrades” que se batem pela afirmação dos “produtos do território” como motores do desenvolvimento local e, mesmo, de uma nova economia e de um processo de reforço &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;identitário&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;De facto, das confrarias tendemos a ter, entre nós, uma ideia que aponta para uma espécie de “sociedades &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;almoçaristas&lt;/span&gt;/&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;jantaristas&lt;/span&gt;” ou de “tertúlias de amigos de petiscos e copos”, que mais não buscam senão a manutenção desse reconhecido (e louvável) direito de se juntarem para conviver em torno de iguarias autênticas. Só isso lhes daria, já, um estatuto qualificado.&lt;br /&gt;Contudo, pude perceber, nesse Congresso Europeu, algo diferente: as Confrarias são um fraterno e emergente movimento social de combate por uma nova economia construída sobre os “produtos do território”.&lt;br /&gt;Sobre este conceito de “produtos do território”, dei por mim, a aplaudir, delirantemente, o exprimido pelo ministro francês do Desenvolvimento Rural (com o qual politicamente nada tenho a ver...), nesse 7 de Novembro, em Bruxelas: esses produtos são aqueles que são obtidos com materiais, tecnologias e saberes próprios de um território, sendo só compreendidos em função dessa realidade global e das relações sociais que a constituem, logo, defender o mundo rural passa por valorizar tal pertença.&lt;br /&gt;Pude perceber o papel estratégico que as Confrarias desempenham neste combate. Afinal, não se trata, só, de agrupar aqueles que gostam de um dado bem, mas de lutar, &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-corrected"&gt;fraternalmente&lt;/span&gt; irmanados, para que o mesmo continue a ser produzido e que, da excelência dessa produção e do acto de o consumir, resulte o reforço da economia local.&lt;br /&gt;Daí que seja urgente que as confrarias portuguesas façam aquilo que já é ensaiado naquela onde sou um “humilde gastrónomo de base”: a Confraria dos Gastrónomos do Distrito de Beja. Nela, aposta-se na formação, nas suas diversas vertentes.&lt;br /&gt;Isto porque se acredita que as iguarias típicas o são, quer na forma como são consumidas, quer como são produzidas, quer como são apresentadas.&lt;br /&gt;Tal significa que a formação deve incidir sobre as técnicas de aproximação e manuseamento do produto (por exemplo, uma acção de formação de “Cortadores de presunto” ou de “Provadores de Azeite”), seja sobre a sua transformação (por exemplo, nas acções sobre “Cozinha” ou “Culinária”), seja em relação à dignidade com que são apresentados (por exemplo, as acções sobre “Serviço de Mesa”).&lt;br /&gt;A tudo isto a Confraria se tem dedicado, recorrendo às fontes de financiamento disponíveis, tentando qualificar quem manuseia e transforma as matérias primas em “produtos do território”, sem esquecer o sentido de “irmandade”, presente nas refeições e cerimoniais comuns de sua exaltação, como os &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-corrected"&gt;magustos&lt;/span&gt;, as matanças tradicionais, os jantares temáticos, etc.&lt;br /&gt;É urgente, por isso, que as Confrarias sejam olhadas, pelos agentes de desenvolvimento local, como parceiros de pleno direito nos processos de reforço da pertença a um território.&lt;br /&gt;É urgente que as confrarias sejam consideradas, pelas organizações e corporações ligadas aos interesses económicos (associações de hoteleiros, de comerciantes), como um parceiro que pode contribuir para a dignificação e validação do produto que se apresenta como típico, porque “do território”&lt;br /&gt;É urgente que as confrarias sejam reconhecidas, pelos poderes locais e regionais, como um parceiro estratégico na afirmação da individualidade social de uma região ou território.&lt;br /&gt;Num momento de afirmação da cidadania e da sociedade civil, não deixa de ser interessante constatarmos que estas associações (as Confrarias) podem evoluir para escolas de formação em saberes e sabores do território ou, mesmo, em instâncias de validação da autenticidade dessa territorialidade, mas, sobretudo, na afirmação de espaços de uma fraterna, festiva e orgulhosa defesa da pertença.&lt;br /&gt;Do que não restam dúvidas é que este &lt;strong&gt;movimento social&lt;/strong&gt; das confrarias é bem vindo a este combate pela identidade.&lt;br /&gt;Assim resista às tentações e seduções que, não tarda, os “poderes” lhe farão, para que deixem de ser “movimento...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Sociólogo – Associado da “Confraria dos Gastrónomos do Distrito de Beja”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fim de transcrição...&lt;br /&gt;Gosto de retomar temas que, nesta minha terra que hoje é o Marco, podem ser relevantes; este das Confrarias pareceu-me importante, daí respigar este contributo, fruto da minha experiência de 3 anos de vivência, como Confrade, numa delas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A minha Confraria extinguiu-se, precisamente, porque não resistiu ás tentações e seduções que referi e porque se deixou arrastar por ambições pessoais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas ainda guardo, com saudade, o &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;escapulário&lt;/span&gt; e o traje.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas que as Confrarias, hoje, são um movimento social de peso, na Europa rural, isso é verdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas que não assumem o seu papel, pleno, de guardiões da identidade, também.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em Portugal (e no Tâmega), desconheço se alguma se candidatou ao &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;PRODER&lt;/span&gt;, por exemplo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-871132327292854379?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/871132327292854379/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/02/sobre-as-confrarias-como-movimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/871132327292854379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/871132327292854379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/02/sobre-as-confrarias-como-movimento.html' title='Sobre as &quot;Confrarias&quot; como movimento social de preservação da identidade'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S4Jc_AusegI/AAAAAAAAAHc/56T-3Xtl14s/s72-c/anho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-4544421430941818309</id><published>2010-02-17T07:49:00.000-08:00</published><updated>2010-02-17T08:19:45.692-08:00</updated><title type='text'>PORQUE EU SOU DAS ILHAS DA BRUMA...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S3wUxYaq4mI/AAAAAAAAAHU/pQGBsiDwg74/s1600-h/Vf.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 143px; DISPLAY: block; HEIGHT: 78px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439245288557175394" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S3wUxYaq4mI/AAAAAAAAAHU/pQGBsiDwg74/s320/Vf.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vivi 3 anos seguidos em S. Miguel, Açores.&lt;br /&gt;Morei em Vila Franca do Campo. A minha vida permitiu correr as 9 ilhas.&lt;br /&gt;Durante mais 5 anos lá voltei, sempre em trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 10 anos que lá não ia.&lt;br /&gt;O Mundo é pequeno. Descobri que o meu (hoje) Camarada do PS , Presidente da Câmara de Povoação (Açores), tinha vivido e trabalhado no Marco, no ensino primário, há quase 30 anos. Esse cidadão, Dr. Carlos Ávila, foi meu colega de trabalho, entre 1991 e 1993, no Instituto de Acção Social dos Açores.&lt;br /&gt;Vivi, nesse tempo, a minha maior e mais intensa experiência de trabalho e de crescimento profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida permitiu-me, há dias, voltar a S. Miguel. E estar com o antigo Professor Primário, do Marco, Carlos Ávila.&lt;br /&gt;Em trabalho, viajámos, naqueles 3 anos, muito, pela Europa que abria as portas ao Portugal insular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finda essa experiência, e as vezes que voltei a S. Miguel, senti o que senti nestes últimos dias, onde tive a felicidade de lá estar : não escolhemos onde nascemos, mas sentimos onde pertencemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E recordei o velho tema do poeta micaelense Manuel Ferreira, chamado "Ilhas da Bruma" :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;" Ainda sinto os pés no terreiro&lt;br /&gt;Onde os meus avós bailavam o pezinho&lt;br /&gt;A bela Aurora e a Sapateia&lt;br /&gt;É que nas veias corre-me basalto negro&lt;br /&gt;E na lembrança vulcões e terramotos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso é que eu sou das ilhas de bruma&lt;br /&gt;Onde as gaivotas vão beijar a terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se no olhar trago a dolência das ondas&lt;br /&gt;O olhar é a doçura das lagoas&lt;br /&gt;É que trago a ternura das hortênsias&lt;br /&gt;No coração a ardência das caldeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso é que eu sou das ilhas de bruma&lt;br /&gt;Onde as gaivotas vão beijar a terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que nas veias corre-me basalto negro&lt;br /&gt;No coração a ardência das caldeiras&lt;br /&gt;O mar imenso me enche a alma&lt;br /&gt;E tenho verde, tanto verde a indicar-me a esperança "&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu sou das Ilhas da Bruma, de facto. Lá, em Vila Franca do Campo, a minha alma fica limpa, quando vou, ás 7h da manhã, aos cafés onde os pescadores bebem o "meio quartilho", quando respiro aquele ar pleno de humidade, que até parece líquido, quando, 20 anos depois, alguem me pergunta "Doutor, tu vieste para voltar ?", quando o meu querido e veterano (hoje cozinheiro "gourmet") Jaime, do famoso Restaurante Jaime, me diz "Sagrado, estás em Casa., fica cá.."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apetece-me, nessas alturas, cantar o poema acima.&lt;br /&gt;Eu sou Alentejano e nunca o neguei, adoro viver no Marco, mas, por alma, e em definitivo, sou "das Ilhas da Bruma".&lt;br /&gt;Onde quero acabar os tempos felizes da minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-4544421430941818309?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/4544421430941818309/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/02/porque-eu-sou-das-ilhas-da-bruma.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/4544421430941818309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/4544421430941818309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/02/porque-eu-sou-das-ilhas-da-bruma.html' title='PORQUE EU SOU DAS ILHAS DA BRUMA...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S3wUxYaq4mI/AAAAAAAAAHU/pQGBsiDwg74/s72-c/Vf.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-7785759782639226110</id><published>2010-02-03T03:55:00.000-08:00</published><updated>2010-02-03T04:48:45.467-08:00</updated><title type='text'>"GOD BLESS AFRICA", por causa de Mandela</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S2luVo3o8_I/AAAAAAAAAHM/bPyig63ea28/s1600-h/Mandela.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 129px; DISPLAY: block; HEIGHT: 110px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433995743426311154" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S2luVo3o8_I/AAAAAAAAAHM/bPyig63ea28/s320/Mandela.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que me acusam de dizer coisas que ninguém percebe, o fim do "&lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;aparthaid&lt;/span&gt;", na &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;África&lt;/span&gt; do Sul, significou algo muito simples : que deixou de haver aquilo que existiu durante mais um século, como escolas só para negros, bairros só para negros, ruas só para negros, cafés só para negros, lugares (poucos) nos transportes públicos só para negros,afrontas como ter, no Bilhete de Identidade, a origem étnica (banto, &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;bosquimane&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;cafre&lt;/span&gt;, etc) e muita outra &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-corrected"&gt;ignomínia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Isso está exposto em filmes, como o magnífico "GRITA LIBERDADE", de 1983, ou o actual "&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;INVICTUS&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;Há 20 anos, o branco "&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;boer&lt;/span&gt;" De &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;Klerk&lt;/span&gt; decretou, no branco Parlamento da República da África do Sul, o fim do "&lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;aparthaid&lt;/span&gt;", como sistema social e político e a libertação dos presos políticos por causa dele. Não pode, infelizmente, decretar a "&lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;ressurrreição&lt;/span&gt;" dos mortos desse "sistema social" (daí que eu recomende que aluguem o &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;DVD&lt;/span&gt;, ou façam o &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;download&lt;/span&gt; de "Grita Liberdade").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste dia, há 20 anos, resultou a libertação do último herói do século XX : NELSON MANDELA.&lt;br /&gt;Mandela passou, &lt;strong&gt;SÓ, 39 anos da sua vida preso&lt;/strong&gt;, dos quais 12 em isolamento, ou seja, sem contacto com outros seres humanos.&lt;br /&gt;Ao ser libertado, há 20 anos, podia ter clamado vingança contra os seus torturadores, mas, pelo contrário, fez história ao declarar que os PERDOAVA, mas queria Justiça para todo e qualquer que tivesse feito crimes de sangue, contra outros que não ele.&lt;br /&gt;MANDELA foi algo que eu, que me sinto magoado por "dá cá aquela palha", nunca conseguiria fazer : perdoar quem me fez mal e, sublinho,o PRIVOU DE MAIS DE METADE DA SUA VIDA; contudo, para quem &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;injustiçou&lt;/span&gt; outros, que não ele, &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-corrected"&gt;exige&lt;/span&gt; justiça.&lt;br /&gt;Que começou em Casa.&lt;br /&gt;A sua então esposa, &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Winnie&lt;/span&gt; Mandela, aceitou divorciar-se e uma pena suspensa por maus tratos a jovens de outro grupo tribal, feita por uns jovens "futebolistas", dela dependentes.&lt;br /&gt;Ao ser eleito Presidente, MANDELA chama, para partilhar o Governo, o mesmo branco "&lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;boer&lt;/span&gt;" DE &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;KLERK&lt;/span&gt; que o libertou e terminou o "&lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;aparthaid&lt;/span&gt;". Palavras para quê ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANDELA é, para mim, ao lado de &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;GHANDI&lt;/span&gt;, o grande líder político e, ao mesmo tempo, espiritual, do século XX.&lt;br /&gt;Aliar convicções que têm a ver com modelos de sociedade, mas se estribam em ética, foi fenómeno raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O centenário Mandela merece hoje ser homenageado.&lt;br /&gt;No dia da sua libertação, numa cerimónia em Lisboa, cantei o hino que Paul Simon, &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;Miriam&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;Makeba&lt;/span&gt; e &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;Ug&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;Fizikela&lt;/span&gt; eternizaram (que consta do &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;DVD&lt;/span&gt; "&lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;Graceland&lt;/span&gt;" de Paul Simon), chamado "&lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;GOD&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;BLESS&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;AFRICA&lt;/span&gt;". Ontem, canto da revolta e da resistência, cantado nos funerais dos resistentes. Hoje, o Hino oficial da &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;Áfica&lt;/span&gt; do Sul.&lt;br /&gt;Que termina, só com esta frase maravilhosa : "De todas as terras do Mundo, Deus escolheu esta para tornar todos iguais: a Terra é África, o nome dele é Jesus. Deus abençoe África".&lt;br /&gt;É isso que eu desejo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-7785759782639226110?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/7785759782639226110/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/02/god-bless-africa-por-causa-de-mandela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/7785759782639226110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/7785759782639226110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/02/god-bless-africa-por-causa-de-mandela.html' title='&quot;GOD BLESS AFRICA&quot;, por causa de Mandela'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S2luVo3o8_I/AAAAAAAAAHM/bPyig63ea28/s72-c/Mandela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-3762283764888043776</id><published>2010-02-01T02:31:00.000-08:00</published><updated>2010-02-01T02:35:16.464-08:00</updated><title type='text'>Hoje faço 53 anos...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S2ats8EKzSI/AAAAAAAAAHE/JepWRBQjYss/s1600-h/EVORA.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; DISPLAY: block; HEIGHT: 113px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433220988018543906" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S2ats8EKzSI/AAAAAAAAAHE/JepWRBQjYss/s320/EVORA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;                                                                 Évora, cidade onde nasci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomo, hoje que faço 53 anos um discurso que fiz, num almoço com 40 Amigos e Familiares, no dia em que completei 50 anos.&lt;br /&gt;Talvez sirva para, em definitivo, muitos saberem, "ao que ando".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Caríssimos Amigos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz 50 anos, dia 1 de Fevereiro. Meio século. De acordo com as estatísticas e o último relatório do desenvolvimento humano da ONU, a esperança de vida em Portugal é, para os homens, de 82 anos. Estou, pois, já, de forma clara, na fase madura da vida, já a “puxar” para a metade final. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Dizia Pilipp Ariés, na sua obra “O Homem e a Morte”, que começamos a morrer no dia em que nascemos para a vida humana. Por isso, a idade não me preocupa. Recuso os hipócritas lugares comuns do ser “jovem de espírito” ou de “ter perdido o BI”, que mais não são do que fugir a um estatuto digno próprio de cada idade : sou, com orgulho, um homem e cidadão de 50 anos e, porque sou português, europeu, ocidental e fruto de uma cultura judaico-cristã, com profundos traços de islamismo, também, assumo a carga cultural que essa idade, por isso, me atribuiu.&lt;br /&gt;Por isso assinalo, convosco, o atingir desta idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta, sul-americano de nascença, mediterrânico por opção, Pablo Neruda, dizia, num livro póstumo auto-biográfico, em título , “Confesso que vivi”.&lt;br /&gt;Eu quase diria o mesmo, corrigindo a conjugação : CONFESSO QUE VOU CONTINUAR A VIVER.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto significa várias coisas : 1) Que julgo que valeu a pena ter vivido até hoje; 2) Que não estou nada arrependido da forma como vivi; 3) Que vou continuar a viver da mesma maneira.&lt;br /&gt;É verdade: PODEM ESTAR CERTOS QUE É ISSO QUE TENHO SENTIDO NO APROXIMAR DO LIMIAR CULTURAL QUE SÃO OS 50 ANOS. É ESSA A MINHA CONVICÇÃO: a minha vida tem sido só uma, com um profundo fio condutor, fio esse que, como na lenda grega do minotauro, me há-de conduzir a um destino, embora se possa romper e reconstruir, diversas vezes. Desde que conduza a algum lado.&lt;br /&gt;Com 50 anos, tenho de ter algo a testemunhar sobre o que é esse fio condutor da minha vida . É isso que os quero dizer hoje. Quero fazê-lo a alguns homens e mulheres importantes da minha vida que hoje quis juntar comigo, independentemente de serem meus filhos, irmãos, ascendentes, cônjuges, ou outros laços de família e amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, que fio condutor é esse, o da minha vida de 50 anos ?&lt;br /&gt;Não receio em dizer que o fio condutor da minha vida têm sido as UTOPIAS IGUALITÁRIAS; sim, uma profunda crença, com raízes e cambiantes diferentes ao longo das várias etapas da minha vida, na ideia que os Homens nascem livres e iguais e, assim deveriam permanecer no acesso e usufruto dos direitos que, historicamente lhe vão sendo reconhecidos ou consagrados, e que esse caminho para a igualdade só pode se construído numa base de relações sociais fraternas. Diria mesmo (e é esse o meu entendimento) radicalmente fraternas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, sempre preferi o termo “fraternidade” ao “solidariedade” e, a pouco e pouco, vou percebendo porquê.&lt;br /&gt;Porquê ?&lt;br /&gt;Porque, num primeiro aspecto, ser fraterno é ser irmão. Isto significa um laço que nos “obriga” a amar o outro, mesmo apesar de ele não ser solidário connosco, ou seja, nem sequer partilhar a nossa causa, Aliás, vê o outro, não como o indivíduo “x” ou “y”, mas como um “outro” universal, que por ser Cidadão, Ser Humano, é, necessariamente, alvo com direito a receber e dar fraternidade. Por causa disto, nas várias raízes e cambiantes da minha opção pelas utopias igualitárias, fiz amizades fortes para rapidamente as desactivar, ligo-me intensamente a pessoas e, com facilidade, desligo-me, abraço grupos com causas e , logo, os abandono. Fragilidade, imaturidade, chamem-lhe o que quiserem: eu chamo-lhe ser radical. Radical, pois, ou consigo dar tudo ou, de facto, prefiro não dar nada, ou mudar o estatuto do “dar” para um acto despessoalizado. Ou seja, cada pessoa, a quem me dou, faz sempre parte de um todo ou de uma parcela desse todo e é esse “todo” que eu amo, verdadeiramente: amo todos aquelas centenas de jovens que foram meus alunos ao longo da minha vida, mas de poucos saberei o nome; contudo, se me batem á porta, logo abro. Amo todos os cidadãos por cuja dignidade combati e combaterei ao longo da vida, mas, ganhas as lutas, deles me desligo, enquanto indivíduos; mas, fraternalmente, os reencontrarei na luta social seguinte. Como filho, marido, irmão, pai, ou outro parentesco, sou por todos conhecido como “desprendido”, ou seja, aquele que tão depressa está e nos faz sentir intensamente a sua presença, como não está e é ausente .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o segundo aspecto desse meu seguir as utopias igualitárias : mais do que as pessoas (que são parte delas e as incorporam), eu sigo as causas que as utopias me suscitam e aceito os desafios que elas me fazem.&lt;br /&gt;A minha formação cristã de origem, á qual devo o pouco de bom que há em mim, ensinou-me várias coisas.&lt;br /&gt;Ensinou-me “que todos os cabelos da nossa cabeça estão contados”; ou seja, que quem é radicalmente fiel ás causas pode viver delas e nada lhe faltará, nem a si nem aos seus. É um risco. Mas estão perante um cidadão que, por 3 vezes, foi funcionário público e 3 vezes pediu a exoneração, por haver coisas mais importantes que o chamavam e que tinham a ver com as suas utopias igualitárias : projectos socais nos Açores, ser Autarca em Arruda dos Vinhos, depois, ir para o Ensino Superior, depois criar a sua própria empresa, depois.... Algumas dessas opões tiveram custos pessoais enormes, significaram perdas pessoais económicas, afectivas, de imagem pública, mas, mesmo nos momentos (que tenho passado vezes demais), de dificuldades económicas e incerteza profissional ou de desconsideração pessoal, tenho o orgulho de sentir que fui fel ao meu modo de ver o mundo e a vida e, sempre, a cada momento de tempestade se seguiram momentos de gratificante bonança.&lt;br /&gt;Ensinou-me, essa tal minha formação cristã de origem, a acreditar que “quem mete a mão ao arado não pode olhar para trás”, ou seja, as causas são para se assumidas até ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, por isso, também me ensinou que, como a Mafalda Veiga recorda na sua canção “Restolho “, tal como o grão de trigo, “é preciso morrer para nascer de novo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caríssimos&lt;br /&gt;Tenho conhecido quase as utopias igualitárias e nelas tenho militado ao longo da vida, com radicalidade convicta: fui membro activo de uma Igreja, militante de 3 partidos de esquerda, dirigente cultural, desportivo, associativo; estes 50 anos permitiram-me, apesar de toda esta radicalidade e instabilidade anormal, viajar por vários locais, neles trabalhar, ter experiências, também radicais, de comunhão diversa: senti os “amanhãs que cantam” do velho movimento comunista, apaixonei- me pela “cidadania activa” da nova esquerda, toquei o “novo Céu e a nova Terra” dos cristãos com que empenhadamente vivi. De nada me arrependi.&lt;br /&gt;Mas onde pára o fio condutor ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí mesmo.&lt;br /&gt;O Paulo VI dizia que “Não há verdadeiro humanismo se não for aberto ao infinito”.&lt;br /&gt;Sinto que, ao longo destes 50 anos, o meu fio condutor me tenta levar ao fim do labirinto (tal como na história do minotauro) e esse fim é o infinito.&lt;br /&gt;Não sei o que significa esse infinito. Se tenho conduzido a minha vida fiel a utopias fraternas e igualitárias, sei que chegar ao infinito passa por aí. E que, mais tarde ou mas cedo, tocarei ou voltarei a tocar esse infinito.&lt;br /&gt;Não preciso, espero, passar mais 50 anos para o descobrir.&lt;br /&gt;De resto, aqui me têm: Abel Ribeiro, 50 anos; sem qualquer sentido de culpa ou recriminação, diz, com orgulho, ter uma conta bancária miserável, sem casa própria, carro ou carta de condução, sem património material para deixar a quem quer que seja.&lt;br /&gt;Mas disponível para continuar a lutar por um mundo de iguais, construído sobre relações fraternas, de forma radical. Sem meias medidas, sem preconceitos, sem dúbios interesses. “Deitando a mão ao arado sem voltar atrás”. Pronto a, as vezes que forem necessárias, “morrer para nascer de novo”.&lt;br /&gt;Agrada-me viver a vida. Mas, sobretudo esta vida. Não me peçam que viva doutra maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABEL RIBEIRO&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito, como referi, em 1 de Fevereiro de 2007. Hoje diria o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-3762283764888043776?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/3762283764888043776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/02/hoje-faco-53-anos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3762283764888043776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3762283764888043776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/02/hoje-faco-53-anos.html' title='Hoje faço 53 anos...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S2ats8EKzSI/AAAAAAAAAHE/JepWRBQjYss/s72-c/EVORA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-8461820189813254741</id><published>2010-01-28T02:17:00.000-08:00</published><updated>2010-01-28T02:41:13.727-08:00</updated><title type='text'>Por vezes, temos a "morte na alma"...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S2FpfINDd8I/AAAAAAAAAG0/ppCmVZzpY3A/s1600-h/marco.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 113px; height: 75px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S2FpfINDd8I/AAAAAAAAAG0/ppCmVZzpY3A/s320/marco.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431738609084626882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Morte na Alma" é um termo queirosiano, de " Os Maias", ou melhor, do ancião  Maia.&lt;br /&gt;O Velho Maia confessava que, perante a perda dos valores (no seu caso, familiares) em que acreditava, mais do que o corpo (que viveria enquanto fosse possível), era a alma, os valores e as suas causas, que morriam. Dizia ele, escrevendo a um amigo, "faço-o com a morte na Alma".&lt;br /&gt;Hoje, escrevo, neste meu diário pessoal, com a "morte na Alma".&lt;br /&gt;Porque, ideias com sucesso, noutros locais do País, feitas projectos de intervenção e com financiamento comunitário, são boas em todo lado, menos em Marco de Canaveses, e, por isso, quem decide sobre os financiamentos não os dá. Talvez porque existe uma Rede Social Local, no Marco, a quem se pede um parecer e 5 meses depois ele não é dado, talvez porque a ousadia de tentar organizar instituições da sociedade civil local, em torno de projectos, SEM DAR O PRIMADO AO PRESIDENTE DA CÂMARA, era "muito à frente" para quem tem os diferentes poderes, o que facilita  dúvidas, suspeições e "traições", mesmo de parceiros próximos, a troco de "feijões".&lt;br /&gt;Fartei-me. Estou há muitos anos no mundo do desenvolvimento social; não estou habituado a determinados procedimentos  e como tal, retiro-me.&lt;br /&gt;Retiro-me, só, deste combate profissional. Com 53 anos, uma pausa é interessante&lt;br /&gt;Mas não saio do Marco. AQUI TENHO UM COMBATE CIDADÃO. Que vou travar, até ao fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-8461820189813254741?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/8461820189813254741/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/01/por-vezes-temos-morte-na-alma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/8461820189813254741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/8461820189813254741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/01/por-vezes-temos-morte-na-alma.html' title='Por vezes, temos a &quot;morte na alma&quot;...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S2FpfINDd8I/AAAAAAAAAG0/ppCmVZzpY3A/s72-c/marco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-8284708518189643776</id><published>2010-01-24T09:34:00.000-08:00</published><updated>2010-01-24T10:09:15.161-08:00</updated><title type='text'>Refexões sobre um fim de semana no Futebol local</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S1yLhgy9MVI/AAAAAAAAAGs/C_SvffGPTbM/s1600-h/futebol.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 116px; DISPLAY: block; HEIGHT: 113px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5430368658557579602" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S1yLhgy9MVI/AAAAAAAAAGs/C_SvffGPTbM/s320/futebol.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo a tempo a repetir isto : este espaço é um "diário pessoal" que partilho, de forma aberta. Não é um Jornal.&lt;br /&gt;Neste sábado e domingo, vivendo um momento de solidão pessoal (previsto), episódios de alguma desilusão (que não de insucesso) &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;profissional&lt;/span&gt; e de muito desencanto desencanto político - partidário, resolvi fazer algo que, reconheço, há muito, devia ter feito, pois é isso que tem a ver com o meu modo de estar em sociedade : fui ver todos os jogos de Futebol do "Marco 09" disponíveis. Vi, no sábado, no escalão "Escolas", Marco 09/&lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Carvalhosa&lt;/span&gt;; no domingo, de manhã, em "Juvenis", Marco 09/ Baião e, á tarde, em &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Séniores&lt;/span&gt;, Marco 09 / &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Raimonda&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Recordei algo que foi, quando trabalhei, nos Açores, o meu modo de estar entre 1990 e 1993 : fazer do ir ao futebol amador, de todas as camadas, um modo de, &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;anónimamente&lt;/span&gt;, estar com as pessoas e conhecer melhor o modo como o "povo em movimento" funciona.&lt;br /&gt;Para além disso, passei a saber que existe, nos juvenis, um excelente guarda-redes chamado Ambrósio, um Moreira que me lembrou o Humberto Coelho quando &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-corrected"&gt;júnior&lt;/span&gt; (tenho idade para me lembrar dele com essa idade), pela sua segurança e autoridade; que, nas "escolas", há um aguerrido extremo chamado Pinho, sem esquecer outros.&lt;br /&gt;Igualmente recordei os meus tempos de dirigente desportivo, no "ARRUDENSE", entre 1982 e 1987 e, depois, entre 1989 e 1990. O que significava trabalhar com atletas muito jovens, alguns dos quais meus alunos, ganhar os pais para a participação e colaboração, consolá-los nas derrotas, tentar amenizar os castigos dos "cartões", mas sobretudo, fazer com que, através do "Clube" da sua terra, se identificassem com ela e sentissem que ela os acarinhava. 25 anos depois, muitos são dirigentes desse Clube. Algo ficou, afinal.&lt;br /&gt;Senti um prazer enorme ao estar no "Campo sintético", nas manhãs de sábado e domingo, e, de tarde, no "Municipal". Vi pessoas que conheço, dos cafés, &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;inclusive&lt;/span&gt;, casais já com alguma idade, na bancada ou em pé,  ou mesmo pais e avós com os filhos ou netos.&lt;br /&gt;Isto significa algo. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Significa muito.&lt;br /&gt;Quer dizer que o Marco tem muito futuro, na sua sociedade civil, sobretudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-8284708518189643776?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/8284708518189643776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/01/refexoes-sobre-um-fim-de-semana-no.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/8284708518189643776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/8284708518189643776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/01/refexoes-sobre-um-fim-de-semana-no.html' title='Refexões sobre um fim de semana no Futebol local'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S1yLhgy9MVI/AAAAAAAAAGs/C_SvffGPTbM/s72-c/futebol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-5538387896826424914</id><published>2010-01-22T09:48:00.000-08:00</published><updated>2010-01-22T10:03:47.250-08:00</updated><title type='text'>Reflectir sobre o PS no Marco</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S1nnMb4HwVI/AAAAAAAAAGk/XltZRJhZ2hg/s1600-h/PS.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 131px; DISPLAY: block; HEIGHT: 95px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429625026599436626" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S1nnMb4HwVI/AAAAAAAAAGk/XltZRJhZ2hg/s320/PS.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Coloco em comum um texto hoje remetido à Comissão Política Concelhia do Marco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;                    REFLECTIR PARA INFLECTIR UMA ORIENTAÇÃO POLÍTICA&lt;br /&gt;                                                        (OU A FALTA DA MESMA)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Enquadramento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma reflexão sobre o PS local só pode ser feita mediante uma constante referenciação a documentos estruturantes da vida do Partido, como a Declaração de Princípios ratificado em reunião da Comissão Nacional de 11 de Janeiro de 2003.&lt;br /&gt;Dela respigamos, para já, o Ponto 20, por nos parecer verdadeiramente clarificador sobre o que deve ser a vida interna do Partido e o modo como ele se insere na sociedade nacional e local (com sublinhados e destaques nossos).&lt;br /&gt;Citamos :&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“ 20. O PS é um partido republicano, que emana dos cidadãos. Por isso, concebe a acção política como tarefa colectiva de mobilização de pessoas e grupos para o projecto da plena realização da democracia e da afirmação dos ideais da liberdade, da igualdade e da solidariedade. Por isso, é um partido plural, coeso e fraterno, aberto à comunicação permanente com as diferentes organizações e correntes de opinião que fazem a riqueza da sociedade civil, e assente na intervenção social e cívica dos seus membros, militantes e simpatizantes, cidadãos livres e activos unidos pela ampla plataforma política da democracia e do socialismo democrático.&lt;br /&gt;Agir é o contrário de aceitar passivamente a lógica fatalista de perpetuação dos factores de atraso económico, cultural e científico, bem como dos factores de injustiça e desigualdade social. Participar, recusando o alheamento, a indiferença e o conformismo, é exercer um direito e um dever fundadores da cidadania. O PS convoca todos quantos se reconhecem no projecto de realização plena da democracia e promoção dos direitos humanos a mobilizarem-se para a acção política, nas diferentes formas que a concretizam nas sociedades contemporâneas.&lt;br /&gt;O PS considera vital não ceder à tentação inerente às organizações políticas para se fecharem sobre si próprias. Sem diminuir a importância da estrutura partidária e o contributo decisivo dos seus militantes, sem perder nenhum dos fortes elos que o ligam às classes trabalhadoras e sem abdicar da sua natureza de grande partido popular, o PS deseja aprofundar a comunicação com as diferentes correntes de opinião e intervenção que fazem a riqueza da sociedade civil, prestando particular atenção ao diálogo com o mundo da ciência, da cultura e da inovação técnica e social. O que está em causa é o estabelecimento de uma verdadeira rede de cooperação e solidariedade entre modos plurais de agir politicamente.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, o PS considera ser seu imperativo moral, cívico e democrático assegurar um adequado quadro de organização e promover um efectivo clima de respeito e diálogo entre os seus membros. O PS cultiva a democracia interna e vê a sua força principal na pluralidade das características, convicções e projectos dos seus membros, unidos na grande plataforma política que assenta na vinculação recíproca entre o projecto do socialismo democrático e a plena realização da democracia política, económica, social e cultural.&lt;br /&gt;O PS quer estar permanentemente no centro do debate político, quer estar aberto às correntes de opinião e aos movimentos sociais, quer fazer a síntese crítica dos muitos contributos que alimentam a mudança democrática. “&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Contudo, o mesmo documento refere que, quer ao nível da organização interna, quer ao nível da dinamização da sociedade civil, esse “modo de estar” tem uma marca e referência ideológica, logo não é casuístico ou amorfo, muito menos oportunista.&lt;br /&gt;Continuamos a citar a Declaração de Princípios:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“[extracto do Ponto 1]&lt;br /&gt;“ O PS convoca toda a sua história e todo o seu património para iluminar a acção presente. A luta contra o fascismo e o colonialismo, o ideal do “socialismo em liberdade” e a denúncia dos totalitarismos, a liderança na fundação e institucionalização da democracia representativa e pluralista e na sua consagração constitucional como uma democracia política, económica, social e cultural, o europeísmo, a causa do desenvolvimento solidário e sustentável e a combinação entre modernização e consciência social, todas estas opções estruturaram a evolução do PS, o seu enraizamento popular e a afirmação como um grande partido democrático”.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ou&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;[extracto do Ponto 13)&lt;br /&gt;“Os socialistas são democratas radicais, porque entendem que não há alternativa para a democracia, como regime político baseado na liberdade e na escolha popular, e entendem que a democracia constitui um fim em si mesma, um precioso bem que é necessário defender. A democracia é também uma cultura, uma maneira de conceber as acções e as relações entre os indivíduos e os círculos sociais que eles formam. Essa é a cultura da liberdade, da autonomia, da descentralização, da iniciativa, da criatividade, da comunicação, da participação no espaço público, da celebração da diversidade e das diferenças, do reconhecimento mútuo e do encontro. É a extensão aos vários domínios da vida social da convicção de que da pluralidade dos seres e das ideias e da livre argumentação e livre escolha se faz uma sociedade pacífica, dinâmica, culta e próspera.&lt;br /&gt;Esta defesa radical da democracia e do valor e da prática da cidadania, quer como realização de direitos, quer como assunção de deveres e partilha de responsabilidades, é que deve orientar também as reformas do sistema político e da administração, no sentido de fomentar as condições e o alcance da participação dos cidadãos e aumentar a proximidade e a eficiência dos serviços que lhes são prestados”&lt;/em&gt; .&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;É, pois, claro o primado da ideologia sobre o “praticismo”, sobre a acção avulsa em nome da oportunidade do momento.&lt;br /&gt;De facto, a organização interna do Partido deve ser democrática e participada, porque assim consta da sua matriz ideológica; do mesmo modo, os militantes devem, junto com o Partido, dinamizar a participação cidadã e a sociedade civil, não centrados na obtenção do Poder, mas, principalmente, porque a sua matriz ideológica a tal os convida; igualmente, as propostas e acções do Partido, na dita sociedade civil, devem reflectir o ideário da devolução dessa sociedade às pessoas, que, progressivamente se apropriam da sua gestão, e não fomentar o seguidismo, o alheamento, o oportunismo,&lt;br /&gt;Os Partidos (e o PS) também servem, de facto, para disputar o Poder. Mas obtê-lo não deve ser a preocupação central, mas, sim, a consequência da fidelidade aos seus princípios, mormente na presença na sociedade.&lt;br /&gt;Urge, pois, colocar a ideologia no centro do debate político no PS do Marco.&lt;br /&gt;O que não aconteceu, pelo menos no processo autárquico.&lt;br /&gt;Senão, estamos perante um “sindicato de interesses”, tipo PSD de MF Leite.&lt;br /&gt;Ou então, estaremos no Partido errado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Aprender com a experiência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A excessiva preocupação e, mesmo obsessão, por vitórias eleitorais, mormente, nas Autárquicas, tem levado a um enorme desgaste e lutas fraticidas entre os Camaradas. Constantemente se “cobram” as derrotas, se “pede a cabeça” de quem perde, e, nem sempre, se analisa porque se perdeu e se essas derrotas derivam, precisamente (ou não) da deficiente organização interna (por vezes ao arrepio dos Estatutos) , mas, sobretudo, da falta de presença activa e dinâmica dos militantes na sociedade civil.&lt;br /&gt;Em suma, da falta de respeito pela tal “matriz ideológica”.&lt;br /&gt;O tempo perdido a “cortar cabeças” ou a “incinerar” críticos prejudicou, desde sempre, a reflexão fundamental: a questão deveria ser “porque perdeu o PS ?” e não “porque é que fulano perdeu ?&lt;br /&gt;Isto porque aprender com a experiência é tirar lições sobre os erros, corrigi-los e não os repetir, e não “afastar” quem errou.&lt;br /&gt;Teremos de entender, contudo, que o não correcto funcionamento, neste mandato, dos órgãos legítimos locais, não possa ser “branqueado” e deva, se necessário, ser analisado em instâncias jurisdicionais do PS.&lt;br /&gt;No que concerne ao passado combate autárquico, a derrota deveu-se, sobretudo e essencialmente, à falta de respeito pela dita matriz ideológica do PS, expressa na dita Declaração de Princípios e, na sua formulação jurídica, nos Estatutos. É essa a lição a tirar dessa experiência.&lt;br /&gt;Isso foi visível:&lt;br /&gt;- Na fulanização, personalização e “presidencialização” da Candidatura, com demasiado Candidato e pouco PS;&lt;br /&gt;- No cumular da falta de organização interna do Partido, com sub-alternização, desvalorização e, mesmo, “esquecimento”, dos órgãos internos, mormente a partir do lançamento do Candidato (o que, no fundo, vem na sequência dos moldes em que o PS local vinha sendo gerido);&lt;br /&gt;- Na falta de uma linha ideológica que marcasse o Programa e as propostas políticas a fazer, optando-se por um “alinhavar e coser” de medidas avulsas, de onde não ressaltava um modelo de desenvolvimento para o Concelho (desprezando todo o trabalho que chegou a ser feito, mormente nos “Fóruns” temáticos);&lt;br /&gt;- Na criação de um ambiente de crispação e de autoritarismo, que cerceou o debate interno ou a livre expressão de opiniões, levando ao afastamento ou auto-afastamento de quem ousava ser crítico, constantemente tratados como se fossem “traidores”, no pior da tradição maoista (que nada tem a ver com o PS);&lt;br /&gt;- Em consequência da falta de visibilidade e presença do PS e dos seus militantes na dinamização da sociedade, a apresentação de uma equipa fraca sem ideias fortes, centrada em 2 ou 3 personalidades, mas ás quais era difícil associar um projecto político ou ideológio, muito menos do PS.&lt;br /&gt;Os Camaradas afastados, ostracizados ou, mesmo, ao arrepio dos Estatutos e Regulamentos derivados, ignorados, têm todo o direito de exigir inquéritos sobre estas práticas, que, de facto, no espírito e letra, nada têm a ver com o PS e o sei ideário democrático.&lt;br /&gt;Esta é a lição que devemos tirar da NUNCA DESMENTÍVEL derrota da estratégia de quem conduziu o processo autárquico : o PS não é um “sindicato de oportunidades”, é um Partido com matriz ideológica, e, como tal, deve ser portador de ideias fortes para a sociedade local, estribadas nessa matriz. E, sobretudo, estar nela presente.&lt;br /&gt;Quem perdeu na foi o PS; a versão “sindicato de oportunidades” foi a derrotada nas eleições autárquicas.&lt;br /&gt;Mas interessa, agora, o Futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Refundar o Partido &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3.1 Porque o PS é necessário e essencial para a Democracia no Marco&lt;br /&gt;A derrota autárquica significou uma nova leitura, perfeitamente perigosa : Manuel Moreira seria o garante da Democracia local, logo, o “presidencialismo”, “peronismo” e os tiques autoritários de Artur Melo em nada ajudaram a combater essa ideia.&lt;br /&gt;Ainda na recente Assembleia anual de militantes, alguns novos militantes, que apoiaram Artur Melo, pediam a expulsão do Partido de quem não tinha votado PS, de quem tinha criticado a estratégia (‘?) fora do Partido (internamente, contudo, o ambiente era inquisitorial – veja-se o caso Rolando Pimenta) e, pior, quem tinha ido a “Comícios” de outras candidaturas, como se esse não fosse um direito cidadão.&lt;br /&gt;Esta visão nada tem a ver com o PS.&lt;br /&gt;Cita-se, uma vez mais, o Ponto 20 da Declaração de Princípios:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Ao mesmo tempo, o PS considera ser seu imperativo moral, cívico e democrático assegurar um adequado quadro de organização e promover um efectivo clima de respeito e diálogo entre os seus membros. O PS cultiva a democracia interna e vê a sua força principal na pluralidade das características, convicções e projectos dos seus membros, unidos na grande plataforma política que assenta na vinculação recíproca entre o projecto do socialismo democrático e a plena realização da democracia política, económica, social e cultural.&lt;br /&gt;O PS quer estar permanentemente no centro do debate político, quer estar aberto às correntes de opinião e aos movimentos sociais, quer fazer a síntese crítica dos muitos contributos que alimentam a mudança democrática. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Mas, mais grave, anda, é a imagem pública, que persiste, de Partido “partido”, desorganizado, de pequenos grupos, enfim, o tal “sindicato de interesses”.&lt;br /&gt;Acresce uma certeza:&lt;br /&gt;A “agenda política”, desde que Manuel Moreira foi eleito, é marcada por ele e pelo PSD.&lt;br /&gt;Em Democracia, quem marca essa “agenda” devem ser os cidadãos, que acreditam que são eles que devem tomar em mãos os destinos dos Concelhos e Freguesias. Unindo-se em torno de ideias fortes, nascidas de uma ideologia fundadora comunitária, que, neste caso, move o PS.&lt;br /&gt;Por isso o PS é necessário, no Marco.&lt;br /&gt;3.2 Mas que PS é necessário ?&lt;br /&gt;De certeza, não é um PS dividido. Um PS “peronizado”; um PS presidencializado. Um PS inquisitorial.&lt;br /&gt;Mas, muito menos, um PS unido artificialmente em torno de pessoas, tipo discurso do Estado Novo, por projectos pessoais ou “sindicatos de interesses”.&lt;br /&gt;Precisa, sim, de um PS unido em torno da sua Declaração de Princípios, que tem um discurso de Esquerda sobre o Concelho, radicado na necessidade de aprofundar a democracia participativa e a recolocação da cidadania no centro da vida local, que permita que, na Sub-Região do Tâmega, tenhamos a centralidade que a tacanhez de poderes e oposições locais nunca exibiram.&lt;br /&gt;Que se afirme com um projecto de democracia e desenvolvimento sustentável para o Concelho.&lt;br /&gt;3.3 Começar em Casa…&lt;br /&gt;Não vale a pena “pregar doutrina” que não se cumpre em Casa.&lt;br /&gt;E a Casa é o nosso PS local e os seus órgãos.&lt;br /&gt;É necessário que, até ás próximas eleições internas, se RESTAURE a democracia interna (verdadeira, não só verbal) e se acabe com o “presidencialismo” : os órgãos do Partido devem funcionar. Se tal não acontecer, aguardemos pelas eleições internas.&lt;br /&gt;Depois, é necessário que o Partido, se, de facto, quiser ser fiel ao seu ideário, transmita, para o exterior, uma imagem de um “sindicato”, não de interesses ou projectos pessoais ou grupais, mas de “Provedoria” do cidadão. A Sede deve abrir, ter um horário de proporcione que os militantes se encontrem entre si; os eleitos municipais (CM e AM) devem ter, na Sede, um horário de recepção aos cidadãos que os querem contactar, pois são eleitos do PS (não em nome individual) e, na falta de espaços municipais, deve ser aí que é feito. Nem que seja 1 hora por semana. Ou, para os mais “despertos” para as TIC, ressuscitar a página do PS Marco e ter um atendimento electrónico.&lt;br /&gt;Só assim se restaura a democracia interna e se a faz transparecer para o exterior.&lt;br /&gt;3.4 Dinamizar a sociedade civil local&lt;br /&gt;3.3.1 Com os Autarcas e com o Partido&lt;br /&gt;O PS, como Partido de Esquerda (ver Declaração de Princípios) e os citados pontos da mesma, deve fazer da razão da sua existência ter uma ideia e visão, prática, de futuro para o Concelho.&lt;br /&gt;O primeiro passo é unir os seus Autarcas (CM, AM , JF e AF), em torno de um projecto para o Concelho, suficientemente estruturado e fundamentado, que esteve previsto para Programa Eleitoral mas que foi prejudicado pela visão “presidencialista” . De facto, não faz sentido que cada um opine, que existam votações onde cada vota como quer, se alie a seu belo prazer com quem quer, seja “seduzido” pelo Dr. Moreira, etc.&lt;br /&gt;Para obviar tal, antes de ABRIL, a actual Concelhia deve promover umas Jornadas Autárquicas sobre o Desenvolvimento do Concelho, de molde a concertar, na teoria e na prática, um caminho para o desenvolvimento do Concelho, POIS ISSO NÃO FOI FEITO ANTES DAS ELEIÇÕES (embora houvesse intenção, dos “ostracizados”, de o fazer), e não se pode continuar a “navegar à vista” ou com propostas sem qualquer referenciação ao modo de ver o mundo e a vida dos socialistas, aplicadas à realidade local, claro. Daí termos de definir, COM OS ELEITOS LOCAIS e quem quiser contribuir, uma visão estratégica do Concelho, de longo prazo, da autoria do PS, que marque o discurso político deste mandato.&lt;br /&gt;Isto porque a (não) estratégia e o (não) programa presente a eleições foi derrotado e o futuro já começou.&lt;br /&gt;Segundo, o PS local tem de retomar o funcionamento dos “Grupos de trabalho temáticos”, que devem, de acordo com a matriz ideológica do PS, poder ser uma fonte de trabalho e de produção constante de ideias e de propostas, necessariamente para formar os militantes e apoiar os Autarcas (mormente a pedido destes), mas, essencialmente, para promover debates, fóruns ou iniciativas públicas sobre temas de interesse.&lt;br /&gt;3.3.2 Na vida local&lt;br /&gt;Depois, os militantes do PS, sozinhos, em grupo, organizados com outros cidadãos, devem estar presentes e activos no movimento associativo e solidário local.&lt;br /&gt;Dirão que as instituições locais estão demasiado dominadas pelos “poderes”, que não vale a pena, que seremos sempre os mesmos etc.&lt;br /&gt;Será verdade. Contudo, não se fala ter listas do PS para isto ou aquilo, para esta ou aquela entidade, mas de, antes, fazer o “trabalho de casa” : de nos fazermos presentes, de irmos aos espaços públicos, de frequentarmos, como cidadão e pessoas que é sabido sermos do PS, as iniciativas (mesmo as da Câmara) que vão acontecendo. E então, se for o caso disso, dinamizarmos o surgimento de listas de para corpos sociais ou, mesmo, criar associações com um novo espírito .&lt;br /&gt;Isto porque a visão de Manuel Moreira é a de um associativismo (cultural, desportivo, de juventude, etc) “municipalizado”, de uma solidariedade social centrada em uma ou duas IPSS que a Câmara controla na perfeição que possuem uma visão “assistencialista” fora de moda.&lt;br /&gt;De facto, a “agenda” da cidadania, no Marco, tem de, progressivamente, passar a ter a marca ideológica do PS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, um Partido afirma-se por aqui.&lt;br /&gt;Porque, primeiro, a sociedade local deve reconhecer os seus militantes como pessoas públicas, activas, que dão contributos, ideias e trabalham para a vida local.&lt;br /&gt;Depois, descobrir que por detrás está uma estrutura local de um Partido que alimenta essa intervenção.&lt;br /&gt;E, como tal, os actuais eleitos do PS são a “visibilidade política” dessa forma de estar na vida local&lt;br /&gt;Que, por fim, tudo isso se radica NUMA VISÃO/PROJECTO DE DESENVOLVIMENTO DO CONCELHO, CONSTRUÍDO COM UMA “MATRIZ IDEOLÓGICA” DE ESQUERDA.&lt;br /&gt;DEPOIS, GANHARÁ AS FUTURAS ELEIÇÕES, POR CAUSA DE TUDO ISSO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PS, actualmente, tende a constituir-se como, na formulação de Manuel Alegre, na “esquerda possível”. Ou seja, aquela que deixou de ter vergonha de ser “de esquerda”, mas mergulhando nas realidades locais, com espírito aberto, mesmo sem perder rigor ideológico, faz compromissos para coisas realizáveis, em nome da utopia.&lt;br /&gt;O PS consegue aglutinar, na sua história, o velho republicanismo, a tradição marxista, mas também o humanismo cristão, o civilismo anarquista, enfim a “esquerda” que pode ser intelectual, que, é verdade, “gosta de reuniões”, mas está no terreno, os seus militantes andam na rua, frequentam espaços públicos, são conhecidos por ter opinião, por trabalhar para o bem comum.&lt;br /&gt;Este PS, do qual somos militantes, conseguiu reformar a Segurança Social, dar um golpe quase fatal na ideia “assistencialista” que minava uma Solidariedade Social com bafio de “sacristia”, trava uma luta dura com interesses corporativos (e por vezes faz acordos, como com os professores), legalizou as uniões entre pessoas do mesmo sexo,; marca a modernidade daquela esquerda a que, em 1914, o francês e primeiro ministro Leon Blun definiu como aquela que consegue ver a classe [o grupo] sem esquecer a pessoa.&lt;br /&gt;É o PS de Mário Soares, de Ferro Rodrigues, de Manuel Alegre, de Palma Inácio, de Vieira da Silva, enfim, de gente da esquerda  que não tem vergonha de o ser,  mas que, afinal, tem perspectivas muito diversas do socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Marco também tem de ser isso : um PS que marca a agenda local, porque sabe o que quer, em termos de desenvolvimento sustentado e participado, para o Concelho.&lt;br /&gt;Porque terá de ser o tal partido plural, coeso, mas, sobretudo fraterno, que a Declaração citada insiste em definir.&lt;br /&gt;E que prescinde, EM DEFINITIVO, de ser “sindicato” de interesses ou projectos pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Abel Ribeiro (militante nº 000113504 - Distrito do Porto)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-5538387896826424914?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/5538387896826424914/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/01/reflectir-sobre-o-ps-no-marco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/5538387896826424914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/5538387896826424914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/01/reflectir-sobre-o-ps-no-marco.html' title='Reflectir sobre o PS no Marco'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S1nnMb4HwVI/AAAAAAAAAGk/XltZRJhZ2hg/s72-c/PS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-6461523728478894633</id><published>2010-01-22T09:30:00.000-08:00</published><updated>2010-01-22T09:41:34.631-08:00</updated><title type='text'>Sobre a pobreza, neste seu "Ano Europeu"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S1njKXcfYtI/AAAAAAAAAGc/SpI933H2sFA/s1600-h/pobreza.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 118px; height: 86px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S1njKXcfYtI/AAAAAAAAAGc/SpI933H2sFA/s320/pobreza.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5429620593003553490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respiguei um texto datado (2002) e localizado (Alentejo), mas que, ao voltar a consultá-lo, julgo ser útil ser colocado em comum (academismos à parte...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTRIBUTOS PARA UMA CLARIFICAÇÃO SOBRE AS CARACTERÍSTICAS DA EXCLUSÃO SOCIAL NO DISTRITO DE ÉVORA *&lt;br /&gt;____________________________________________________________________________&lt;br /&gt;* Comunicação ao “Encontro de Chefes de Projecto de Luta Contara a Pobreza do Distrito de Évora ”&lt;br /&gt;Abel Maria Simões Ribeiro&lt;br /&gt;Docente do Instituto Superior de Serviço Social de Beja&lt;br /&gt;Coordenador do Núcleo de Évora da REAPN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo&lt;br /&gt;O autor tenta situar as questões da exclusão e do seu combate num domínio simultaneamente subjectivo e objectivo: por um lado, existe uma percepção, perfeitamente mensurável, da exclusão, como o não usufruto de bens ou direitos; por outro, existe uma dimensão subjectiva, que não se situa no “excluído”, mas no discurso que a sociedade faz sobre o seu estatuto, que, por vezes, pode ser deveras relativo no que á realidade objectiva dessa exclusão respeita.&lt;br /&gt;Conclui sobre a colocação das questões da exclusão, na única dicotomia que reconhece: conseguir ser-se (ou não) cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O que é lutar contra a exclusão ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pelo menos 3 décadas que responsáveis pelos poderes, na Europa, assim como nas chamadas organizações da sociedade civil trabalham e lutam, organizados e apoiadas pelos chamados “dinheiros comunitários”, contra a pobreza ou contra a exclusão.&lt;br /&gt;Contudo, se vos perguntar o que é a exclusão, dificilmente encontraremos um conceito consensual: a pobreza é algo que sabemos o que é, quase intuitivamente, mas que dificilmente conceptualizamos; a exclusão, talvez, ainda pior seja. Contudo, há muito (1993) que a própria União Europeia, através do então responsável pelo Programa Pobreza III, o Prof. Pierre Hierneux, adoptou um conceito, fundamental, para a exclusão, que me parece servir para todo e qualquer espaço do Mundo :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“A exclusão consiste na impossibilidade ou incapacidade, de uma pessoa ou grupo social, aceder e usufruir de um nível de vida e qualidade de vida médio do seu grupo social que, simultaneamente, corresponda às suas expectativas enquanto, consumidor, num determinado tempo e cultura global e local”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um conceito muito operativo, talvez por vir de alguém que, ao mesmo tempo, é do “terreno” e da “ciência”.&lt;br /&gt;Isto porque o centra, precisamente, não nas suas expressões e rostos (insuficiência de rendimentos, desqualificação, destruturação da família...), mas, precisamente, nos mecanismos de sua criação.&lt;br /&gt;Penso ser este o equívoco, benévolo e bem intencionado de muitos dos chamados projectos de luta contra a exclusão/pobreza : lutamos contra as expressões, as consequências do incorrer na exclusão ou pobreza, e não contra os mecanismos que a criam; por isso abrimos infantários e creches, fazemos formação profissional, construímos curriculae escolares adequados a crianças diferentes, até tentamos “estruturar” as famílias. Tudo isto é meritório e útil, mas, sinceramente, não acredito que seja ser anti-pobreza e, muito menos, anti-exclusão; ainda é ser, teimosamente, assistencialista.&lt;br /&gt;Por isso, não situo esta análise ao nível dos números valores ou dados estatísticos.&lt;br /&gt;Julgo preferível tentar, convosco, encontrar pistas para a identificação dos mecanismos criadores da exclusão para, no desempenho profissional meritório que todos nós temos, os podermos, de facto combater. Isso mesmo, atacar os mecanismos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A representação social do excluído no Alentejo&lt;br /&gt;Vamos ser claros: o “excluído”, no discurso dos poderes, no Distrito, entre nós, tem muito pouco a ver com aquilo que Hierneux dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos, só, um exemplo, que deixo á vossa reflexão e aprofundamento: todos, desde os Sindicatos, às Associações de Reformados, às Autarquias, falam das “pensões de miséria”, dos idosos, como o grupo social (“de referência”), mais pobre. Se tivermos uma lógica de análise do rendimento distribuído, será verdade. Agora, pergunto-vos, aqueles e aquelas que casaram há pouco tempo, ou que baptizaram um filho: quem deu a prenda mais valiosa? Os Pais ou os Avós ? Mais, a quem recorremos, nas alturas de “apertos económicos” (para dar a entrada para a casa ou o carro...): ao Pai urbano, com profissão bem definida, ou ao Avô ou Avó, o tal das “pensões de miséria” ? Deixo-vos esta perplexidade...&lt;br /&gt;De facto, temos uma representação da condição de exclusão ou, mesmo, da pobreza que, de facto, se baseia muito no lugar comum e não naquilo que Hierneux dizia.&lt;br /&gt;Talvez, por isso, insista que só conhecendo os mecanismos de criação, aqueles que incapacitam ou impossibilitam de ter acesso ao tal nível de vida e qualidade de vida, o médio e o desejado (e por isso excluem) , podemos de facto conhecer o fenómeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Algumas pistas para conhecer os mecanismos de criação da exclusão no nosso Distrito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julgo que, hoje, o que mais conhecemos e nos assusta, cada vez mais, não é a exclusão ou a pobreza, mas a precariedade, que é, claramente, a sua antecâmara.&lt;br /&gt;De facto, os mecanismos de criação de exclusão ou pobreza são, antes de mais, nos seus primórdios, geradores de precariedade.&lt;br /&gt;Na verdade, sentimos a precariedade porque as colunas fundadoras da “segurança” do nosso modelo civilizacional estão, progressivamente, a deixar de ser o “ancoradouro” dos “barcos”, que são os movimentos sociais, nos quais nós “navegamos”.&lt;br /&gt;Senão vejamos:&lt;br /&gt;. A família deixou de ser extensa, unilocal e para toda a vida: muitos de nós não vivemos na terra dos nossos pais ou avós, alguns de nós já casámos mais de uma vez e outros, seguramente, irão fazê-lo. A crise da representação civilizacional de família é, ao mesmo tempo, a substituição das referências “do sangue” por outros mecanismos de pertença;&lt;br /&gt;. O trabalho, há muito, deixou de ser para toda a vida e de depender de qualificações ou especializações; quantos de nós, antes de termos acesso a profissões ligadas ás nossas qualificações, não tivemos de experimentar outras ...?&lt;br /&gt;Poderia falar de outras “colunas”, mas fiquemos por aqui...&lt;br /&gt;De facto, a precariedade tem a ver com o sentido de insegurança que fomos criando, porque essas “colunas” não foram substituídas por outras.&lt;br /&gt;Mais : o modo ultraperiférico como assumimos a nossa integração nos grandes espaços da globalização e da mundialização, fizeram-nos colocar, sempre em instâncias abstractas e fora de nós (como a União Europeia ou, mesmo, o IEFP ou a Segurança Social), a resolução dos nossos destinos, logo, as nossas novas seguranças agora virtuais.&lt;br /&gt;Mais: o modo como assumimos os modelos culturais anexos a esse processo ou o modo como os recusamos, fizeram-nos descrer em nós mesmos e na validade das relações que estabelecemos uns com os outros: recordo, só, o discurso de exaltação do sucesso e da competitividade dos bem-sucedidos, o discurso de “alguém tem de me resolver o problema porque sou vítima o sistema”, vindo dos mal sucedidos”, as relações humanas “de plástico” dos “realty shows”, a redescoberta e moda dos lugares comuns de linguagem.&lt;br /&gt;O nosso problema é precisamente esse: combatemos a precariedade, logo, a exclusão, sabendo, sem o confessar, que de facto não o estamos a fazer, porque estamos, somente, a evitar que a escola básica da aldeia não feche (mas no próximo ano fechará), que só 1/3 das formandas do curso de agentes de geriatria irão exercer a função, que a IPSS, que é nossa parceira, de solidariedade tem muito pouco. No fundo, intuímos tudo isso, mas não o confessamos: intuímos que o mecanismo fundamental de geração da precariedade é cultural e, depois, é de projecto de vida. Os males económicos do neo-liberalismo simplesmente os agravam...&lt;br /&gt;Então, porque existe a precariedade, no nosso Distrito, a tal que conduz á exclusão e, por vezes, á pobreza ? Todos o sabemos...&lt;br /&gt;Antes de mais, porque há mais de 500 anos que nos iludem e mentem e, ao fazê-lo, nos privam da capacidade de construir um projecto de vida pessoal e de sociedade:&lt;br /&gt;. Porque nos prometeram sempre “amanhãs que cantam”, esquecendo-se que teríamos de ser nós a fazê-los cantar e não a esperar que outros o fizessem;&lt;br /&gt;. Porque nos interiorizaram um discurso de miséria, dizendo que somos pobres, poucos e pequenos e que, só exibindo publicamente tal miséria e pessimismo, teríamos a atenção dos poderes; quantos deputados, autarcas e dirigentes de organizações, ao longo da história, tiveram dificuldade em esconder o agrado que, por isso, lhe causaram os números do desemprego, do envelhecimento e da desertificação;&lt;br /&gt;. Porque colocaram sempre fora de nós e das nossas capacidades a resolução dos nossos problemas, atribuindo-a a grandes obras e iniciativas que, passarão, sempre, ao nosso lado;&lt;br /&gt;. Porque nos ensinaram, ao longo de todos este tempo, que a cidade e o urbano é que era bom e que tudo o que era escala pequena era símbolo de miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, a verdadeira causa da nossa precariedade é a castração histórica da consciência cidadã que nos privou de nós mesmos.&lt;br /&gt;Poderá estar aqui a chave da compreensão dos mecanismos de criação da tal propalada “pobreza estrutural do Alentejo” e dos seus “rostos oficiais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Então, que fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos um pouco optimistas.&lt;br /&gt;É possível combater estes mecanismos criadores de exclusão, entre nós. Só que isso implica que lutar contra a exclusão seja, antes de mais, uma atitude cívica que tenha os seguintes limites:&lt;br /&gt;. A construção, a nível da pessoa, antes de mais, de projectos individuais de vida (e não só de projectos familiares ou profissionais) que permitam o descobrir novas pertenças e vinculações identitárias, construindo uma consciência cidadã;&lt;br /&gt;. A construção, a nível local e regional, de dinâmicas de redescoberta de recursos, que, apropriados pelos cidadãos, sejam geradores de riquezas que são produzidas geridas e partilhadas pelos habitantes;&lt;br /&gt;. A construção, a nível das representações colectivas, da ideia que não está na nossa mão acabar com os rostos/problemas da pobreza, mas está na nossa mão construir as condições locais para que eles não nos afectem.&lt;br /&gt;É evidente que isto implica outros discursos de política social, outras posturas profissionais o outras instituições.&lt;br /&gt;Talvez, por isso, outro dos nossos grandes problemas seja este: queremos combater a exclusão, muitas vezes animados de um discurso inovador e que “vai ao fundo” da questão, mas com instituições com práticas e gestão ainda medieval. Não posso deixar de sorrir quando vejo pessoas como o Padre Maia ou o Padre Melícias a falar de “economia social”: de facto, eles referem-se é á ”economia do social”; ou quando vejo o desprezo institucional a que está votado um documento orientador como o Plano Nacional de Acção para a Inclusão.&lt;br /&gt;Daí que o nosso desafio, neste início de século seja grande e radical: nunca erradicaremos a exclusão e muito menos pobreza, pois ela é regra dos sistemas; está, sim, nas nossa mãos construir sociedades inclusivas, dentro do modelo económico-político infelizmente dominante, e isso passa por:&lt;br /&gt;. Construir a consciência da participação cidadã&lt;br /&gt;. Construir, localmente e articuladamente, processos duráveis de&lt;br /&gt;desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“A pobreza nasce dentro de nós. Na falta de crença em nós mesmos. Na falta de fé nos outros e no modo como eles nos olham. Na excessiva confiança na dependência dos poderosos. Na descrença absoluta que as transformações históricas são, antes de mais, estados de paixão que rebentam no íntimo de cada um, e, só por isso, incendeiam a sociedade.”&lt;br /&gt;Francesco Alberoni&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viana do Alentejo, 18 de Junho de 2002&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-6461523728478894633?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/6461523728478894633/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/01/sobre-pobreza-neste-seu-ano-europeu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/6461523728478894633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/6461523728478894633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/01/sobre-pobreza-neste-seu-ano-europeu.html' title='Sobre a pobreza, neste seu &quot;Ano Europeu&quot;'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S1njKXcfYtI/AAAAAAAAAGc/SpI933H2sFA/s72-c/pobreza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-1468434044647402663</id><published>2010-01-13T09:16:00.000-08:00</published><updated>2010-01-13T09:32:19.480-08:00</updated><title type='text'>AVATAR : um filme com mensagem exemplar</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S04De9ESn-I/AAAAAAAAAGU/eSsx099shik/s1600-h/avatar2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 227px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426278431351545826" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S04De9ESn-I/AAAAAAAAAGU/eSsx099shik/s320/avatar2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fui, a uma das (boas, mas tão pouco frequentadas ...) salas de cinema do Marco, ver o filme da "moda", estes dias : AVATAR.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Confesso, fui, mas suscitado por a questão (falsa) da classificação etária, pelo menos nesta versão sem 3D. Fui e voltei: vi o filme 2 vezes, em menos de 24 h.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para além de ser, esteticamente, imensamente bem conseguido, tem uma mensagem sub-liminar evidente : a ligação umbilical entre todos os seres vivos do Universo, uma ideia universal de uma Deusa-Mãe, que a própria Antropologia confirma. E o perigo que o pensamento único "utilitarista" representa para este equilíbrio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Recomendo, vivamente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Do mesmo modo, faço um apelo : VÃO AO CINEMA NO MARCO ! AS SALAS SÃO BOAS, os filmes estreiam, também, aqui e adolescentes desrespeitadores há em todo o lado !&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-1468434044647402663?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/1468434044647402663/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/01/avatar-um-filme-com-mensagem-exemplar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1468434044647402663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1468434044647402663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/01/avatar-um-filme-com-mensagem-exemplar.html' title='AVATAR : um filme com mensagem exemplar'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S04De9ESn-I/AAAAAAAAAGU/eSsx099shik/s72-c/avatar2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-7629693664438417508</id><published>2010-01-13T03:30:00.000-08:00</published><updated>2010-01-13T09:13:28.552-08:00</updated><title type='text'>Formas de estar na vida....</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os "blog" e, depois, aquilo a que se convencionou chamar "redes sociais", trouxeram á luz do dia o melhor e o pior que existe no ser humano.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um extra-terrestre que, por não conhecer a nossa realidade, a tentasse entender através dos "blog", tiraria inúmeras conclusões, das quais destacaria o ficar a pensar que existem, em Portugal, centenas de pessoas que se chamam "Anónimo" !&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Infelizmente, servem, também, os "blog" para cultivar essa característica, bem portuguesa, do não "dar o nome".&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Também, promoveram um traço nacional cada vez mais difundido : a escrita dissimulada. Ou seja, escrever críticas sobre pessoas ou grupos, sem referir a quem se dirigem, deixando, no ar e na sua escrita, um manto diáfano, não de fantasia (como Eça de Queiroz dizia) mas de cobardia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pessoalmente, encaro um "blog", como este (disse-o no primeiro "post"), à maneira de um diário pessoal, que partilho com quem o quer ler. Mesmo com aqueles que o fazem com intenções derivadas de certas frustrações pessoais.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Remeto quem faz o favor de me ler, para a autêntica "destilaria de veneno", contra a minha pessoa e contra outros que ousaram criticar o seu "Deus", que são os "post" do meu Camarada, do PS, Jaime Teixeira, no "Marco Hoje", mormente o último, intitulado "Esquizofrenia" ou um anterior , intitulado "Há quem tenha mais que fazer", este em 28 de Novembro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Repara, Camarada Jaime, eu digo a quem e ao que me refiro, não me cubro com o manto diáfano acima dito, precisamente, o último).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O meu Camarada Jaime goza, sem o referir e , seguramente, porque não o consegue entender, com o nome do meu "blog"; sobre quem critica o seu "Deus" (que, por sinal, já o desautorizou várias vezes), mas sem dizer os nomes, tece considerações que roçam a calúnia. Repito, como convêm, com o tal "manto diáfano", sem dizer quem são.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É que,  Camarada Jaime, o PS local precisa de tudo menos das tuas atitudes. És o maior, fartas-te de trabalhar, mais num dia, do que aqueles que criticam o teu "Deus", num ano, como escreveste. Queixas-te (não sei onde viste isso na minha pessoa) que eles são elitistas, são Doutores. Gostam é de reuniões (olha, um bom manual de História dir-te-ia que um senhor chamado Salazar e o seu contemporâneo Hitler abominavam reuniões...).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem tem esquizofrenia, afinal ?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O PS local precisa de tudo menos dos boatos que se põem a circular propositadamente, sabendo que, precisamente, depois, mesmo outros Camaradas, que estão com o teu "Deus", farão com que cheguem aos meus ouvidos. E sabes que eu reajo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É que, Jaime, nas reuniões do PS eu FALO e assumo o que digo. Tu, simplesmente, fazes comentários em "off", mandas "bocas", depois, fazes o trabalho de conspiração de "sacristia", ou seja, á entrada e saída da reunião, onde consegues ter audiência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas tudo isto , afinal, não foi suscitado pelo meu Camarada Jaime. Já perdi muito tempo com ele.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Serve para, com justiça, corrigir uma afirmação que fiz no último "post":&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Presidente da Concelhia do PS do Marco teve a amabilidade de me telefonar e referir que &lt;em&gt;não havia&lt;/em&gt; nenhum pedido de inquérito, conducente a expulsão do PS, sobre mim e sobre o meu Camarada Rolando Pimenta.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal, os profissionais do "boato" mentiram.Resta saber com que intenção. E suscitaram outros a veicular falsa informação, que me chegou. E eu reagi, como gosto de fazer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Posso ter muitas divergências com o meu Camarada Artur Melo, mas agradeço-lhe a clarificação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existe sempre uma diferença entre os seguidores e aqueles a quem consideram "Deus", felizmente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-7629693664438417508?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/7629693664438417508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/01/formas-de-estar-na-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/7629693664438417508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/7629693664438417508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/01/formas-de-estar-na-vida.html' title='Formas de estar na vida....'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-7487082197353873832</id><published>2010-01-07T02:46:00.000-08:00</published><updated>2010-01-07T03:24:53.297-08:00</updated><title type='text'>Ser cidadão tem um preço...</title><content type='html'>&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 143px; DISPLAY: block; HEIGHT: 95px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423955380779091170" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S0XCrnToBOI/AAAAAAAAAF0/jVVq39qtbho/s320/estrmoz.jpg" /&gt;    &lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 86px; DISPLAY: block; HEIGHT: 38px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5423955528432570642" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S0XC0NW9URI/AAAAAAAAAF8/74wx2fBnMi8/s320/Logo+PS.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um blog é isso mesmo, um diário pessoal, mas que aceitamos partilhar. Com os riscos que, daí, sucedem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;pessimismo&lt;/span&gt; que vou sentindo marca o meu quotidiano actual; continuo, contudo, a lutar pelas causas que estruturam a minha vida. Não permito o prazer de verem a &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;minha&lt;/span&gt; desistência, a ninguém.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Neste momento, por exemplo, estou constituído arguido em 2 processos judiciais. Corre, ainda, ao que sei, um requerimento de militantes locais do PS/Marco para que eu e outro Camarada sejamos expulsos do dito Partido, por infidelidade&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em todos, um denominador comum : denunciei abusos e "&lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;malfeitorias&lt;/span&gt;" de quem tem Poderes e abusa deles, exprimi a minha opinião, critiquei.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vamos por partes :&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caso 1 - Neste blog, em Novembro, escrevi o texto "Prostituição política em Estremoz". Convido a uma &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;re&lt;/span&gt;-leitura. Logo, "honras ofendidas" se levantam e, juntamente com mais 2 cidadãos (estou bem acompanhado e só o estatuto de arguido me &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;impossibilita&lt;/span&gt; de dizer mais sobre quem são), sou acusado de ter "vexado" o &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;recem&lt;/span&gt;-eleito Senhor Presidente da Câmara de Estremoz e a Vereadora "eleita pelo PS mas que a troco do vencimento de Vereadora a tempo inteiro declara que passa a integrar quem ganhou, o tal movimento &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;MIETZ&lt;/span&gt;". Bom, como se o vergonhoso acto desse "casal autárquico" não fosse público e alvo de chacota nos meios políticos locais e do Alentejo. Lá me defenderei.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caso 2 - Porque há 25 anos que ando no Mundo do desenvolvimento pessoal e social, fartei-me de ver tanto oportunismo, incompetência e "&lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;sacanagem&lt;/span&gt;" no mercado da formação &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;profissional&lt;/span&gt; e resolvi, juntamente com outros cidadãos do ramo, começar a denunciar, identificando-me (só os "moluscos" são anónimos) e nomeando os infractores, os imensos casos e práticas que fazem denegrir essa actividade. Já redigi 14 denúncias, todas fundamentadas. Sei que algumas estão a conduzir a inquéritos e investigações, um pouco por todo o País. Uma "donzela ofendida" (neste caso uma instituição, por sinal, também, de Estremoz) vem acusar-me (&lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;coincidência&lt;/span&gt; ?) também de "afirmações vexatórias", ou seja, afinal era mentira o que todos sabem continuar a ser verdade : eles não contratavam formadores por um valor e, depois, obrigavam-nos a fazer um donativo "forçado" de 10% para a Instituição ...; na queixa, também estou muito bem acompanhado por mais 2 arguidos, mas o estatuto obriga-me a ficar por aqui.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caso 3 - Por inconfidência de alguém, soube que um grupo de "&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;neo&lt;/span&gt;-militantes" do PS do Marco (talvez daqueles que, vindos da &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-corrected"&gt;área&lt;/span&gt; do CDS, foram responsáveis pelo brilhante desastre eleitoral de Outubro) requereu a minha expulsão do PS, juntamente com outro Camarada (Rolando Pimenta), por falta de fidelidade ao líder da Concelhia, expressa em textos escritos de crítica à estratégia (?) e prática eleitoral, nas Autárquicas. Bom, se alguém está a mais no PS, acho que não sou eu...; a Declaração de Princípios do PS diz, com clareza, que no PS não há delitos de opinião. Muito menos "peronismo" ou "&lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;presidencialismo&lt;/span&gt;".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pois é.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Cidadania custa algo. Mas não podemos dizer que a defendemos, se não a exercermos e assumirmos os riscos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas vou continuar assim, prevendo já que vou coleccionar estatutos de arguido em muitas ocasiões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-7487082197353873832?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/7487082197353873832/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/01/ser-cidadao-tem-um-preco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/7487082197353873832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/7487082197353873832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2010/01/ser-cidadao-tem-um-preco.html' title='Ser cidadão tem um preço...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/S0XCrnToBOI/AAAAAAAAAF0/jVVq39qtbho/s72-c/estrmoz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-5528392220917706598</id><published>2009-12-23T07:33:00.000-08:00</published><updated>2009-12-23T07:45:17.072-08:00</updated><title type='text'>Por um Natal com a verdade possível...</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SzI6EwOp0hI/AAAAAAAAAFs/9uJIYyrj4Sw/s1600-h/Natal09.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 289px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418457155020378642" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SzI6EwOp0hI/AAAAAAAAAFs/9uJIYyrj4Sw/s320/Natal09.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;UM BOM NATAL&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deus está vivo….&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No “mais fundo do fundo” do hipócrita “espírito de Natal”, minado pelas estratégias comerciais, ainda é possível vislumbrar a mensagem essencial:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deus é de todos e para todos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ultrapassa e faz convergir as diferenças culturais (significadas no “Reis Magos”), é anunciado ao Mundo pelos mais desprovidos (os pastores), desde logo perseguido pelos poderosos (simbolizados no tal Rei Herodes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, deixará a Família, a sua Terra, a sua Segurança e irá tratar de mudar o Mundo. Afinal, fazer o essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, será morto, mas Deus só morre por 3 dias…; mas essa é outra parte da história, porque não há Natal sem Páscoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, celebremos o nascimento e o seu simbolismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM BOM NATAL, PARA MIM, É ISSO :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ACREDITAR QUE UM NOVO MUNDO SEMPRE TEM SIDO POSSÍVEL !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-5528392220917706598?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/5528392220917706598/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/12/por-um-natal-com-verdade-possivel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/5528392220917706598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/5528392220917706598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/12/por-um-natal-com-verdade-possivel.html' title='Por um Natal com a verdade possível...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SzI6EwOp0hI/AAAAAAAAAFs/9uJIYyrj4Sw/s72-c/Natal09.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-1136329686159741630</id><published>2009-12-11T02:48:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T03:28:41.426-08:00</updated><title type='text'>UM NOBEL DA PAZ (DO) POSSÍVEL</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SyIp424tqZI/AAAAAAAAAFg/2VY32OQjphg/s1600-h/obama5.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 128px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413935758835558802" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SyIp424tqZI/AAAAAAAAAFg/2VY32OQjphg/s320/obama5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Li o discurso de Obama, aquando da recepção, ontem, do Nobel da Paz.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui muito seguidor da atitude &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;facilitista&lt;/span&gt; de "endeusar" pessoas que, à partida, sabiam que teriam imensas dificuldades para, quando chegadas ao Poder, cumprirem, na integra, os objectivos máximos do seu Programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim com Lula da Silva, no Brasil. Quem o "endeusou", agora já tem pudor em o apoiar, na esquerda "radical" portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim com Obama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente (e o nome deste blog é, disso, prova...) hoje inclino-me a respeitar o "&lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;possí&lt;/span&gt;&lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;vel&lt;/span&gt;", ou seja, o aceitar que há quem tenha um programa político progressista, mas ter consciência de que só 75% será possível ser feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li e reli o discurso "Nobel" de Obama e julgo-o exemplar. Sobretudo, porque se centra "no possível", sem hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realça que não tem o estatuto de um &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Gandhi&lt;/span&gt;, de um Mandela, que deram a vida pela Paz. Com imensa sinceridade, diz que a "não violência" nunca teria travado Hitler, por exemplo. Também gostaria de acreditar que essa atitude poderia derrotar os tiranos. Aliás, o próprio &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Gandhi&lt;/span&gt; conheceu a vitória (derrota do colonialismo na &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Índia&lt;/span&gt;) e a derrota (cisão &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Índia&lt;/span&gt;/Paquistão) da "não-violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala, por isso, das "guerras justas", que é preciso travar para que a Paz seja possível. E dá exemplo dos progressos "possíveis" que a sua Administração tem feito, para, no mínimo, atenuar as injustiças dessas "guerras justas" (o fim anunciado da prisão sem &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-corrected"&gt;direitos&lt;/span&gt; de &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Guantanamo&lt;/span&gt;, por exemplo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demonstrando um notável humanismo, reconhece, que como chefe máximo do poder militar dos Estados Unidos, manda muitos cidadãos para cenários onde (ele diz textualmente) alguns vão morrer e outros vão matar. E assume isso como uma responsabilidade, também, pessoal. No âmbito das tais "guerras justas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama só me encanta, quanto baste. É o tal "possível". Tal como Arafat (a quem devo a "nega" de um visto para ir a Israel, por causa de uma foto, em 1979 onde, como dirigente &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-corrected"&gt;estudantil&lt;/span&gt;, lhe apertei a mão) me encantou, como outra versão desse "possível". Ou como Mandela, por largos anos, teve e terá a minha militante admiração : fez o "impossível" que foi  ter a grandeza de perdoar a quem lhe tirou mais de 30 anos de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parafraseando uma velha frase do Maio de 68, ser "realista" hoje deve continuar a ser exigir o impossível; eu faço-o, no campo do acreditar em utopias igualitárias e serem elas o destino final e a luz que conduz e informa as minhas lutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, isso não me cega ao ponto de não lutar, de imediato, e, sobretudo, congratular-me com a concretização do "possível".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-1136329686159741630?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/1136329686159741630/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/12/um-nobel-da-paz-do-possivel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1136329686159741630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1136329686159741630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/12/um-nobel-da-paz-do-possivel.html' title='UM NOBEL DA PAZ (DO) POSSÍVEL'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SyIp424tqZI/AAAAAAAAAFg/2VY32OQjphg/s72-c/obama5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-3451189511039389275</id><published>2009-12-04T03:44:00.000-08:00</published><updated>2009-12-04T04:30:59.872-08:00</updated><title type='text'>Ainda há "lutadores" assim...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/Sxj_uGQfb3I/AAAAAAAAAFY/0bzYd6CUg8s/s1600-h/Leandro.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411356119704498034" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/Sxj_uGQfb3I/AAAAAAAAAFY/0bzYd6CUg8s/s320/Leandro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;                                                      (&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Leandro Vale é o segundo, a contar da esquerda)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;Conheci o Leandro Vale vai para mais de 30 anos, nos tempos quentes da Revolução e onde ela mais "fervia": em Évora, no Alentejo, onde ele, militantemente, trabalhava na edificação daquilo que hoje é o CENDREV (vulgo Centro Cultural de Évora).&lt;br /&gt;Para os mais distraídos, o Leandro Vale é actor, encenador, escritor, radialista, jornalista,  com vasta produção. A minha geração (aqueles que, hoje, têm mais de 50 anos...) recordar-se-ão do "teatro radiofónico", na então Emissora Nacional, dos Programas Infantis da RTP dos anos 60. Lá andava, como actor, autor, e encenador, mesmo produtor, o Leandro Vale. Mais recentemente, em produções da RTP/Açores (nem sempre valorizadas aqui no Continente), vimos o Leandro, por exemplo, num brilhante desempenho em "Mau tempo no Canal", ve-lo-emos em "Antero", só para citar alguns exemplos.&lt;br /&gt;Reencontrei o Leandro, nos Açores, em 1991, ouvindo uma entrevista sua a uma rádio da Região, onde falava do seu novo projecto, já então em curso : o Teatro em Movimento.&lt;br /&gt;A partir daí, eu e o Leandro temo-nos seguido mutuamente. No campo político partidário, não tanto. Ele permanece fiel ao seu PCP de sempre. Mas tratamo-nos por "Camarada", na mesma.&lt;br /&gt;O Leandro é um exemplo de vida para mim, do alto dos seus 70 e picos anos.&lt;br /&gt;É o último dos românticos.&lt;br /&gt;Não tem automóvel, muito menos carta de condução, mas isso não o impede (e ao seu "Teatro em Movimento") de formar actores, encenar e produzir teatro no Algarve, no Alentejo, na Grande Lisboa, no Porto, em Esmoriz, no Nordeste Trasmontano, nos Açores...; aliás, só admito que exista um cidadão que conhece melhor do que eu os horários de comboios e autocarros, no País: precisamente o Leandro !&lt;br /&gt;Qual D. Quixote, lutou e conseguiu fazer do seu "Teatro em Movimento" a primeira companhia profissional trasmontana e daí irradiou, geralmente com produções próprias, para o País inteiro. Muitas vezes desconsiderado e desvalorizado pelos Poderes (o Leandro escreve no seu Curriculum que é militante do PCP, por exemplo...), tendo uma lista de devedores talvez maior do que a do Ministério das Finanças ( o Leandro coloca o coração á frente da carteira...) continua a acreditar que as artes dramáticas são essenciais á qualidade de vida do mundo rural e do interior em geral. Por isso, por exemplo, agora, vive em Torre de Moncorvo e "irradia" a partir daí, não se coibindo, como fez nas Autárquicas, de aí, uma vez mais, dar a cara...(e já viveu e fez o mesmo em Bragança, Velas de S. Jorge-Açores, etc).&lt;br /&gt;Homem de riscos e causas, é um amigo de Cuba e da causa castrista, que defende com uma paixão imensa (quiçá por vezes cega), o que o faz ser visita assídua daquela emblemática ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Junho, o Leandro partiu uma perna. Temi, pela sua idade, o fim de tanta actividade agitada.&lt;br /&gt;Qual quê ! Há dias, já pelo seu próprio pé e sozinho como (quase) sempre, lá apanhou o comboio no Pocinho, para mais uma digressão de apoio aos "discípulos". Confesso a emoção que senti quando constatei que ali temos, mesmo, um "homem de ferro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de saber que tenho como Amigo alguém que, de facto,continua a, na vida, não ter meias-medidas, preconceitos ou interesses "interesseiros" : o seu nome é Leandro Vale. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-3451189511039389275?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/3451189511039389275/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/12/ainda-ha-lutadores-assim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3451189511039389275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3451189511039389275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/12/ainda-ha-lutadores-assim.html' title='Ainda há &quot;lutadores&quot; assim...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/Sxj_uGQfb3I/AAAAAAAAAFY/0bzYd6CUg8s/s72-c/Leandro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-127056527020946647</id><published>2009-11-23T08:34:00.000-08:00</published><updated>2009-11-23T09:00:18.386-08:00</updated><title type='text'>Há uma "Senhora de Lourdes", que é minha Mãe...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/Swq9BiN5oKI/AAAAAAAAAFQ/sBC7COzGULY/s1600/Maria.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 106px; DISPLAY: block; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407342136674328738" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/Swq9BiN5oKI/AAAAAAAAAFQ/sBC7COzGULY/s320/Maria.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;br /&gt;A minha Mãe, se não tivesse falecido, há dias, faria anos a 27 deste mês.&lt;br /&gt;Descobri um texto que lhe escrevi, há 4 anos, mas nunca lhe dei.  Mas que agora reproduzo.&lt;br /&gt;Foi inspirado numa fotografia que lhe tirei, em Fátima, há 12 anos, no último passeio que ela e o meu Pai fizeram juntos.&lt;br /&gt;Fica como homenagem (não incluo a fotografia porque não sei onde a tenho...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;"Estremoz, Novembro de 2005&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;HÁ UMA SENHORA DE LOURDES, QUE É MINHA MÃE...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;Não é necessário o lugar comum de “Carne da minha carne; sangue do meu sangue”.&lt;br /&gt;Ninguém precisa de me a invocar, com esses argumentos . &lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É a “mulher” do meu Pai.&lt;br /&gt;Isso diz tudo, sobre alguém que foi a ESPOSA do Senhor Professor Abel, que suportou as suas utopias, devaneios, sonhos, esperanças, experiências onde (meu querido Pai...) só se enganou a si mesmo!&lt;br /&gt;É a MÃE que me lia histórias para adormecer; é a Mãe que acompanhou as longas vigílias de estudo do meu PAI, quando ele, quase com 50 anos, decidiu acabar a sua Licenciatura; é a MÃE que multiplicava o jantar quando eu levava, para a mesa, amigos, da “Família espiritual”, mesmo quando nada havia para comer... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É a MÃE que foi madrinha do meu querido (e já falecido) primo Jaime, o primeiro “homem livre”, sem preconceitos, meias medidas ou interesses, que, sem ser o Pai, conheci: sim, Mãe, o Jaime ia, todos os Domingos, a nossa casa, comer a sobremesa e criar-me dúvidas e saudáveis incertezas sobre o que era viver e sobre o Mundo, nas conversas que, depois, alimentava com o Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, há tudo o resto, minha SENHORA DE LOURDES. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A tua paixão pelo Pai. Ainda hoje é um romance literário , que ele me contou, a mim e á minha Lena, no “ Restaurante Internacional”, em Évora, do falecido Senhor Lourenço, no dia 19 de Junho de 1995...; o esforço que o Pai fazia para que tu fosses a sua “princesa”, tudo te omitindo e a tudo te poupando...&lt;br /&gt;Foste, até, trabalhar, para “ajudar ás despesas”...; e tinhas, já, 53 anos. O que ele sofreu ! Vivi e senti isso, porque te acompanhei nessa atitude .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, Mãe, há tudo aquilo que vivi contigo, junto com aqueles que, hoje, partilham a minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há mais MULHERES na minha vida.&lt;br /&gt;A LEONOR, minha segunda Mãe, em tudo o que isso significa.&lt;br /&gt;A minha afilhada e madrinha (e mana) NINI, com quem tanto brinquei, fiz “gilos” e outros incentivos aos trabalhos de casa; a mana que, em adulta, em Grândola, conheceu e tolerou os meus disparates e devaneios, e nunca me condenou.&lt;br /&gt;Há a MÃE DOS MEUS FILHOS, a quem devo a graça da paternidade.&lt;br /&gt;Ainda e sobretudo, a minha filhota RAQUEL, carne da minha carne e sangue deste nosso sangue, mistura beirã (de ti) e alentejana (do meu Pai)&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;, que soube redescobrir este seu Pai e que hoje me enche de um imenso orgulho.&lt;br /&gt;Existem as minhas queridas sobrinhas TERESA E JOANA (filhas do Zé), de quem, após tanta ausência, ainda quero ser um Tio presente, a minha querida e filosófica sobrinha LARA (filha da irmã da Lena), tal como a minha queridíssima SARA, que, hoje, nos momentos difíceis, onde já nada me resta de auto-estima, me recorda que existe sempre o Noddy e o seu automóvel mágico, ou a espada do Zorro, para uma magnífica luta contra o “crime”...&lt;br /&gt;Finalmente, minha amantíssima Esposa HELENA, que tudo me atura e é guardiã da minha (que será difícil...) anciania (que tantas dores lhe dará...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para sempre, HÁ A SENHORA DE LOURDES, minha MÃE e ESPOSA do meu PAI, que, recordo nesta fotografia, no dia 25 de Setembro de 1997, no fim de semana de um aniversário do Vosso Casamento, que passámos em Fátima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo do filho “pródigo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABEL&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;  "&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, importa cuidar dos vivos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o único luto que honra aqueles que partem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-127056527020946647?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/127056527020946647/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/ha-uma-senhora-de-lourdes-que-e-minha.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/127056527020946647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/127056527020946647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/ha-uma-senhora-de-lourdes-que-e-minha.html' title='Há uma &quot;Senhora de Lourdes&quot;, que é minha Mãe...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/Swq9BiN5oKI/AAAAAAAAAFQ/sBC7COzGULY/s72-c/Maria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-2240102746144279203</id><published>2009-11-19T02:23:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T03:14:34.562-08:00</updated><title type='text'>Novos discursos sobre a Economia e Sociedade (II)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SwUk86k9b2I/AAAAAAAAAFI/qr_azB_7H6g/s1600/logo-Rede-Social_gd.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 235px; DISPLAY: block; HEIGHT: 314px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405767556663177058" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SwUk86k9b2I/AAAAAAAAAFI/qr_azB_7H6g/s320/logo-Rede-Social_gd.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A CHAMADA "ECONOMIA SOCIAL"...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os novos discursos sobre a Economia e Sociedade passam, também, por uma reflexão sobre o modo de estar do chamado "Sector Solidário", ou da Economia Social.&lt;br /&gt;O texto que apresento´é de minha autoria, dos meus tempos de docente do Instituto Superior de Serviço Social (Beja) e de &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;dirigente&lt;/span&gt; regional (Évora) da Rede Europeia Anti-Pobreza.&lt;br /&gt;Foi usado (nesta versão ou em adaptações) em comunicações em reuniões &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;internacionais&lt;/span&gt; que fiz em Argel, &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Lille&lt;/span&gt;, Paris, Sardenha, Zamora, entre 2000 e 2004.&lt;br /&gt;Continua actual. Daí o colocar à reflexão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque o mundo, bem português, das ditas &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;IPSS&lt;/span&gt;, Mutualidades, Movimento associativo em geral, Cooperativas e &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Misericórdias&lt;/span&gt; tem de ser avaliado e repensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;em&gt;"A reflexão sobre a “Nova Economia” incide, também, sobre a tão em moda Economia Social.&lt;br /&gt;Importa, pois, reflectir sobre o que é o terceiro sector/economia social e o que ele significa, não só enquanto atitude perante o “lucro”, mas, também, enquanto forma própria de organizar os recursos humanos e financeiros, assim como do prestar serviço.&lt;br /&gt;De facto, o conceito de “terceiro sector” é, neste momento, a chave da refundação política e técnica do “mundo” da intervenção social e, como tal, deve ser clarificado, para melhor entendimento da mesma .&lt;br /&gt;Assim, é habitual usar-se o termo “terceiro sector” ou, para outros, “terceiro sistema”, ou &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-corrected"&gt;mesmo&lt;/span&gt; "economia social", para referir o nível da organização social onde a mediação entre as pessoas e a criação de riqueza é feito pelos cidadãos organizados entre si, e não pelo “Estado” ou pelo “Mercado”.&lt;br /&gt;Esse entendimento á consensual. Contudo, existem, claramente, 3 “famílias” constituídas em torno de 3 maneiras de entender quer o objectivo, quer o tipo de intervenção própria do “Terceiro Sector/Economia Social”:&lt;br /&gt; A francófona , que remonta ás práticas de &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;solidariedade&lt;/span&gt; económica &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;interclassista&lt;/span&gt;, de reacção ás transformações derivadas da &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;industrialização&lt;/span&gt; do fim do &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;sec&lt;/span&gt;. XIX e os perigos do capitalismo nascente, cristalizada no surgimento de mutualidades, confrarias, cooperativas, visando apresentar alternativas sobretudo ao impacto económico do sistema dominante&lt;br /&gt; A &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;anglo&lt;/span&gt;-saxónica , radicada no &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;voluntariado&lt;/span&gt; sócio-caritativo e &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;filantrópico&lt;/span&gt;, voltada para a acção social clássica ou para o apoio aos “desfavorecidos”, de onde nasceram as associações humanitárias, os clubes &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;filantrópicos&lt;/span&gt;, a &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;solidariedade&lt;/span&gt; social &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;interclassista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; A &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;mediterrânica&lt;/span&gt;, de constituição mais recente, que se radica na constatação da existência de desvantagens sociais próprias dos sistemas, que só podem ser combatidas com actuações simultâneamente preventivas e reparadoras sobre tudo aquilo que impede a realização da cidadania social; o seu fruto são, entre nós, as Associações de desenvolvimento local, ou as Cooperativas Sociais italianas&lt;br /&gt;Em qualquer destas perspectivas, ao falar de “terceiro sector” estamos a referir-nos a um conjunto de instituições e organizações que tentam satisfazer as necessidades dos cidadãos através da organização dos próprios, movidos por uma lógica que não está centrada nem no lucro nem na dependência dos poderes públicos, mas na auto-organização dos cidadãos, ou, se preferirmos, da chamada sociedade civil.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eis, pois,  o essencial da questão&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;Falar-se-ia de “terceiro sector”, para o distinguir, em termos &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;organizacionais&lt;/span&gt;, do primeiro (o do Estado, o “não lucrativo”, que chama a si um conjunto de actividades e serviços que, pela sua importância ou necessidade, não podem funcionar na lógica do lucro) e do segundo (o do Mercado, o do “lucrativo” que chama a si as actividades e serviços que se entende servirem melhor a sociedade se funcionarem na lógica da oferta e procura). O “terceiro sector” seria o do “sem fins lucrativos”, ou seja, aquele onde o motivo central da actuação é, por si mesmo, a satisfação de uma necessidade através da auto-organização dos próprios interessados ou da mobilização dos cidadãos, enquanto tal, com esse objectivo. Ou seja, o que distinguiria uma organização do terceiro sector seria o prestar serviços numa perspectiva não de “ganhar dinheiro” ou de “&lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;disponibilizar&lt;/span&gt; benefícios”, mas, sim, de satisfazer as necessidades. Daí que, &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;dominantemente&lt;/span&gt;, o terceiro sector surja associado a actividades/necessidades que o Estado e o Mercado não contemplam , não acautelam ou não estão na sua natureza : a promoção da inclusão social, por exemplo.&lt;br /&gt;Em Portugal, assim como noutros países (como a Itália ou a França), tem-se optado pelo uso da denominação “terceiro sector”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não havendo, ainda, largo consenso, quer académico quer “no terreno”, sobre o tema, parece, contudo, haver, já, um entendimento generalizado sobre as &lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;características&lt;/span&gt; de uma organização do terceiro sector:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;• Criação associativa de raiz, visando suprir uma necessidade (nascem da sociedade civil e por sua iniciativa)&lt;br /&gt;• Gestão democrática&lt;br /&gt;• &lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;Convergência&lt;/span&gt; tendencial utente/agente (ou seja, numa situação ideal, os &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;beneficiários&lt;/span&gt; e utentes coincidem com os próprios associados)&lt;br /&gt;• Reintegração social dos lucros (que é diferente de não ter lucro)&lt;br /&gt;Nesta perspectiva, encontraríamos, no “terceiro” sector, vários domínios de actividade, tais como :&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;A “economia social”,&lt;/strong&gt; ou seja, a organização para satisfazer necessidades em áreas deixadas a descoberto pelo Mercado ou o Estado ou, mesmo, criadas pelo seu deficiente funcionamento (ex: a acção social tradicional, os “serviços de proximidade”)&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;O “&lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;empreendorismo&lt;/span&gt; social”,&lt;/strong&gt; ou seja, organizações que &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;disponibilizam&lt;/span&gt; o mesmo tipo de serviços que o Mercado, mas com a exclusiva preocupação de satisfazer as necessidades (ex: as associações de micro-crédito, as cooperativas)&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;O “associativismo civilista”,&lt;/strong&gt; ou seja, a organização dos cidadãos para auto-garantirem determinadas componentes da qualidade de vida (ex: as associações culturais, desportivas, ambientalistas)&lt;br /&gt;Assim, evitam-se as infelizes confusões que a União das &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;IPSS&lt;/span&gt;, a União das &lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Mutualidades&lt;/span&gt;, a &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;Cáritas&lt;/span&gt; Portuguesa, a União das &lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;Misericórdias&lt;/span&gt;, têm defendido, em nome do seu interesse corporativo.&lt;br /&gt;De facto, em vez de dizerem que “substituem o Estado nos seus deveres”, deveriam dizer que são uma resposta alternativa e &lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-error"&gt;complementar&lt;/span&gt; ao Estado. Porque nascem do seio dos cidadãos excluídos, “dos últimos dos últimos”, que dizem, afinal, representar.&lt;br /&gt;Mas isso era fugir à tão agradável &lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-corrected"&gt;subsidio-dependência&lt;/span&gt;…&lt;br /&gt;Será preciso, talvez, infelizmente,  um "&lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error"&gt;escandalo"&lt;/span&gt; económico", talvez, para este tipo de Instituições &lt;span id="SPELLING_ERROR_32" class="blsp-spelling-corrected"&gt;caírem&lt;/span&gt; em si. Para separar o “trigo” do “joio”.&lt;/em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Para bem da afirmação da Economia Social."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-2240102746144279203?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/2240102746144279203/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/novos-discursos-sobre-economia-e_19.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2240102746144279203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2240102746144279203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/novos-discursos-sobre-economia-e_19.html' title='Novos discursos sobre a Economia e Sociedade (II)'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SwUk86k9b2I/AAAAAAAAAFI/qr_azB_7H6g/s72-c/logo-Rede-Social_gd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-3403802873820816357</id><published>2009-11-17T07:46:00.000-08:00</published><updated>2009-11-17T08:19:14.439-08:00</updated><title type='text'>Novos discursos sobre a Economia e Sociedade (I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SwLIi9bjGyI/AAAAAAAAAE4/YCVAeZjgpzw/s1600/EdC2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 179px; DISPLAY: block; HEIGHT: 178px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405103005729233698" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SwLIi9bjGyI/AAAAAAAAAE4/YCVAeZjgpzw/s320/EdC2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha procura de novos discursos, centrados na solidariedade e na cidadania activa, encontrei, há tempos, a doutrina económica (e notícias da prática) da "Economia de comunhão".&lt;br /&gt;Porque me parece algo exequível e revoluconário, no sentido radical (mas tranquilo) do termo, resolvo postar este texto, que me parece desafiador de reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;QUAL A LÓGICA DA ECONOMIA DE COMUNHÃO (EdC)? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;por Luigino Bruni( professor associado de Economia Política na Universidade de Milão-Brescia)&lt;br /&gt;A economia está, hoje, diante de um dilema: ou os processos de globalização podem oferecer novas oportunidades a muitos excluídos do bem-estar; ou transformam o mundo num grande hipermercado em que a única forma de relacionamento humano é o económico, no qual tudo se transforma em mercadoria.&lt;br /&gt;A EdC é uma das respostas que o Espírito está suscitando para superar esse desafio. No curso da história, os carismas foram respostas aos desafios colocados pelas grandes mudanças de épocas: lembremos as Abadias beneditinas ou os Montes da Piedade dos franciscanos na Idade Média. No debate actual – pró ou contra os mercados – a EdC segue a sua trajectória que coloca a vida e não as ideologias em primeiro plano, em diálogo as demais experiências existentes.&lt;br /&gt;Quais são os pontos característicos desta experiência? Qual a sua identidade? Nesta explanação, detenho-me sobre este aspecto fundamental, para depois reflectir sobre o significado económico da “lógica das três partes”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amar: também na economia?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se alguém me pedisse para expressar numa palavra o projeto da EdC, responderia: pôr a “cultura do dar e do amor” no centro da actividade económica e da empresa.&lt;br /&gt;Quem conhece algo sobre a história da economia, intui logo que esta tese é revolucionária por si. Realmente, se existe um lado que a economia não entende é o amor, facilmente confundido com a filantropia e com o altruísmo, os quais pertencem a uma abordagem individualista. Por isso, podemos dizer que aquilo que os teóricos da ciência económica descartaram na EdC, tornou-se a pedra angular. Aprofundemos um pouco esta lógica.&lt;br /&gt;A invenção da economia foi uma grande tentativa, talvez a mais ambiciosa da modernidade, de construir a possibilidade de vida em comum sem recorrer ao amor e às suas palavras típicas (sacrifício, dor, fragilidade). O mercado foi concebido como a possibilidade de encontrar o outro, obter dele as coisas de que precisamos, sem passar pelo sacrifício, pela dor, e pelo paradoxo do encontro com o outro. O interesse, de “vício” – como era entendido no passado – torna-se o novo mecanismo que nos permite ficarmos juntos, gozar os benefícios da comunidade, resumindo, sem arriscarmos nada do que realmente conta na vida.&lt;br /&gt;Até a invenção da economia, falar de vida em comum e de comunidade, significava falar de sacrifício, de dor, e, portanto, de amor. Inclusive a esfera dos bens, ou a económica, era caracterizada pela experiência do sacrifício ou da dor. Sem o mercado, de fato, a passagem dos bens de uma pessoa para outra era necessariamente doloroso: a dor das guerras e dos assaltos, bem como a dor de me privar de uma coisa para dá-la a outro. Desta segunda forma de dor, ainda existem traços na nossa sociedade, sobretudo na doação e na arte.&lt;br /&gt;A invenção da lógica de mercado (“dê-me aquilo de que preciso e lhe darei o que você quer”) é semelhante à possibilidade de me encontrar com os outros sem o amor, já que o bem realizado pela troca se torna totalmente “outro” quanto ao seu produtor, torna-se para usar uma feliz expressão de Marx, uma “mercadoria”. E das mercadorias podemos nos liberar, ou podemos adquiri-la, sem colocar em jogo as palavras “nobres” da vida em comum, e sem necessidade de gratuidade.&lt;br /&gt;Portanto, historicamente a economia não reconhece o amar. E quando há algum ato de gratuidade na esfera económica, é comum ser considerado como algo extra-económico, algo que nos permitiríamos uma “tantum”, uma excepção a uma regra. Essa de base, por isto sob uma visão dualística da acção; na vida privada (por exemplo, família e amigos) há a necessidade (e como!) do amor, mas as organizações económicas podem tranquilamente deixar de fazê-lo; a lógica que move a mãe de família quando vai comprar batatas não pode ser a mesma de quando as serve à mesa aos seus familiares.&lt;br /&gt;Diferentemente, a EdC propõe amar também na economia, e, por isso, reconhece que, ao mesmo tempo, está indo contracorrente e é muito difícil fazê-lo. Se observarmos a lógica do tríplice destino dos lucros, percebemos que é uma consequência levarmos a sério o amor também na esfera económica.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A lógica das “três partes”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Começamos com a parte que é reinvestida na empresa. Essa parte prova-nos que a EdC é uma proposta para a actividade económica na sua normalidade, pois ela não se contrapõe ao seu dever-ser, isto é, a actividade livre de pessoas que também podem se encontrar produzindo e comercializando.&lt;br /&gt;Herdamos uma concepção de economia que sempre contrapôs o económico e o mercado à solidariedade, à reciprocidade não instrumental e ao amor. Chiara Lubich (Fundadora do Movimento dos Focolares, inspirador da EdC) , por sua vez, propõe a vida de comunhão para as empresas que se inserirem nos mercados. Trocar, produzir, trabalhar são actividades que se encontram na origem da nossa civilização. São coisas humanas e potencialmente humanizadoras, mesmo se hoje muitas vezes os mercados não o sejam. A EdC se refere a isto! Por isso é um projeto por si só ambicioso, porque não se contenta em fazer felizes as ilhas, a economia de nicho, mas aspira a uma transformação da economia, na sua normalidade, uma transformação para lembrá-la da sua vocação originária.&lt;br /&gt;A parte destinada à formação cultural nos recorda que sem uma cultura nova não se faz uma economia nova. Em que sentido? A EdC vive num mercado que se direciona contrariamente à comunhão, o que leva a sacrifícios no plano dos resultados tradicionais (por exemplo, produtos e lucros). A cultura deve, portanto, fazer-nos “ver” o registro invisível do balanço e atribuir um valor intrínseco às nossas ações (por exemplo, de legalidade, de respeito e de amor para com todos) antes mesmo dos resultados materiais. É a isso que se chama cultura a qual, quando radicada em nós, se reforça com a experiência, nos permite avançar também nos momentos difíceis. E nos ensina a reconhecer a presença da Providência, que não faltará se a economia é vivida como procura do Reino dos Céus e da justiça.&lt;br /&gt;Somente atribuindo um valor às ações que fazemos podemos ir adiante quando todos agem contrariamente. Por exemplo: se apenas para mim não fraudar é um valor em si, não fraudarei mesmo se eu estiver sozinho nesta postura. A tudo isto se chama valor, ética, cultura!&lt;br /&gt;Finalmente, a parte destinada aos empobrecidos. Nesses últimos tempos é reforçado o fato de os empobrecidos serem o grande recurso e novidade da EdC. Eles são autores essenciais, numa relação de paridade. A presença deles no projeto permite fazer viver a experiência da liberdade dos bens também para aqueles que “têm a mais”,&lt;br /&gt;os quais esses bens se tornam aqueles pães e aqueles peixes partilhados com amor, que saciam as multidões.&lt;br /&gt;A experiência da pobreza que estamos vivendo na EdC nos mostra que uma pobreza vivida na comunhão com os outros pode se transformar na “irmã pobreza”, que “felizes dos pobres” é uma bem-aventurança dirigida, como dever-ser, a todos os homens, sendo a vida um caminho de liberação dos bens e da libertação total. A EdC, na sua relação com os pobres, que não são anônimos assistidos, mas irmãos “próximos”, parte da própria comunidade. Em Trento, na década de 40, quando nasceu o Movimento dos Focolares, as suas fundadoras não fizeram uma “mesa para os pobres”, pois os pobres eram convidados para a refeição. Assim, na EdC os pobres estão numa verdadeira paridade com todos. Deste modo, da EdC está surgindo uma nova cultura de pobreza, baseada na proximidade e no fato de “fazer-se um”, que nos faz todos pobres (o próprio empresário é o primeiro entre os pobres, porque ele também tem a pobreza da fragilidade e da incerteza do fracasso económico) e, nos faz a todos ricos, pela partilha que atrai o “cêntuplo”. Estou convicto de que a cultura da pobreza é uma das realidades mais inovadoras e mais proféticas da EdC. Os bens mais preciosos são os genuínos relacionamentos com os outros, e o pior mal não é a falta de bens materiais, mas a ausência de relações verdadeiras com os outros. Actualmente percebemos o quanto isso é verdadeiro, vendo pessoas “riquíssimas” que são muitos pobres (porque estão sós), ou pessoas pobres de bens materiais a quem, na realidade, nada falta.&lt;br /&gt;A Economia de Comunhão é uma utopia? “Está em você e está em mim”, se, nos nossos diferentes campos de acção, coisas semelhantes acontecem ou não! Empenhemo-nos para que aconteçam. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Mais informações&lt;em&gt; em&lt;/em&gt; http://focolares.org.pt/edc/sobre-a-economia-de-comunhao&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-3403802873820816357?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/3403802873820816357/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/novos-discursos-sobre-economia-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3403802873820816357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3403802873820816357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/novos-discursos-sobre-economia-e.html' title='Novos discursos sobre a Economia e Sociedade (I)'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SwLIi9bjGyI/AAAAAAAAAE4/YCVAeZjgpzw/s72-c/EdC2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-1669560144104966299</id><published>2009-11-13T03:23:00.000-08:00</published><updated>2009-11-13T03:54:28.498-08:00</updated><title type='text'>A morte de um guarda-redes...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/Sv1Gw_1N_YI/AAAAAAAAAEw/hkYk7OTB9ik/s1600-h/Enke.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; DISPLAY: block; HEIGHT: 113px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403552935496777090" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/Sv1Gw_1N_YI/AAAAAAAAAEw/hkYk7OTB9ik/s320/Enke.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como benfiquista, o suicídio de Enke sensibiliza-me.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Li algumas notícias e análises, em torno do facto em geral e deste suicídio em particular.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E existirão sempre perplexidades. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um estudo clássico, da sociologia, feito, ainda no século XIX, pelo Pai da mesma, Durkheim, fala do "suicídio altruísta", ou seja, aquele que é cometido não por desespero "puro e duro", mas porque a pessoa que o comete o faz (ou pensa que faz)para o bem dos outros. O caso clássico eram uns pequenos animais (os lémures), que, quando a sua comunidade estava com demasiados habitantes em relação aos alimentos disponíveis, em grupos de várias centenas, se precipitavam de ravinas ou entravam rios dentro, para que, ao morrerem, pudessem tornar mais viável a vida dos que ficavam.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enke era conhecido por ser um homem solidário, envolvido, activamente, em várias acções de apoio, mormente aos sem-abrigo, às crianças abandonadas. Tinha, mesmo, recentemente adoptado um bebé, hoje com 8 meses. Na sua estada em Portugal, por mais de uma vez, como qualquer anónimo, foi visto a distribuir refeições a sem-abrigo, ao lado de membros de uma Igreja Evangélica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Logo, era alguém, aparentemente, digamos, socialmente realizado, e, também, profissionalmente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Contudo, pôs fim à vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Escreveu-se que a família e amigos o viam deprimido (havia perdido uma filha), mas a intensidade da vida desportiva, o desejo de não "perder o lugar" na sua baliza, não lhe permitiam o "luxo" de "meter baixa" para se tratar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vejo em Enke esta eterna e irresolúvel questão, que marca este tempo civilizacional : a incompatibilidade entre o "ser solidário", nos tempos livres, e a crueldade do mercado, onde vendemos a nossa força de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os que idolatram, hoje, o falecido Enke, foram, talvez, os mesmos que o vaiaram, no Domingo, por ter sofrido 2 golos...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Julgo que Enke sentiu esse drama : dava-se á comunidade, aos desprotegidos, no seu tempo livre (em vez de fazer outras actividades lúdicas ou ser presença em festas sociais), mas a mínima falha profissional era-lhe "cobrada", com crueldade, sem ter em conta o ser humano solidário que ele era. Depois, havia a perda da filha e a possibilidade de a "substituir" por uma criança adoptada, mas que ele não conseguia acompanhar, para não "perder o lugar" na baliza do Hannover.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Julgo que, para alem do seu estado depressivo, Enke deixou de poder "compaginar" todo este quadro de generosidade/"cobrança" e sentiu que, mais tarde ou mais cedo, o "dique" rompia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Resolveu antecipar a ruptura. Pelo menos, foi ele que decidiu o momento. Pois, em nome do seu "altruísmo", não se podia deixar publicamente degradar ou admitir que, afinal, ser solidário já não dá acesso directo ao "Céu" ou ao reconhecimento, na "Terra".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-1669560144104966299?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/1669560144104966299/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/morte-de-um-guarda-redes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1669560144104966299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/1669560144104966299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/morte-de-um-guarda-redes.html' title='A morte de um guarda-redes...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/Sv1Gw_1N_YI/AAAAAAAAAEw/hkYk7OTB9ik/s72-c/Enke.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-2946187755705631620</id><published>2009-11-11T03:08:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T03:37:21.288-08:00</updated><title type='text'>Morrer longe de casa...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/Svqggcq9FmI/AAAAAAAAAEo/RRXvhfXgnCo/s1600-h/rtp.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 145px; DISPLAY: block; HEIGHT: 124px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402807182296946274" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/Svqggcq9FmI/AAAAAAAAAEo/RRXvhfXgnCo/s320/rtp.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;Mais mortes de trabalhadores deste Conceho, no estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De acordo com várias fontes, só no Concelho do Marco existirão cerca de 8 mil pessoas a trabalhar, legal ou ilegalmente, no estrangeiro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isto significa algo que foi escrito e dito (até por mim), mesmo fora do contexto eleitoral : o Tâmega está &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-corrected"&gt;refém&lt;/span&gt; de um modelo de emprego, já esgotado, ligado às falidas &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-corrected"&gt;têxteis&lt;/span&gt;, aos "&lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;malheiros&lt;/span&gt;", à construção, ou seja, mão-de-obra sem qualificações e &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;indiferenciada&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O combate a esta situação implica, entre outras medidas,  o fim da "selva" da Formação &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;Profissional&lt;/span&gt;, onde se continuam a defender (e financiar) "formações" que nada têm a ver com os novos "&lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;clusters&lt;/span&gt;" locais (Termalismo, Turismo, Indústria Automóvel, Economia Social, entre outros). E um Poder Local que saiba afirmar essas opções, sentando os parceiros "à mesa".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Senão, teremos, quase semanalmente, estas notícias : em Espanha, França, Luxemburgo, Argélia, ou em outro local, um conterrâneo nosso morre longe dos seus, porque "ousou" procurar um modo de vida fora da sua terra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quiçá, se as forças vivas locais de consorciassem, de forma activa, seria possível que não tivessem saído da sua terra, para ganhar a vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas isso significava uma nova política de desenvolvimento local.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Manuel Moreira, Presidente de Câmara reeleito, pode, neste início de mandato, com o seu Presidente da Assembleia &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Municipal&lt;/span&gt; , António Coutinho (que deu bons exemplos com projectos tipo "Escola Feliz" e com a intervenção na questão da Linha do Douro), pode começar a estruturar, com as forças vivas locais, intervenções, no mínimo, paliativas destes dramas. Acredito que a Assembleia Municipal poderá &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;protagonizar&lt;/span&gt; ou animar iniciativas ligadas a tal, por ser um problema estruturante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É que, não tendo nascido no Marco, mas sentindo-me &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;Marcoense&lt;/span&gt;, gosto de ver o nome da minha terra (de opção) , escrito nos jornais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas, por favor, por bons motivos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-2946187755705631620?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/2946187755705631620/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/morrer-longe-de-casa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2946187755705631620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/2946187755705631620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/morrer-longe-de-casa.html' title='Morrer longe de casa...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/Svqggcq9FmI/AAAAAAAAAEo/RRXvhfXgnCo/s72-c/rtp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-8537575458979887162</id><published>2009-11-10T07:46:00.000-08:00</published><updated>2009-11-10T08:28:11.672-08:00</updated><title type='text'>Carta aberta a um "professor de moral" de Estremoz(kruzeskanhoto.blogspot.com)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SvmSfuLwq3I/AAAAAAAAAEg/KWMAc3z66co/s1600-h/Moral.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 170px; DISPLAY: block; HEIGHT: 179px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402510301678578546" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SvmSfuLwq3I/AAAAAAAAAEg/KWMAc3z66co/s320/Moral.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Cartaz do filme onde aparece o hipócrita "Professor de Moral do Liceu de Famalicão" (inexistente, na época), agora "reconduzido" em Estremoz, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;sob o nome de &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;Kruzes&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Kanhoto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SvmRZ-2kvrI/AAAAAAAAAEY/DKj5xzkdTlA/s1600-h/autocolantemarx.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque não perco tempo com falsos &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;púdicos&lt;/span&gt;, que com "pruridos" de tempos antigos (bem, e é útil saber que isto acontece em Estremoz, onde "causas progressistas" como a monarquia e a posse de Olivença têm seguidores assumidos, mas com nomes) dão azo a pulhices,  como se referirem a pessoas, insultando-as e, ainda, dizendo que as protegem com o anonimato, deixo o link de um blog onde, na capa &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;hedionda&lt;/span&gt; do anonimato, criticam o meu texto "Prostituição política em Estremoz".&lt;br /&gt;Convido a ler o texto e o meu comentário.&lt;br /&gt;Está em kuzeskanhoto.blogspot.com (&lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;post&lt;/span&gt; "O ex-homem do bloco" e respectivo 5º comentário).&lt;br /&gt;Não perco mais tempo com cobardias de anónimos ou defensores do chauvinismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal, saí de Estremoz há 2 anos, mas continuo a incomodar a hipocrisia instalada. &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-corrected"&gt;Chamando&lt;/span&gt; os "bois" pelos nomes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-8537575458979887162?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/8537575458979887162/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/carta-aberta-um-professor-de-moral-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/8537575458979887162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/8537575458979887162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/carta-aberta-um-professor-de-moral-de.html' title='Carta aberta a um &quot;professor de moral&quot; de Estremoz(kruzeskanhoto.blogspot.com)'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SvmSfuLwq3I/AAAAAAAAAEg/KWMAc3z66co/s72-c/Moral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-545905770744931225</id><published>2009-11-06T04:03:00.000-08:00</published><updated>2009-11-06T04:48:30.311-08:00</updated><title type='text'>50 anos de Astérix e Obélix e a morte de Levi-Strauss</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SvQXYszTlyI/AAAAAAAAAEA/WPyVjqbJGbE/s1600-h/asterix.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 121px; DISPLAY: block; HEIGHT: 125px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400967566234720034" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SvQXYszTlyI/AAAAAAAAAEA/WPyVjqbJGbE/s320/asterix.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Li (ou vi, dada a idade), as primeiras "pranchas" (assim se chamavam as "tiras", em episódios, semanais ou mensais, publicadas em revistas ou jornais) desses 2 heróis e da sua "irredutível" Aldeia, talvez em 1962, julgo que no "Cavaleiro Andante", revista da época.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois, já mais velho, o meu Pai começou a comprar os álbuns (isto lá para 1967), então em língua francesa, um pouco para estimular a &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;aprendizagem&lt;/span&gt; da mesma, junto dos filhos : "&lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Asterix&lt;/span&gt;, &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;le&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;Gaulois&lt;/span&gt;", "Astérix &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;et&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;Cleopatre&lt;/span&gt;", "&lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;Asterix&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;chez&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;les&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;bretons&lt;/span&gt;", "La serpe d'&lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;or&lt;/span&gt;", entre outros títulos, vertidos, depois, em português, muito me ajudaram a saber, hoje, ler e escrever, quase correctamente, em francês.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Devo isso a esses 2 heróis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acompanhei, já nos anos 70, na revista "&lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-error"&gt;Tintin&lt;/span&gt;", as aventuras dos mesmos, já, em português.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A vida de jovem e adulto ajudou-me, depois, a perceber, os tipos sociológicos que cada um dos personagens simbolizava e um discurso, dos autores (&lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;Gosciny&lt;/span&gt; e &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-error"&gt;Uderzo&lt;/span&gt;), sobre a História, mostrando que, entre outras coisas, os tiranos sempre foram e serão ridículos e viverão, sempre, rodeados de aduladores , ainda mais caricatos do que eles. Sobretudo, havia uma "perigosa" mensagem : existem "Aldeias" irredutíveis, onde a mudança entra (com, por exemplo, a bela jovem que chega, de &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-error"&gt;Lutécia&lt;/span&gt; - hoje Paris - e conquista muitos corações), mas onde tudo é integrado e aceite, desde que acabe, como cada álbum da série, com um grande banquete de javalis. Ou seja, existe mudança, mas a identidade tem de ser respeitada...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Associo isto á memória do &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;Antropólogo&lt;/span&gt; Claude &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;Levi&lt;/span&gt;-Strauss, falecido há dias, quase com 101 anos, um dos pais da &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;antropologia&lt;/span&gt; ocidental.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi uma das minha referências académicas, na minha &lt;span id="SPELLING_ERROR_18" class="blsp-spelling-error"&gt;licenciatura&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isto porque a &lt;span id="SPELLING_ERROR_19" class="blsp-spelling-error"&gt;Antropologia&lt;/span&gt;, tal como é vista nos Estados Unidos, tem a ver muito com "ossos", com a "&lt;span id="SPELLING_ERROR_20" class="blsp-spelling-error"&gt;antropologia&lt;/span&gt; forense" que vemos nas séries "&lt;span id="SPELLING_ERROR_21" class="blsp-spelling-error"&gt;CSI&lt;/span&gt;", "Investigação Criminal", etc, ou seja, com explicar relações humanas através de vestígios "orgânicos".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com Strauss devolveu-se à &lt;span id="SPELLING_ERROR_22" class="blsp-spelling-error"&gt;Antropologia&lt;/span&gt; a sua raiz &lt;span id="SPELLING_ERROR_23" class="blsp-spelling-error"&gt;diferenciadora&lt;/span&gt; em relação ás restantes Ciências Sociais : a &lt;span id="SPELLING_ERROR_24" class="blsp-spelling-error"&gt;Antropologia&lt;/span&gt; estuda as relações sociais, mas a partir da "cultura material", ou seja, das suas expressões &lt;span id="SPELLING_ERROR_25" class="blsp-spelling-error"&gt;materializáveis&lt;/span&gt; : tradições, costumes, literatura, arte, mas, também, parentesco, família, religião, poder, sobretudo através da sua simbologia material.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por isso, as histórias de Astérix e Obélix são um vestígio da nossa "cultura material" destes 50 anos : lá estamos todos representados, materialmente, em "bonecos", como "bretões", "godos" e até "lusitanos", com os nossos tiques próprios; também os agiotas judeus, com os vícios dos banqueiros actuais; ou os piratas fracassados, por causa da "pirataria organizada" que era o Império Romano, entre outros cromos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao (&lt;span id="SPELLING_ERROR_26" class="blsp-spelling-error"&gt;re&lt;/span&gt;)ler os primeiros álbuns, já com 50 anos, consigo ver, hoje, que tenho a mesma idade que eles, como lá se espelhava o pós-guerra, a guerra-fria, o fim do mundo colonial, mas, sobretudo, os conflitos culturais da dita Europa ocidental.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mais do que qual "Herói da &lt;span id="SPELLING_ERROR_27" class="blsp-spelling-error"&gt;Marvel&lt;/span&gt;" (&lt;span id="SPELLING_ERROR_28" class="blsp-spelling-error"&gt;Batman&lt;/span&gt;, Super-Homem), os &lt;span id="SPELLING_ERROR_29" class="blsp-spelling-corrected"&gt;álbuns&lt;/span&gt; dos "heróis" &lt;span id="SPELLING_ERROR_30" class="blsp-spelling-error"&gt;Asterix&lt;/span&gt; e Obélix são um instrumento para o estudo da &lt;span id="SPELLING_ERROR_31" class="blsp-spelling-error"&gt;Antropologia&lt;/span&gt; da Europa do pós-guerra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No fundo, daquilo que somos hoje. E para mim, ajuda o entendimento da irredutível "Aldeia de Astérix" (ou será de Obélix ? Ou de &lt;span id="SPELLING_ERROR_32" class="blsp-spelling-error"&gt;Panoramix&lt;/span&gt; ?) que, &lt;span id="SPELLING_ERROR_33" class="blsp-spelling-corrected"&gt;ideologicamente&lt;/span&gt;, continuo a ter, dentro de mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parabéns a essa dupla e á sua Aldeia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-545905770744931225?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/545905770744931225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/50-anos-de-asterix-e-obelix-e-morte-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/545905770744931225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/545905770744931225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/50-anos-de-asterix-e-obelix-e-morte-de.html' title='50 anos de Astérix e Obélix e a morte de Levi-Strauss'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SvQXYszTlyI/AAAAAAAAAEA/WPyVjqbJGbE/s72-c/asterix.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-3611294181527994591</id><published>2009-11-06T02:56:00.000-08:00</published><updated>2009-11-06T03:27:42.335-08:00</updated><title type='text'>Prostituição política em Estremoz</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SvQHTtetV6I/AAAAAAAAAD4/_jc-LzmHo3I/s1600-h/estrmoz.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 143px; DISPLAY: block; HEIGHT: 95px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400949888331372450" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SvQHTtetV6I/AAAAAAAAAD4/_jc-LzmHo3I/s320/estrmoz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vivi 3 anos em Estremoz e, confesso, não me dei bem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tive uma péssima experiência política, no BE, onde "paguei a factura" de ter roubado á CDU os votos que deram a vitória ao PS), e uma ainda pior experiência empresarial, fruto de agentes locais (públicos e privados)  sem escrúpulos e maus pagadores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não posso dizer que tenha sido, lá, feliz. Mas fiquei com amigos. E, algumas pessoas à parte, é uma cidade lindíssima.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por isso, frequento as sua páginas e blogs, na &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;net&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Li, há pouco, um comunicado do PS de Estremoz.&lt;br /&gt;Transcrevo, por ser chocante :&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;1. No dia 03 de Agosto de 2009, a cidadã Sílvia Dias assinou uma declaração de aceitação de candidatura à Câmara Municipal de Estremoz, integrando as listas do Partido Socialista.&lt;br /&gt;2. &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Fê&lt;/span&gt;-lo de livre e espontânea vontade e sem nenhum tipo de pressão.&lt;br /&gt;3. Depois, em nome do PS, participou na feitura do programa eleitoral, nas actividades de campanha e nos debates públicos patrocinados pela Rádio Despertar Voz de Estremoz.&lt;br /&gt;4. No jantar de apresentação pública dos candidatos do PS a cidadã Sílvia Dias, levou a sua família mais íntima e conviveu com todos os presentes.&lt;br /&gt;5. Os &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;estremocenses&lt;/span&gt; sabem que a cidadã Sílvia Dias se envolveu neste processo em nome do PS. Foi também em nome do PS que 2867 &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;estremocenses&lt;/span&gt; votaram nela e nos candidatos do PS nas últimas eleições autárquicas.&lt;br /&gt;6. Depois das eleições, a cidadã Sílvia Dias esteve presente em diversas reuniões com o PS e numa delas, em S. Lourenço, afirmou o seu amor ao Partido Socialista (sou do PS desde pequenina), jurou fidelidade ao projecto, comoveu-se perante os outros candidatos e terminou afirmando a sua determinação em assumir o lugar de vereadora da oposição.&lt;br /&gt;7. Passados dois dias, perante alguns boatos que a davam como “muleta” ao serviço do &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;MiETZ&lt;/span&gt;, a cidadã Sílvia Dias pediu uma reunião com responsáveis do Partido Socialista para, na presença da sua família, reafirmar a sua fidelidade ao PS e confessar que “se mudasse depois não seria capaz de encarar as pessoas”.&lt;br /&gt;8. Posteriormente, na passada 2ª feira, dia 2 de Novembro, a cidadã Sílvia Dias eleita nas listas do PS, (não se sabe a troco de quê) foi apresentada publicamente como vereadora a soldo do &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;MiETZ&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;9. Com o seu gesto a cidadã Sílvia Dias desprezou o voto das 2867 pessoas que a elegeram e “viciou” o resultado das eleições, transformando a vitória do &lt;span id="SPELLING_ERROR_6" class="blsp-spelling-error"&gt;MiETZ&lt;/span&gt; numa maioria absoluta artificial.&lt;br /&gt;10. A falta de carácter revelada por Sílvia Dias só encontra paralelo com o convite &lt;span id="SPELLING_ERROR_7" class="blsp-spelling-error"&gt;eticamente&lt;/span&gt; reprovável que o Presidente da Câmara lhe dirigiu. Depois de ter afirmado no discurso de posse que “não entraria em jogos políticos” o Presidente da Câmara prova, ao dirigir um convite a uma funcionária contratada da autarquia (Sílvia Dias) que não é digno do crédito dos &lt;span id="SPELLING_ERROR_8" class="blsp-spelling-error"&gt;estremocenses&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;11. Ficámos todos a saber que cidadã Sílvia Dias não se importou de “vender” a sua posição e que o Presidente da Câmara ainda não perdeu o hábito de não olhar a meios para atingir os fins.&lt;br /&gt;12. As atitudes da Sílvia Dias e de Luís &lt;span id="SPELLING_ERROR_9" class="blsp-spelling-error"&gt;Mourinha&lt;/span&gt; são um erro grosseiro, um gravíssimo atentado à democracia e um perigoso precedente na actividade política da autarquia. O Presidente da Câmara acha que pode “comprar” o voto da cidadã Sílvia Dias e esta achou-se no direito de alienar os votos de quem nela confiou, mas a Honra e a Dignidade da Pessoa Humana ninguém pode comprar&lt;/em&gt;".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ora bem, o que é que se passou :&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um antigo Presidente, eleito pela CDU, em mandato anterior, agora apresenta-se como &lt;span id="SPELLING_ERROR_10" class="blsp-spelling-error"&gt;independente&lt;/span&gt;, escorraçado do Partido que o apoiou antes  e desde sempre (PCP), ganha as eleições e "seduz", &lt;span id="SPELLING_ERROR_11" class="blsp-spelling-corrected"&gt;politicamente&lt;/span&gt;,  após o acto eleitoral, uma Vereadora eleita pelo PS, para falsear os resultados eleitorais e ter uma maioria absoluta que as urnas não lhe deram.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Repare-se : não faz uma aliança &lt;span id="SPELLING_ERROR_12" class="blsp-spelling-error"&gt;institucional&lt;/span&gt; ! "Rouba" um Vereador a outrem, mediante um acordo pessoal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enfim, nada de estranhar, num antigo Presidente que ia a "Bares de alterne" e pedia facturas, em nome da Câmara, como sendo de "jantares", para ser reembolsado. Ou que endossava cheques, passados a uma empresa municipal, para pagamento de despesas pessoais em empresas do Distrito de Évora.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nós, aqui, &lt;span id="SPELLING_ERROR_13" class="blsp-spelling-corrected"&gt;tínhamos&lt;/span&gt; Ferreira Torres, mas corremos com ele. Dissemos-lhe, não, de vez.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em Estremoz, infelizmente, o "bandido" local voltou, agora já não pelo PCP, que não o &lt;span id="SPELLING_ERROR_14" class="blsp-spelling-corrected"&gt;quis&lt;/span&gt; (e muito bem), mas feito &lt;span id="SPELLING_ERROR_15" class="blsp-spelling-error"&gt;independente&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Algures nas estradas rurais de Estremoz, os &lt;span id="SPELLING_ERROR_16" class="blsp-spelling-error"&gt;proprietários&lt;/span&gt; e chulos dos "Bares de Alterne" rejubilam ! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já agora, a dita Vereadora até pode reivindicar um lugar num desses bares. Mostrou que se sabe "prostituir". E que até já tem um "chulo" : o Presidente &lt;span id="SPELLING_ERROR_17" class="blsp-spelling-error"&gt;Mourinha&lt;/span&gt;...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-3611294181527994591?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/3611294181527994591/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/prostituicao-politica-em-estremoz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3611294181527994591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/3611294181527994591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/11/prostituicao-politica-em-estremoz.html' title='Prostituição política em Estremoz'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/SvQHTtetV6I/AAAAAAAAAD4/_jc-LzmHo3I/s72-c/estrmoz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-6735562882421665825</id><published>2009-10-16T08:44:00.000-07:00</published><updated>2009-10-16T08:59:18.649-07:00</updated><title type='text'>Porque somos chamados a crescer e multiplicar...</title><content type='html'>&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 128px; DISPLAY: block; HEIGHT: 96px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393224441533209618" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/StiVDheKnBI/AAAAAAAAADo/Jg6x3G-W_yA/s320/Raquel" /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/StiWhODrJrI/AAAAAAAAADw/oDMCdI4A36A/s1600-h/Abel+e+Pedro"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 128px; DISPLAY: block; HEIGHT: 96px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393226051229525682" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/StiWhODrJrI/AAAAAAAAADw/oDMCdI4A36A/s320/Abel+e+Pedro" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;Fez, já, 1 mês que a minha filha casou. Lá estou eu a recebê-la, para a "levar ao altar" e, depois, os meus "adjuntos" desse dia : o meu filho Abel Ricardo e o meu sobrinho Pedro Maria (raparigas : eles estão disponíveis...).&lt;br /&gt;Talvez, dentro de 2 anos (haja esperança...) esteja aqui a dizer que envelheci porque tenho netos. No fundo, o mundo não acabará em 2012, porque todos eles merecem viver para continuar a mudar o Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7509191646274491433-6735562882421665825?l=esquerdapossivel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/feeds/6735562882421665825/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/10/porque-somos-chamados-crescer-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/6735562882421665825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7509191646274491433/posts/default/6735562882421665825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esquerdapossivel.blogspot.com/2009/10/porque-somos-chamados-crescer-e.html' title='Porque somos chamados a crescer e multiplicar...'/><author><name>Abel Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11372881275726844334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/ST6zH0bjw5I/AAAAAAAAABo/INNWRe3EdPE/S220/abel.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/StiVDheKnBI/AAAAAAAAADo/Jg6x3G-W_yA/s72-c/Raquel' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7509191646274491433.post-4901617756639421566</id><published>2009-10-12T04:39:00.000-07:00</published><updated>2009-10-13T15:29:51.896-07:00</updated><title type='text'>Marcoense, com orgulho "Davinciano"...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/StT8YJ9hYQI/AAAAAAAAADg/-nG2Mm-19fM/s1600-h/Imagem+leonardo.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 308px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_8uMWEqAsagw/StT8YJ9hYQI/AAAAAAAAADg/-nG2Mm-19fM/s320/Imagem+leonardo.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392212145790345474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pois, marcoense com orgulho, mas falando alentejano : Ferreira Torres levou a "nalgada" que merecia !!! Fátima Felgueiras idem (com o devido respeito pela respectiva parte do corpo onde o "castigo" é aplicado).&lt;br /&gt;Confesso : assisti a dois comícios, no Marco, de Ferreira Torres. Tive MEDO. Aquilo era "história ao vivo". Era o Portugal salazarento, infelizmente ainda presente no "salazar" que existe dentro de cada um de nós. &lt;br /&gt;Só que agravado.&lt;br /&gt;Sim, o pior era toda aquela multidão que vitoriava alguém que COMPROVADAMENTE (foi condenado por tal...) abusou do Poder em benefício pessoal. Ou seja, o "chico-espertismo" premiado !&lt;br /&gt;O pior era ainda, as referências baixas aos adversários : um era o Mr. Bean, outro um "corcunda", outro um "songamoga" (agradeço que me digam o que é isso), outro um larápio que roubava a Câmara por ter viatura e motorista ! E berrava o "bandido" (sim, foi e é condenado), "Isto sim, é ladroagem !!!".&lt;br /&gt;Pior, ainda, foi vê-lo a pedir, pela segunda vez, orações. História ao vivo, uma vez mais. "Deus, Pátria e Família". Regressei mais 40 anos atrás: depois de, no primeiro comício, pedir orações a STº Rita, no último, o "bandido" pediu-as a Nossa Senhora do Castelinho !!! Enfim, um impudor só possível a quem teve um cónego e um padre nos seus apoiantes declarados. Próprio de um velho amigo e cúmplice de um tal Cónego Melo, de Braga, mormente num incidente bombista de 1975.&lt;br /&gt;Mas foi, exemplarmente, derrotado nas urnas. Infelizmente, a "cultura" que permitiu tal fenómeno ainda não. Isaltino e Valentim não foram e não o serão : esgotam, neste, o seu limite de mandatos. Nunca serão perdedores.&lt;br /&gt;O PS foi derrotado, também. &lt;br /&gt;Em Novembro, perante um acto abusivo da Distrital do Porto do PS, aderi ao Partido, aqui no Marco e apoiei o seu candidato, Artur Melo, que subscreveu a minha ficha de adesão.&lt;br /&gt;Até Maio, participei activamente na preparação da campanha; depois, fui tecendo críticas e, sobretudo, delas dei conhecimento ao Partido (a tradição católica ensinou-me isso) e, claro, tornei-as públicas nos sítios onde escrevo. Por "delito de opinião" e por o meu passado "esquerdista" chocar alguma aristocracia marcoense que apoiou o PS, eu e outros afastámo-nos ou foram afastados. O resultado ficou à vista : com o maior orçamento de sempre, o pior resultado de sempre.&lt;br /&gt;A lealdade ideológica fez-me ir a alguns actos de campanha do PS. Mesmo quando me afastei do cent
